terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Livro de Ezequiel – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 48
Total de versículos:
Tempo aproximado de leitura: min
Breve Resumo: Ezequiel era de família sacerdotal filho de Buzi, o sacerdote. Ele mesmo foi sacerdote. Os sacerdotes iniciavam seu serviço no templo aos trinta anos. Mas, no ano em que Ezequiel fez trinta anos ele se encontrava no cativeiro babilônico (1.1), a cerca de 1100 quilômetros distante do templo de Jerusalém. O profeta viveu entre os exilados, sua profecia foi formulada em meio às pessoas deportadas para as terras estranhas da Babilônia.
Ezequiel era um homem de amplos conhecimentos, não somente das tradições de sua nação, mas também de assuntos internacionais e da história. Sua familiaridade com tópicos gerais de cultura, desde a construção de navios até a literatura, é igualmente espantosa. Era dotado de grande intelecto e tinha capacidade de compreender questões de amplo alcance. Seu estilo é impessoal, mas em alguns trechos é apaixonante e bastante transparente (Caps. 16 e 23).
Na sua segunda vinda a Jerusalém (598-597), Nabucodonosor deportou para a Babilônia, o rei Joaquim e a família real, junto com outros dez mil membros da elite (2 Reis 24.12-14). Ezequiel estava entre eles. Era contemporâneo do profeta Jeremias, porém, mais jovem. Enquanto Jeremias profetizava em Jerusalém, Ezequiel anunciava a Palavra do Senhor aos que estavam cativos na Babilônia, junto ao rio Quebar. Era conhecido de Daniel, não sabemos se mantinha relações mais próximas com ele (14.20; 28.3). Ezequiel era casado, mas, sua esposa morreu durante o cativeiro (24.15-18).
Se o profeta tinha trinta anos quando começou seu ministério (1.1), e essa data corresponde ao quinto ano de exílio do rei Joaquim (1.2-3), então Ezequiel tinha por volta de vinte e seis anos quando foi levado cativo. A última data registrada no livro (26 de abril de 571 a.C., em 29.17) demonstra que o ministério de Ezequiel compreendeu pelo menos vinte e três anos. As circunstâncias de sua morte são desconhecidas. Pouco se sabe de sua vida antes do chamado para o ministério profético. Seu nome significa “Deus fortalece”, o que lembra sua obra de conforto e incentivo aos exilados.
Como Ezequiel contém mais datas que qualquer outro livro profético do Antigo Testamento, suas profecias podem ser datadas com considerável precisão. Doze das treze datas especificam ocasiões em que Ezequiel recebeu uma mensagem divina. A outra é a data da chegada do mensageiro que relatou a queda de Jerusalém (33.21).
Tendo recebido o chamado de Deus em julho de 593 a.C., Ezequiel continuou no exercício da vocação por 22 anos, sendo o último oráculo recebido em abril de 571 a.C. (29.17). Se o trigésimo ano citado no capítulo 1 e versículo 1 refere-se à idade de Ezequiel por ocasião do chamado, sua carreira profética excedeu em dois anos o período normal de serviço sacerdotal (Nm 4.3). Seu período de atividade coincide com o momento tenebroso de Jerusalém e antecede em 7 anos a sua destruição, em 586 a.C., continuando por mais 15 anos após essa data.
Ezequiel é um dos livros proféticos do Antigo testamento da Bíblia, vem depois do Livro das Lamentações e antes do Livro de Daniel.[1] [2] Possui 48 capítulos.
Ezequiel, era um sacerdote[3] que foi chamado para profetizar durante o Exílio do povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571 AC[3] . Diz-se que fundou uma escola de profetas e que ensinava a Lei à beira do Rio Kebar[4] que corta a cidade de Babilônia.
São curiosas as visões que o profeta teve sobre a glória de Deus e os sinais que aconteceram em sua própria vida demonstrando a ação de Deus são fortes e marcantes. Ezequiel perdeu a sua esposa como sinal da queda de Jerusalém.
A comunidade, em meio à qual ele vivia, acreditava que em breve tudo voltaria a ser como antes, para seus contemporâneos o projeto de Deus era mero sistema que lhe dava segurança. Ezequiel, no entanto, sabe que o sistema passado estava agonizando de maneira irrecuperável, pois Jerusalém seria destruída.
Segundo ele, a sociedade sofria de doença crônica e incurável, pois havia abandonado o projeto de Javé em troca de uma vida luxuosa e fascinante. Por isso, Ezequiel vê o próprio Deus deixando o Templo (11:22-24) e largando os rebeldes ao bel-prazer dos amantes.
Isso era causa de sofrimento para o profeta, mas não de desânimo e desespero. Para ele, o futuro seria de ressurreição (caps. 36-37) e novidade radical. Com sua linguagem simbólica, Ezequiel indicava os passos para a construção do mundo novo:
• Assumir a responsabilidade pelo fracasso histórico de um sistema que se corrompeu completamente, provocando a ruína de toda a nação.
• Compreender que a simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma sociedade nova; apenas reanima o velho sistema que, cedo ou tarde, acabará sempre nos mesmos vícios.
• Converter-se a Javé, assumindo o seu projeto; e, a partir daí, construir uma sociedade justa e fraterna, voltada para a liberdade e a vida.
Com esse programa profético, vislumbrava-se um futuro novo: Deus voltaria para o meio de seu povo (43:1-7), provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente nova. Aí todos poderão participar igualmente dos bens e decisões que constroem a relação social a partir da justiça. Desse modo, todos poderão reconhecer que a partir desse dia, o nome da cidade será: Javé está aí (48:35)[3] .
A doutrina deste profeta tem por núcleo a renovação interior: é preciso criar para si um coração novo e um espírito novo (18:31); ou ainda, o próprio Deus dará "outro" coração, um coração "novo", e infudirá no homem um espírito "novo" (11:19; 36:26)[5] .
Ezequiel dá origem à corrente apocalíptica, suas grandiosas visões antecipam as de Daniel e as do autor de Apocalipse.
Autor: O profeta Ezequiel é o autor do Livro. Ele era um contemporâneo de Jeremias e Daniel.
Quando foi escrito: O Livro de Ezequiel foi provavelmente escrito entre 593 e 565 AC durante o cativeiro babilônico dos judeus.
Propósito: Ezequiel ministrou à geração de sua época, uma geração extremamente pecaminosa e completamente sem esperança. Por meio de seu ministério profético, ele tentou levá-los ao arrependimento imediato e à confiança no futuro distante. Ele ensinou que: (1) Deus trabalha através de mensageiros humanos; (2) Mesmo com a derrota e desespero, o povo de Deus precisa afirmar a soberania de Deus; (3) A Palavra de Deus nunca falha; (4) Deus está presente e pode ser adorado em qualquer lugar; (5) As pessoas têm que obedecer a Deus se quiserem receber bênçãos e (6) o Reino de Deus virá.
Versículos-chave: Ezequiel 2:3-6: "Ele me disse: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se insurgiram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até precisamente ao dia de hoje. Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta. Tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras, ainda que haja sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com o rosto deles, porque são casa rebelde."
Ezequiel 18:4: "Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá."
Ezequiel 28:12-14: "Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas."
Ezequiel 33:11: "Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?"
Ezequiel 48:35: "Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali."
Resumo: Como você pode lidar com um mundo desviado? Ezequiel, destinado a iniciar o ministério de sua vida como um sacerdote aos trinta anos, foi tirado de sua terra natal e enviado para a Babilônia com a idade de 25. Por cinco anos ele viveu em desespero. Aos trinta anos, ele teve uma visão majestosa da glória do Senhor que cativou o seu ser na Babilônia. O sacerdote/ profeta descobriu que Deus não era limitado pelas restrições estreitas da terra nativa de Ezequiel. Em vez disso, Ele é um Deus universal que comanda e controla as pessoas e nações. Na Babilônia, Deus concedeu a Ezequiel Sua Palavra para o povo. A experiência de sua chamada transformou Ezequiel. Ele se tornou avidamente dedicado à Palavra de Deus. Ele percebeu que pessoalmente não tinha nada para ajudar aos cativos em sua situação amarga, mas estava convencido de que a Palavra de Deus falava ao seu estado e poderia dar-lhes a vitória. Ezequiel usou vários métodos para transmitir a Palavra de Deus ao seu povo. Ele utilizou arte ao desenhar um retrato de Jerusalém, ações simbólicas e conduta incomum para assegurar a sua atenção. Ele cortou seu cabelo e a barba para demonstrar o que Deus faria a Jerusalém e seus habitantes.
O livro de Ezequiel pode ser dividido em quatro seções:
Capítulos 1-24: profecias sobre a ruína de Jerusalém
Capítulos 25-32: profecias do juízo de Deus sobre as nações vizinhas
Capítulo 33: uma última chamada para o arrependimento de Israel
Capítulos 34-48: profecias sobre a futura restauração de Israel
Prenúncios: Ezequiel 34 é o capítulo em que Deus denuncia os líderes de Israel como falsos pastores pelo seu mau atendimento de Seu povo. Ao invés de cuidar das ovelhas de Israel, eles cuidaram de si mesmos. Eles comeram bem, eram bem vestidos e bem cuidados pelas próprias pessoas que tinham sido colocadas sob sua autoridade (Ezequiel 34:1-3). Em contraste, Jesus é o Bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas e as protege dos lobos que iriam destruir o rebanho (João 10:11-12). O versículo 4 do capítulo 34 descreve as pessoas às quais os pastores deixaram de ministrar como sendo fracas, doentes, feridas e perdidas. Jesus é o Grande Médico que cura as nossas feridas espirituais (Isaías 53:5) através da Sua morte na cruz. Ele é aquele que busca e salva o que está perdido (Lucas 19:10).
Aplicação Prática: O livro de Ezequiel nos convida a participar de um novo e vivo encontro com o Deus de Abraão, Moisés e profetas. Temos que ser vencedores ou seremos vencidos. Ezequiel nos desafiou a: experimentar de uma visão transformadora do poder, conhecimento, presença eterna e santidade de Deus; deixar Deus nos dirigir; compreender a profundidade e compromisso com o mal que se aloja em cada coração humano; reconhecer que Deus dá aos seus servos a responsabilidade de advertir os ímpios de seu julgamento e, por último, ter uma experiência genuína de uma relação viva com Jesus Cristo, o qual disse que a nova aliança pode ser encontrada em Seu sangue.
Conclusão
Ezequiel é o único livro profético inteiramente autobiográfico. Ele foi escrito na primeira pessoa a partir da perspectiva do próprio profeta. Se comparado com outros livros proféticos, Ezequiel apresenta um número maior de ações simbólicas (3.22-26; 4.1-14; 12.10-20; 21.6-, 18-24; 24.15-24; 37.15-28). O profeta se identificava com sua mensagem: ele sofreu no próprio corpo as conseqüências de representar Deus diante do seu povo, e de representar a nação sob o julgamento de Deus. Ezequiel faz uso de muitas parábolas (12.21-22; 16.44; 18.2-3).
ESBOÇO DE EZEQUIEL
I. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.1-3.21
Visões introdutórias 1.1-28
O encargo dos profetas 2.1-3.21
II. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.22-24.27
Oráculos de julgamento 3.22-7.27
Visões de idolatria no templo 8.1-11.25
O exílio e cativeiro de Judá 12.1-24.27
III. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.1-32.32
Contra Amom 25.1-7
Contra Moabe 25.8-11
Contra Edom 25.12-14
Contra a Filistia 25.15-17
Contra Tiro 26.1-28.19
Contra Sidom 28.20-26
Contra Egito 29.1-32.32
IV. Profecias de restauração 33.1-48.35
Ezequiel como vigia 33.1-33
Deus como Pastor 34.1-31
Julgamento contra Edom 35.1-15
Restauração de Israel 36.1-37.28
Julgamento contra Gogue 38.1-39.29
Restauração do templo 40.1-46.24
Restauração da terra 47.1-48.35
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB / Wikipédia; (Diversos “Internet”).
Escola Bíblica Dominical
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Livro de Lamentações de Jeremias – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 5
Total de versículos: 154
Tempo aproximado de leitura: 30 min
Breve Resumo: A palavra Lamentação vem do Hebraico e significa: Uma canção triste ou composição poética consagrada ao luto e à tristeza.
O livro é atribuído ao profeta Jeremias, e reflete a profunda tristeza de uma série de cantos fúnebres ao ver Jerusalém castigada por Deus pelas mãos dos babilônios. Jeremias dedicou a sua vida ao trabalho de avisar os judeus do julgamento iminente em consequência de séculos de rebeldia contra Deus, mas não sentiu nenhum prazer no cumprimento de suas profecias. Ele sofreu com o povo, chorando pela dor de uma nação que se tornou indefesa diante do castigo severo.
Alguns fatos ajudarão na leitura deste livro. Em termos históricos, devemos lembrar que a queda de Jerusalém aconteceu por etapas. Em 605 a.C., o primeiro grupo de cativos foi levado para a Babilônia. Em 597 a.C., a segunda leva foi tirada da sua terra e levada para a Babilônia. Por final, em 586 a.C., a cidade (incluindo o templo de Salomão) foi destruída e os sobreviventes, com exceção de Jeremias e alguns pobres, foram levados ao cativeiro. Algumas observações sobre o vocabulário do livro podem esclarecer o sentido. Sião se refere ao monte principal de Jerusalém e se torna sinônimo de Jerusalém. A filha de Sião, expressão que aparece oito vezes nestes cinco capítulos, identifica o povo de Judá ou Israel.
Quando foi escrito: O Livro de Lamentações foi provavelmente escrito entre 586 e 575 AC, durante ou logo após a queda de Jerusalém.
Propósito: Como resultado da idolatria contínua e sem arrependimento de Judá, Deus permitiu que os babilônios assediassem, saqueassem, queimassem e destruíssem a cidade de Jerusalém. O Templo de Salomão, que tinha existido por cerca de 400 anos, foi totalmente queimado. O profeta Jeremias, uma testemunha ocular desses acontecimentos, escreveu o Livro de Lamentações como um lamento pelo que tinha acontecido a Judá e Jerusalém.
Versículos-chave: Lamentações 2:17: “Fez o SENHOR o que intentou; cumpriu a ameaça que pronunciou desde os dias da antiguidade; derrubou e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa e exaltou o poder dos teus adversários.”
Lamentações 3:22-23: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”
Lamentações 5:19-22: “Tu, SENHOR, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?”
Divisão do livro: O Livro de Lamentações é dividido em cinco capítulos. Cada capítulo representa um poema distinto. No hebraico original, os versos são acrósticos, com cada verso começando com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico. No Livro de Lamentações, o profeta Jeremias entende que os babilônios foram o instrumento de Deus para trazer juízo sobre Jerusalém (Lamentações 1:12-15, 2:1-8, 4:11). Lamentações deixa claro que o pecado e rebelião foram as causas da ira de Deus sendo demonstrada (1:8-9, 4:13, 5:16). Lamentar é apropriado em um tempo de angústia, mas deve rapidamente dar entrada à contrição e arrependimento (Lamentações 3:40-42, 5:21-22).
Prenúncios: Jeremias era conhecido como o "profeta chorão" por sua paixão profunda e duradoura pelo seu povo e sua cidade (Lamentações 3:48-49). Esta mesma tristeza pelos pecados do povo e por sua rejeição de Deus foi expressada por Jesus quando Ele se aproximou de Jerusalém e olhou à destruição causada pelas mãos dos romanos (Lucas 19:41-44). Por causa da rejeição do Messias por parte dos judeus, Deus usou o cerco romano para punir Seu povo. No entanto, Deus não tem alegria em ter que punir os Seus filhos, e a Sua oferta de Jesus Cristo como uma provisão de perdão do pecado mostra a Sua grande compaixão por Seu povo. Um dia, por causa de Cristo, Deus enxugará todas as lágrimas (Apocalipse 7:17).
Aplicação Prática: Mesmo em julgamento terrível, Deus é um Deus de esperança (Lamentações 3:24-25). Não importa quão longe dEle estejamos, temos a esperança de que podemos voltar-nos a Ele e encontrar Sua compaixão e perdão (1 João 1:9). Nosso Deus é um Deus de amor (Lamentações 3:22) e por causa de Seu grande amor e compaixão, Ele enviou Seu Filho para que nós não tivéssemos que perecer em nossos pecados, mas que pudéssemos viver eternamente com Ele (João 3:16). A fidelidade (Lamentações 3:23) e libertação de Deus (Lamentações 3:26) são atributos que nos dão uma grande esperança e conforto. Ele não é um deus desinteressado e caprichoso, mas um Deus que libertará todos aqueles que se voltam para Ele, admitem que não podem fazer nada para ganhar Seu favor e clamam ao Senhor por Sua misericórdia para que não sejamos consumidos (Lamentações 3:22).
Esboço:
I. Lamentação pela miséria e deserção de Jerusalém (1)
II. Lamentação pela cidade de Sião derrubada na ira de Javé (2)
III. Tristeza e esperança do poeta (3)
IV. O Horror do cerco (4)
V. Recordação da desgraça de Sião; pedido de restauração (5)..
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB / Wikipédia; (Diversos “Internet”).
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Ministério “Abençoando vidas”
Livro de Jeremias – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 52
Total de versículos:
Tempo aproximado de leitura: 2:30 min
(...) Conhecido como profeta chorão, também chamado profeta da esperança. Foi impedido de casar-se, por causa da destruição de Jerusalém (pelos Babilônicos) que se aproximava. Jeremias foi vocacionado pelo Senhor quando ainda estava no ventre de sua mãe. Vocação - Do lat. vocatione.Talento, aptidão.
Filho do Sacerdote Hilquias, natural de Anatote (Atual Anate). Foi profeta no período dos reis Jeoaquim, Zedequias e Joaquim. Chamado para profetizar em Judá (Reino do Sul) e capital Jerusalém. Percorreu quatro importantes cidades (Anatote, Jerusalém, Ramá e Egito). Passou por muitos sofrimentos tais como, lançaram-no na cisterna e na prisão, levado para o Egito contra a sua vontade e também no cativeiro Babilônico. Foi o profeta rejeitado pela família, vizinhos, Reis, Sacerdotes, falsos profetas, público mas não por Deus. A missão do homem de DEUS é inegociável. Ele foi chamado para cuidar dos interesses do Todo-Poderoso, e proclamar com isenção e coragem a sua Palavra.
"Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás" Jr 1.7.
Jeremias 1.1-10
1- Palavras de Jeremias, filho de Hilquias, dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim. 2- A ele veio a palavra do SENHOR, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado. 3- E lhe veio também nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do ano undécimo de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi levada em cativeiro no quinto mês. 4- Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 5- Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. 6- Então, disse eu: Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança. 7- Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. 8- Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. 9- E estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. 10- Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.
O Livro de Jeremias (Yirmeyahu em Hebraico, ou Hieremias em Latim), é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro Isaías e antes do Livro de Ezequiel (Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel). sendo que esse nome é empregado 158 vezes na Bíblia1 . O significado do nome é incerto, existindo várias interpretações: "Yahweh exalta/eleva", "Yahweh é sublime" ou "Yahweh abre/faz nascer", sendo mais usada a leitura "Yaweh exalta/eleva”.
O nome do seu pai era Hilquias(ou Helcias), um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim, a cinco quilômetros a nordeste do Monte do Templo em Jerusalém.
Embora de família sacerdotal, está ligado às tradições proféticas do Norte, principalmente a Oséias2 , e não às tradições do sacerdócio e da corte de Jerusalém. Como Miquéias, ele pertence ao mundo camponês. De maneira crítica, ele traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país.
É considerado o autor de dois dos livros da Bíblia: Jeremias e livro das Lamentações.
O livro de Jeremias é muito gostoso de ler, pois é ambientado numa época importante para o povo de Israel, o exílio na Babilônia e tem imagens que nos surpreendem, apresentando um Deus livre que busca transformar a realidade, sempre permanecendo fiel à aliança. Ao mesmo tempo nos entusiasma a própria biografia de Jeremias: um profeta que sofre por causa da sua fidelidade.
O contexto de Jeremias é aquele quando o império assírio foi substituído por Babilônia. Ena Judéia, durante a vida do profeta, tivemos 3 reis (Josias, Joaquin e Sedecias) e um governador (Godolias). Jeremias reagiu contra as contínuas mudanças políticas, partindo da aparente autonomia da Judéia, com Josias, até o surgimento do império babilonico e a consequente destruição de Jerusalém, em 587 antes de Cristo.
O contexto religioso em que viveu o nosso profeta é particular. O povo pensava que a presença de Deus garantisse a própria proteção contra todas as catastrofes. De fato muitos acreditavam que, enquanto Samaria foi destruída, Deus tinha livrado milagrosamente Jerusalem da guerra (2Reis 19,35; Isaias 36,37), pois nela estava o seu templo. Por isso, no tempo de Jeremias, o povo tinha a convicção que a presença de YHWH no seu meio lhe protegeria de seus inimigos. Jeremias anuncia que tal confiança, sem nenhuma atitude pessoal, será a destruição de Jerusalém.
Diante da ameaça Babilônica, os governantes da Judéia buscam alianças. Jeremias, invés pede a confiança em Deus e anuncia a destruição e o exílio, que são vistos como castigo pelos pecados do povo, dos governantes. Contudo se dá conta que esse fim trágico para o povo não é a última palavra. Diante do exílio e da destruição do templo ele anuncia um novo início, uma nova criação, uma nova aliança.
Em relação à Jeremias “chorão” poderíamos dizer uma palavra sobre o Livro das Lamentaçãos. Durante muito tempo o autor desse livro, que na bíblia hebraica não é um livro profético, mas está entre os históricos (hagiógrafo), foi considerado como sendo Jeremias. Sobretudo por que na bíblia grega e latina o livro aparece como um opúsculo ao livro de Jeremias, com um título que atribuiu a este profeta a sua composição. Contudo hoje existe unanimidade que este livro não pertence a Jeremias, sobratudo por causa das idéias que ali existem, embora o contexto histórico seja o mesmo do profeta.
Autor: Jeremias, filho de Hilquias, foi um profeta da cidade levita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. O significado do seu nome é incerto, mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos, preocupações e frustrações.
Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente, e a próxima geração seria exterminada. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Jeremias tinha poucos amigos além dele. Ao que parece, são qualificados como amigos apenas Aicão, Gedalias, filho de Aicão e Ebede-Meleque. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele, uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Apesar dessa mensagem de ruína, da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria, o seu coração doía pelo povo, pois sabia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto, expresso pela obediência.
Propósito: O Livro de Jeremias registra as profecias finais sobre Judá, advertindo-lhe sobre a destruição que se aproximava se a nação não se arrependesse. Jeremias clama à nação para que se volte a Deus. Ao mesmo tempo, Jeremias reconhece a inevitabilidade da destruição de Judá devido à sua idolatria e imoralidade impenitente.
Versículos-chave: Jeremias 1:5: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações.”
Jeremias 17:9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
Jeremias 29:10-11: “Assim diz o SENHOR: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar. Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.”
Jeremias 52:12-13: “No décimo dia do quinto mês, do ano décimo nono de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, o chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia, veio a Jerusalém. E queimou a Casa do SENHOR e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; também entregou às chamas todos os edifícios importantes.”
Resumo: O Livro de Jeremias é essencialmente uma mensagem de julgamento sobre Judá por sua idolatria desenfreada (Jeremias 7:30-34, 16:10-13, 22:9; 32:29; 44:2-3). Após a morte do rei Josias, o último rei justo, a nação de Judá tinha quase completamente abandonado a Deus e Seus mandamentos. Jeremias compara Judá a uma “prostituta” (Jeremias 2:20; 3:1-3). Deus havia prometido que julgaria idolatria mais severamente (Levítico 26:31-33, Deuteronômio 28:49-68) e Jeremias estava alertando Judá de que o julgamento de Deus estava próximo. Deus tinha libertado Judá da destruição em inúmeras ocasiões, mas a Sua misericórdia estava no fim. Jeremias registra o rei Nabucodonosor conquistando e dominando Judá (Jeremias 24:1). Depois de mais rebelião, Deus trouxe Nabucodonosor e os exércitos da Babilônia de volta para destruir e desolar Judá e Jerusalém (Jeremias capítulo 52). Mesmo no julgamento mais severo, Deus promete a restauração de Judá de volta à terra que Deus tinha lhe dado (Jeremias 29:10).
Prenúncios: Jeremias 23:5-6 apresenta uma profecia da vinda do Messias, Jesus Cristo. O profeta O descreve como um Ramo da casa de Davi (v. 5; Mateus 1), o Rei que iria reinar com sabedoria e justiça (v. 5, Apocalipse 11:15). É Cristo quem vai finalmente ser reconhecido por Israel como seu Messias verdadeiro à medida que Ele oferece salvação aos Seus escolhidos (v. 6, Romanos 11:26).
Aplicação Prática: O profeta Jeremias tinha uma mensagem muito difícil de entregar. Jeremias amava Judá, mas ele amava a Deus muito mais. Por mais doloroso que tenha sido para Jeremias transmitir uma mensagem consistente de julgamento ao seu próprio povo, Jeremias foi obediente ao que Deus lhe disse para fazer e dizer. Jeremias esperou e orou pela misericórdia de Deus sobre Judá, mas também confiou que Deus era bom, justo e íntegro. Nós também devemos obedecer a Deus, mesmo quando for difícil, reconhecer a vontade de Deus como mais importante do que nossos próprios desejos, e confiar que Deus, em Sua infinita sabedoria e plano perfeito, vai causar o melhor para Seus filhos (Romanos 8:28).
Contexto Histórico: Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias, um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Josias tinha iniciado uma reforma, a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. Entretanto, a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Assurbanipal, o último grande rei assírio, morreu em 627 aC. A Assíria estava enfraquecendo, e Josias expandindo o seu território para o norte. A Babilônia, sob o domínio de Nabopolasar, e o Egito, sob Neco, estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá.
Em 609 aC, Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Três filhos de Josias (Joacaz, Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá, mas nenhum deles deu atenção à advertência. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele, cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Zedequias foi um governante fraco e vacilante, buscando às vezes os conselhos de Jeremias, outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem.
Conteúdo: O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1.1-3), uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém, que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1.4-20.18), oráculos contra nações estrangeiras (25.15-38; caps 46-51), acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa, provavelmente por Baruque (caps 26-45), e um apêndice histórico (cap 52), que é quase idêntico a 2Rs 24-25. As profecias do livro não estão em ordem cronológica.
Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Ainda assim, condenou os governantes, os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Conhecendo as intenções de Deus, defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. Entretanto, Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Como Ezequiel, Jeremias enfatizou a responsabilidade individual.
Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. Tentou evitar essa tarefa, mas foi incapaz de permanecer calado. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés que Deus resolveu dar um fim à nação. Derrotado e levado ao exílio, o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê. E depois do castigo e arrependimento apropriados, Deus traria uma remanescente de volta a Judá, puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel, Davi e os levitas. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações. O trono de Davi seria novamente estabelecido, e sacerdotes fiéis serviriam ao povo.
Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta.
Cristo Revelado
Através de sua ação e atitude, Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e, por esta razão, pode ser considerado um tipo de Cristo no AT. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. Sofreu muito nas mãos do povo, mas perdoou. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.
Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é, pois, esta casa, que se chama pelo meu nome, um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.11; Mt 21.13); “que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvido e não ouvis” (5.21; Mc 8.18); “achareis descanso para a vossa alma”(6.16; Mt 11.19); “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50.6; Mt 10.6).
O Espírito Santo em Ação
Um símbolo do ES é o fogo. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.14). Em certo momento, Jeremias quis parar de mencionar a Deus, mas “isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.9). Hoje, chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias.
Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus, também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração.
Esboço de Jeremias
I. O chamado de Jeremias 1.1-9
II. Coleção de discursos 2.1-33.26
Primeiro oráculos 2.1-6.30
Sermão do templo e abusos no culto 7.1-8.3
Assuntos diversos 8.4-10.25
Eventos na vida de Jeremias 11.1-13.27
Seca e outras catástrofes 14.1-15.21
Advertência e promessas 16.1-17.18
A santificação do sábado 17.19-27
Lições do oleiro 18.1-20.18
Oráculos contra leis, profetas e povo 21.1-24.10
O exílio babilônico 25.1-29.32
O livro de consolação 30.1-35.19
III. Apêndice histórico 34.1-35.19
Advertência a Zedequias 34.1-7
Revogada a libertação de escravos 34.8-22
O exemplo dos recabitas 35.1-19
IV. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36.1-45.5
Jeoaquim e os rolos 36.1-32
Cerco e queda de Jerusalém 37.1-40.6
Gedalias e o seu assassinato 40.7-41.18
A fuga para o Egito 42.1-43.7
Jeremias no Egito 43.8-44.30
Oráculos para Baruque 45.1-5
V. Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-51.64
Contra o Egito 46.1-28
Contra os filisteus 47.1-7
Contra Moabe 48.1-47
Contra os amonitas 49.1-6
Contra Edom 49.7-22
Contra Damasco 49.23-27
Contra Quedar e Hazor 49.28-33
Contra Helão 49.34-39
Contra a Babilônia 50.1-3
VI. Apêndice histórico 52.1-34
O reinado de Zedequias 52.1-3
Cerco e queda de Jerusalém 52.4-27
Sumário de três deportações 52.28-30
Libertação de Joaquim 52.31-34
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB / Wikipédia; (Diversos “Internet”).
Escola Bíblica Dominical
Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro
Pr. Ronny Souza
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Ministério “Abençoando vidas”
Livro de Isaías – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 66
Total de versículos: 117
Tempo aproximado de leitura: 30min
O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro Cântico dos Cânticos e antes do Livro de Jeremias. É uma peça central da literatura profética do VT, na Bíblia.1 2 Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.
O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de "o quinto evangelista".
Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao Leste.
O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 A.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do Rei Uzias de Judá, e a fundação de Roma.
O livro que traz o nome de Isaías pode ser dividido em três grandes partes:6
Autor e data: Isaías 1:1 identifica o autor do Livro de Isaías como sendo o profeta Isaías.
Quando foi escrito: O Livro de Isaías foi escrito entre 701 e 681 AC.
Propósito: O profeta Isaías foi primeiramente chamado a profetizar ao Reino de Judá. Judá estava passando por tempos de reavivamento e tempos de rebeldia. Judá foi ameaçado de destruição pela Assíria e Egito, mas foi poupado por causa da misericórdia de Deus. Isaías proclamou uma mensagem de arrependimento do pecado e de expectativa esperançosa do livramento de Deus no futuro.
Versículos-chave: Isaías 6:8: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.”
Isaías 7:14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.”
Isaías 9:6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Isaías 14:12-13: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte.”
Isaías 53:5-6: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
Isaías 65:25: “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.”
Resumo: O Livro de Isaías revela o juízo e salvação de Deus. Deus é "santo, santo, santo" (Isaías 6:3) e, portanto, Ele não pode permitir a impunidade do pecado (Isaías 1:2; 2:11-20; 5:30; 34:1-2; 42:25). Isaías retrata o julgamento vindouro de Deus como um "fogo consumidor" (Isaías 1:31; 30:33).
Ao mesmo tempo, Isaías compreende que Deus é um Deus de misericórdia, graça e compaixão (Isaías 5:25; 11:16; 14:1-2, 32:2, 40:3, 41:14-16). A nação de Israel (Judá e Israel) é cega e surda aos mandamentos de Deus (Isaías 6:9-10, 42:7). Judá é comparado a uma vinha que deve ser, e será, pisoteada (Isaías 5:1-7). Só por causa de Sua misericórdia e promessas a Israel, Deus não permitirá que Israel e Judá sejam completamente destruídos. Ele vai trazer tanto a restauração e perdão quanto a cura (43:2, 43:16-19, 52:10-12).
Mais do que qualquer outro livro no Antigo Testamento, Isaías concentra-se na salvação que virá através do Messias. O Messias um dia governará com justiça e retidão (Isaías 9:7; 32:1). O reino do Messias trará paz e segurança a Israel (Isaías 11:6-9). Através do Messias, Israel será uma luz para todas as nações (Isaías 42:6; 55:4-5). O reino do Messias sobre a terra (Isaías capítulo 65-66) é o objetivo para o qual aponta o Livro de Isaías. É durante o reinado do Messias que a justiça de Deus será plenamente revelada para o mundo.
Em um aparente paradoxo, o Livro de Isaías também apresenta o Messias como aquele que vai sofrer. Isaías capítulo 53 descreve vividamente o Messias sofrendo pelo pecado. É através de Suas feridas que a cura é alcançada. É através de Seu sofrimento que as nossas iniquidades são removidas. Esta aparente contradição é resolvida na Pessoa de Jesus Cristo. Em Sua primeira vinda, Jesus foi o servo sofredor de Isaías capítulo 53. Em Sua segunda vinda, Jesus será o Príncipe da Paz e ocupará o Seu cargo de Rei (Isaías 9:6).
Prenúncios: Tal como afirmado acima, o capítulo 53 de Isaías descreve a vinda do Messias e o sofrimento que Ele iria suportar para pagar por nossos pecados. Em Sua soberania, Deus orquestrou todos os detalhes da crucificação para cumprir todas as profecias deste capítulo, assim como todas as outras profecias messiânicas do Antigo Testamento. As imagens do capítulo 53 são tristes e proféticas e são, ao mesmo tempo, um retrato completo do Evangelho. Jesus foi desprezado e rejeitado (v. 3, Lucas 13:34, João 1:10-11), ferido por Deus (v.4, Mateus 27:46) e perfurado pelas nossas transgressões (v. 5, João 19: 34, 1 Pedro 2:24). Por Seu sofrimento, Ele pagou o castigo que nós merecíamos e se tornou por nós o sacrifício supremo e perfeito (v. 5; Hebreus 10:10). Embora Ele não tenha pecado nunca, Deus colocou sobre Ele os nossos pecados para que assim pudéssemos nos tornar a justiça de Deus nEle (2 Coríntios 5:21).
Aplicação Prática: O Livro de Isaías nos apresenta o nosso Salvador em detalhe inegável. Ele é o único caminho para o céu, o único meio de obter a graça de Deus, o único Caminho, a única Verdade e a única Vida (João 14:6, Atos 4:12). Sabendo o preço que Cristo pagou por nós, como podemos ignorar ou rejeitar "tão grande salvação"? (Hebreus 2:3). Temos apenas uns poucos, breves anos na terra para vir a Cristo e aceitar a salvação que só Ele oferece. Não há uma segunda chance após a morte, e eternidade no inferno é muito, muito tempo.
Você conhece pessoas que se dizem crentes em Cristo mas que são duas caras, ou seja, hipócritas? Esse talvez seja o melhor resumo de como Isaías enxergava a nação de Israel. Israel tinha uma aparência de justiça, mas era uma fachada. No Livro de Isaías, o profeta Isaías desafia Israel a obedecer a Deus com todo o seu coração, não apenas no exterior. O desejo de Isaías era de que aqueles que ouvissem ou lessem as suas palavras tivessem a convicção de abandonar a iniquidade e voltar-se para Deus a fim de receber perdão e cura.
Primeiro Isaías
Os capítulos 1 a 39 contêm a mensagem do profeta chamado Isaías, cuja preocupação central é a santidade de Deus, ou seja, só Deus é absoluto. Em meio a grandes mudanças políticas internacionais, Isaías condena a aliança com as grandes potências, mostrando que a nação só será salva se permanecer fiel a Deus e ao seu projeto, no qual a justiça é o valor supremo. Assim, uma espiritualidade baseada na santidade de Deus conduz o profeta a uma fé política, que combate os ídolos presentes na sociedade. Ele fala também do Emanuel (7,14), no qual o Novo Testamento viu Jesus Cristo, que veio ao mundo para salvar o seu povo,6 mais especificamente, pode-se subdividir esta parte em quatro etapas cronológicas:3
os capítulos 1 a 5 têm como foco a corrupção moral que a prosperidade tinha provocado em Judá e refletem o período até a subida de Acaz ao trono em 736 AC;
no período seguinte o rei de Damasco: Rason e o rei do Reino de Israel Setentrional: Faceia chama o jovem Acaz a se aliar com eles contra o rei da Assíria: Tiglate-Pileser III, Acaz se alia à Assíria e é atacado;
Judá sob a tutela da Assíria, destruição do Reino de Israel Setentrional em 721 AC, Ezequias sucede Acaz em 716 AC, aliança com o Egito contra a Assíria;
revolta contra a Assíria, Senaqueribe arrasa a Palestina em 701 AC, Jerusalém resiste.
Mesmo essa primeira parte não pode ser atribuída inteiramente ao Isaías histórico: os oráculos contra as nações estrangeiras (caps. 13 e 23), incorporam trechos posteriores, em particular os caps. 13 e 14 que são do tempo do Exílio na Babilônia, também são de composição posterior o Apocalipse de Isaías (caps 24 a 27), que não é anterior ao séc. V AC, e os caps 33 a 39.7
Outra possível subdivisão destes primeiros 39 capítulos seria na forma do seguinte sumário:8
cap. 1 - Introdução ao conjunto do livro;
caps. 2 a 12 - Profecias sobre Israel e Judá;
caps. 13 a 23 - Profecias sobre as nações estrangeiras;
caps. 24 a 27 - Apocalipse de Isaías;
caps. 28 a 33 - Profecias de promessas e ameaças sobre Israel e Judá; (semelhante aos caps. 02 a 12);
caps. 34 a 35 - Outros fragmentos apocalípticos,que provavelmente foram escritos pelo Segundo Isaías, no tempo do Exílio na Babilônia;5
caps. 36 a 39 - Relatos sobre a atividade de Isaías no momento da campanha de Senaqueribe contra Jerusalém.
Contra a falsa religião
Na época de Isaías, as pessoas frequentavam o Templo, mas para o profeta isso não basta, pois encher o Templo com iniquidade e solenidade é um erro enorme (1:10-20), isso porque as pessoas que levam ofertas para Jeová são as mesmas que não se importam em fazer o direito (mishpât) funcionar, que não fazem justiça ao desprotegido órfão e à abandonada viúva. Isaías, em um dos textos proféticos mais violentos contra um culto que funciona só para mascarar as injustiças que se cometem no dia-a-dia, pede aos príncipes de Sodoma e ao povo de - na verdade, de Jerusalém - para ouvirem a palavra do Senhor:4
10 Escutem a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; preste atenção ao ensinamento do nosso Deus, ó povo de Gomorra:
11 Que me interessa a quantidade dos seus sacrifícios? - diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos. Não gosto do sangue de bois, carneiros e cabritos.
12 Quando vocês vêm à minha presença e pisam meus átrios, quem exige algo da mão de vocês?
13 Parem de trazer ofertas inúteis. O incenso é coisa nojenta para mim; luas novas, sábados, assembléias… não suporto injustiça junto com solenidade. (1:10-13).
16 Lavem-se, purifiquem-se, tirem da minha vista as maldades que vocês praticam. Parem de fazer o mal,
17 aprendam a fazer o bem: busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva. (1:16-17)
Crítica à injustiça social
O profeta denuncia o comportamento dos ricos e latifundiários, dos que vivem em grandes festas custeadas pelo trabalho dos pobres, dos que exploram o povo negando-lhe a justiça e dos que se fazem grandes e importantes vivendo em grandes banquetes (5:8-24).
Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país. (5:8)
Nesse aspecto destaca-se sua semelhança com o profeta Amós, até porque eles são quase contemporâneos: Amós é de 760 AC e Isaías inicia sua atividade em 740 AC. A problemática social era a mesma para ambos, embora Amós fosse um camponês e Isaías um homem culto ligado à corte, ambos atacam os grupos dominantes da sociedade: autoridades, magistrados, latifundiários, políticos.
Isaías é duro e irônico com as damas da classe alta de Jerusalém (3:16-24), assim como Amós o fora com as madames de Samaria em Am 4:1-3, além disso Isaías defende, com paixão, órfãos, viúvas, oprimidos, o povo explorado e desgovernado pelos governantes, denuncia igualmente a máscara da religião que encobre a injustiça (1:10-20), do mesmo modo que Amós em (2:6-16), (4:4-5) e 5:21-27.4
Época de Acaz
Nessa época ocorreu uma grande crise política e militar em Judá, provocada pela crescente ameaça do Império Assírio e pelos muitos erros do governo de Judá. Era o tempo da política expansionista do rei Tiglate-Pileser III, iniciada em 745 AC, que implicava numa grave ameaça para os pequenos reinos da região. Israel Setentrional, Damasco e outros da região tornaram-se tributários da Assíria. Golpes de Estado em Israel, alianças contra ou a favor da Assíria faziam parte da política internacional da época.4
Facéia, um rei golpista , de Israel, fez uma aliança com o Damasco e ambos decidiram invadir Judá, derrubar Acaz e colocar um estrangeiro em seu lugar, para usar o reino do sul numa coalizão militar contra a Assíria, trata-se da Guerra Siro-efraimita, iniciada em 734 AC. Acaz pede o auxílio da Assíria e Tiglate-Pileser III tomou Damasco e 3/4 de Israel, restando apenas a Samaria que, posteriormente (em 722 AC), foi tomada pelas tropas assírias de Salmanasar V e de Sargão II.4
Como preço pelo auxílio da Assíria, Judá perdeu sua independência, Acaz viu-se obrigado a reconhecer os deuses assírios como seus libertadores e a prestar-lhes culto, apresentar-se a Tiglate-Pileser III para prestar-lhe obediência e pagar pesados tributos, o que resultou num aumento os impostos pagos pelo povo, aumentando as injustiças que antes já eram denunciadas por Isaías. Nesse contexto, a religião oficial procurava encobrir os problemas com grandes festas.4
Esperança em Ezequias
Alguns teólogos denominam a parte do Livro de Isaías compreendida entre o início do cap. 7 até o sexto vers. do cap. 12 (7:1-12:6) como Livro do Emanuel (7:14), estima-se que essa parte da obra foi escrita e, portanto, deve ser interpretada no contexto da Guerra Siro-efraimita e da conseqüente dependência da Assíria. São seis capítulos organizados pelo redator do livro de Isaías em torno de três temas:4
os sinais, como o do menino que vai nascer (7:14-15);
o binômio invasão/libertação, que aparece em vários textos;
o significado de nomes próprios.
O início do cap. 7 (7:1-17), revela a esperança do profeta em Ezequias. É um texto que deve ser lido considerando-se a existência de dois blocos distintos:4
O primeiro bloco (7:1-9), relata o encontro de Isaías com Acaz, às vésperas da Guerra Siro-efraimita, em 734 ou 733 AC. Quando os reis de Damasco e de Samaria planejam invadir Judá para depor Acaz e no seu lugar colocar um rei não-davídico - o filho de Tabeel - que envolveria o país na coalizão contra o Império Assírio, Isaías vai ao encontro de Acaz, que está cuidando das defesas de Jerusalém.
O segundo bloco (7:10-17) relata novo encontro de Isaías com Acaz, desta vez, talvez, no palácio, no qual o profeta oferece ao rei um sinal de que tudo se arranjará diante da ameaça siro-efraimita. Com a recusa do rei em pedir um sinal a Jeová, Isaías muda de tom e relata a Acaz que Jeová, por própria iniciativa, dar-lhe-á um sinal, que consiste no seguinte: a jovem mulher dará à luz um filho, seu nome será Emanuel (Deus-conosco) e ele comerá coalhada e mel até que chegue ao uso da razão.
É razoável concluir que a jovem mulher seja jovem rainha, mãe de Ezequias, considerando-se que Isaías falou a Acaz nos primeiros meses de 733 AC, e Ezequias teria nascido no inverno de 733-32 AC.
Isaías volta a falar de Ezequias no início do cap. 9 (8:23b-9:6), pois este início de capítulo deve compreendido em conjunto com o final do cap. 8, no qual menciona as três regiões de Israel conquistadas entre 734 e 732 AC por [Tiglate-Pileser III]], que são: Zabulão (caminho do mar), Neftali (o além-Jordão) e a Galileia (o território das nações). Isaías fala destas regiões para despertar a esperança: Jeová, que humilhou estas terras, as cobrirá de glória. E o povo, que vivia nas trevas e na tristeza, viverá na luz e na alegria. Uma alegria enorme, que é causada pelo fim da opressão (o jugo, a canga e o bastão do opressor foram quebrados), pelo fim da guerra (a bota e o uniforme militar foram queimados) e, principalmente, pelo nascimento de um menino em Judá.
Este menino é um personagem da casa real, de acordo com os quatro títulos que lhe são atribuídos em 9:5, títulos que parecem ser características sobre-humanas e messiânicas, mas que podem caber bem aos reis, segundo a mentalidade da época: a sabedoria do rei na administração (Conselheiro), sua capacidade militar (Deus-forte), zelo pela prosperidade do povo (Pai), preocupação com a felicidade do povo (Príncipe-da-paz), além disso 9:6 esclarece que este menino é da "casa de David" e caracteriza suas ações: governará com direito e justiça, e, por isso, deve tratar-se de Ezequias.4
Isaías volta a referir-se a Ezequias no início do cap. 11 (11:1-9), pois o ponto de referência do profeta continua sendo um rei da época, descendente de David, que salvaria o país da catástrofe. O texto fala de um personagem régio (11:1), de suas qualidades (11:2), de sua atuação (11:3b-5), da instauração de uma nova realidade (11:6-8) para concluir que então haverá em Israel conhecimento de Javé.
Este personagem esperado, fiel a Jeová, vai instaurar um reino de justiça e paz, onde o pobre e o oprimido serão protegidos contra a prepotência dos poderosos. Justiça e paz que são simbolizadas, no poema, pela convivência harmoniosa de animais selvagens e domésticos. A identificação deste personagem da família davídica é problemática. Alguns acreditam que o poema trata da utopia profética de Isaías por ocasião da coroação de Ezequias como rei em 716 ou 715 AC. Outros defendem que se Ezequias fora o objeto da esperança de Isaías de tirar o país da crise, como aparece em 7:1-17 e 8:23b-9:6, agora, decepcionado com sua política pró-egípcia que acaba provocando a invasão do assírio Senaqueribe, pensa em alguém que no futuro possa resgatar Israel.
Ezequias tomou posse como rei em 716 a.C. ou 715 a.C., após a morte de seu pai Acaz, e aproveitou a pouca vigilância assíria para fazer uma reforma em Judá. Foi uma reforma religiosa, social e econômica, na qual defendeu os artesãos dos exploradores, com a criação de associações profissionais, retirou do Templo de Jerusalém os símbolos idolátricos e construiu um novo bairro em Jerusalém, para abrigar os refugiados de Israel. Entretanto, em 701 a.C. Senaqueribe destruiu 46 cidades fortificadas de Judá e sitiou Jerusalém.4
Segundo Isaías
Os capítulos 40 a 55 foram escritos por profeta anônimo, comumente chamado Segundo Isaías ou Dêutero Isaías, que iniciou a pregação após 550 AC, no final da época do Exílio na Babilônia, quando ocorriam as primeiras vitórias de Ciro II,7 apresentando uma mensagem de esperança e consolação. O fim do exílio, de sete semanas de anos (587AC - 538AC),9 é visto como um novo êxodo e, como no primeiro, Jeová será o condutor e a garantia dessa nova libertação. O povo de Deus convertido, mas oprimido, é denominado Servo de Jeová, ou o próprio Segundo Isaías segundo outra interpretação.10 O Novo Testamento, a partir de uma interpretação do judaísmo messiânico, atribui esse título a Jesus, o justo que sofreu e morreu para nos libertar. A comunidade, depois de convertida e libertada, se tornará missionária, luz para que as nações se voltem para o verdadeiro Deus.6
O Segundo Isaías, pode ser subdividido em duas partes:9
Caps. 40-48 - Queda da Babilônia, libertação por Ciro II;
Caps. 49-55 - Restauração de Sião, insistência no universalismo da salvação.
Servo de Deus - o Segundo Isaías emprega a palavra servo dezenove vezes no sentido de Servo de Deus, em catorze casos, este servo recebe como nome próprio: Israel ou Jacó, como forma de referir-se ao povo de Israel em seu conjunto. Veja a discussão em Cânticos do servo sofredor.11
Terceiro Isaías
Os capítulos 56 a 66 são atribuídos ao Terceiro Isaías ou Trito-Isaías.10 Apresentam uma coleção de profecias que procuram estimular a comunidade que veio do Exílio na Babilônia e se reuniu em Jerusalém com os que estavam dispersos. Condena os abusos que começam de novo a aparecer e mostra qual é o verdadeiro jejum (58,1-12) necessário para que haja novos céus e nova terra.6
O Terceiro Isaías não é um autor único, esta parte é uma coletânea diversificada: o Salmo de 63:7-64:11 parece anterior ao fim do Exílio na Babilônia, enquanto que a profecia de 66:1-4 é contemporâneo da reconstrução do Templo, aproximadamente em 520 AC, os caps. 60 a 62 aparentam-se com o Segundo Isaías, os caps 56-59 devem datar do séc. V AC, os caps. 65 e 66, com exceção de 66:1-4, poderiam datar da época grega ou da época imediatamente posterior ao Exílio.
Propósito e conteúdo
O livro do profeta Isaías aborda os seguintes conceitos:
• Javé é o único deus verdadeiro
• Javé mostra sua soberania no castigo e livramento do povo da aliança
• Javé é um deus que não admite comparação
Isaías poderia ser considerado também um profeta pré-clássico, pois servia de conselheiro para o rei, tal como os profetas clássicos eram. Todavia, ele é considerado um profeta clássico, pois sua mensagem tinha as características da profecia clássica, tais como:
• acusação contra o povo
• promessa de exílio
• castigo divino
• cumprimento da aliança
• esperança para o futuro
Dentro desta abordagem clássica os temas que mais se destacam em Isaías são:
Nomes dos filhos como sinais
Nos capítulos 7 a 9 temos 4 nomes de filhos que representam também um significado dentro do programa divino para o povo de Israel na história, conforme tabela abaixo:
Nome Significado Referência
Sear-Jesube Um remanescente voltará 7:3
Maher-Shalal-Hash-Baz Rapidamente até os despojos, agilmente até a pilhagem 8:1-3
Emanuel Deus conosco 7:14; 8:8-10
— — 9:6
O Servo Sofredor
Isaías menciona um Servo, que executará os planos divinos para a nação de Israel. O Servo está descrito nas seguintes passagens: 42:1-7; 49:1-9; 50:4-11 e 52:13. Israel, em algumas oportunidades é chamado de servo de Deus (41:8; 44:1) e Ciro também assume um papel importante no livramento de Israel, entretanto, as características atribuídas ao Servo vai além do que se diz sobe Israel ou Ciro. As funções do Servo, descritas por Isaías, estão muito próximas ao que se diz sobre o futuro rei davídico em outros trechos do livro (cap. 11 e 55:3-5). Embora Isaías não diga que o Servo seja explicitamente o Messias os escritores do NT interpreta a profecia desta maneira.
O Santo de Israel
Este é o título que Isaías mais utiliza para referir-se a Javé. Ele não o faz apenas para ressaltar a santidade de Deus, mas também para demonstrar a fatalidade das ofensas feitas por Israel a Javé. Desta forma, Isaías demonstra que os julgamentos apontam para a reconciliação entre Javé e Israel promovida pelo Servo graças ao seu amor por seu nome (43:22-28).
Redentor
Isaías ressalta Javé como Redentor de Israel mais de dez vezes, todas entre os capítulos 40 a 66, ou seja, na parte exílica e pós-exílica do livro. Isaías fala desta característica como uma ação já realizada seguindo o padrão literário encontrado nesta seção dos seus escritos.
Escatologia
A escatologia é o estudo da parte final do programa histórico de Deus. A ênfase deste estudo em Isaías está no Reino de Deus, isto é, o futuro de Israel, centrado em Jerusalém. Neste Reino a paz e prosperidade são abundantes e todos irão a Jerusalém para ter conhecimento. Um descendente de Jessé estará no governo, mas o assunto não é tão explorado em Isaías, pois a ênfase está no governo de Javé e o aspecto do monoteísmo absoluto realçado por Isaías, antes mesmo do cativeiro babilônico. (24:23; 33:22;43:15; 44:6)
Estrutura de Isaías
Os oráculos de Isaías podem ser agrupados da seguinte maneira:
1 Julgamento com Promessa – 1 a 39
1 Acusação – 1 a 5
2 Chamado de Isaías – 6
3 Período assírio – 7 a 39
1 Assíria: castigo e renovo – 7 a 12
2 Sentenças contra as nações – 13 a 23
3 Oráculos apocalípticos contra as nações – 24 a 27
4 Sentença e salvação de Jerusalém – 28 a 35
5 Crise assíria e transição para período babilônico – 36 a 39
2 Consolo com julgamento – 40 a 66
1 Oráculos sobre a restauração do exílio e julgamento da Babilônia – 40 a 48
2 O consolo do Servo de Javé – 49 a 55
3 A justiça e as transgressões das nações – 56 a 59
4 A glória pós-exílica – 60 a 66
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB; Wikipédia / Diversos “Internet”.
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Livro de Cantares de Salomão – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 08
Total de versículos: 117
Tempo aproximado de leitura: 30min
O livro: O título do livro no texto hebraico é “Cântico dos Cânticos de Salomão”, o que pode significar um cântico composto por Salomão, para ele ou a respeito dele. A expressão “Cântico dos Cânticos”, seria, portanto, o melhor dos cânticos, como encontramos em Deuteronômio 10.17, o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos.
Breve Resumo: Cantares de Salomão é o livro mais poético dos livros poéticos, remete o romantismo presente entre o Rei Salomão e sua adorada Sulamita “a mais bela de todas” que é a personagem principal desse livro.
(...) Assim como Ester, Débora, Rute /Noemi, Sulamita é uma das mulheres de grande influência citadas na Bíblia).
A referência a sua origem aparece em Ct 6,13 (Tradução Almeida). Segundo alguns estudiosos sua referência em Ct pode ser uma alusão à jovem sunamita (Sunem) escolhida para aquecer o rei Davi em sua velhice, 1 Rs 1,2-4, que é descrita como mulher jovem e formosa.
A Sulamita de Cantares é chamada de amada e é descrita como a mais formosa entre todas as mulheres, ou a mais bela das mulheres (Ct 1,8; 4,1.7; 6,4). Nas palavras da Sulamita ela mesma se descreve como uma mulher morena e formosa (Ct 1,5-6). A alusão a sua cor morena foi fruto do trabalho, que seus irmãos a obrigaram fazer, ao guardar suas vinhas. Mas o que importa no livro de Cânticos dos Cânticos não é apenas o físico, embora em Cantares a descrição física da Sulamita seja uma das mais belas comparações feitas com alguns dos elementos mais bonitos encontrados na natureza (Ct 2,2; 4,1-5; 7,1-9). O importante que é preciso ressaltar é sua coragem e a fidelidade ao amado. Ela não se deixa aprisionar pelas convenções da época e sai em busca do amado, e o procura incessantemente. A sua fidelidade ao amado (Ct 3,16) faz dessa jovem mulher um modelo de esposa companheira, que dá livremente seu amor ao amado. Amor esse em Cantares que é recíproco entre os amados.
No antigo Israel, tudo o que era humano se expressava em palavras, como por exemplo, a gratidão, a ira, a tristeza, o sofrimento, a confiança, a amizade, etc. Nos CÂNTICOS, o amor encontra o seu lugar de destaque; é o amor que encontra o que dizer através de palavras inspiradas. A primeira pergunta que nos vêm à mente quando lemos esse livro é: Por que razão um poema descritivo do amor de homem e uma mulher, numa linguagem carregada de erotismo, está incluído nas páginas da Bíblia? É simples. Deus viu a relevância do tema e providenciou um livro inteiro sobre o assunto. Deus se interessa pelo aspecto físico do nosso relacionamento. Foi ele que uniu o primeiro casal lá no Jardim do Éden e recomendou que eles se relacionassem sexualmente e pudessem procriar (cf. Gênesis 1.28). O poema descreve o amor conjugal entre dois personagens: um é Salomão (Selomon, o pacífico) e o outro é a Sulamita (Sulammith) uma donzela que ele desposa. Os jardins de Salomão servem de cenário (cena I) para descrever o início da relação que passa pela Sulamita sozinha (cena II), as núpcias reais (cena III), pelo palácio (cena IV e V) e pela casa da Sulamita (cena VI). O consenso atual entre os estudiosos é de que devemos estudar o livro procurando compreender literalmente seu conteúdo, embora, ao longo dos séculos, pessoas que têm advogado uma interpretação literal, acabaram pagando um elevado preço por suas opiniões. A Igreja, até o século XVI, insistiu por uma interpretação alegórica. Entre os reformadores, Calvino foi um deles, ao passo que Lutero, tentou seguir o sentido literal, embora não consistentemente. As posições são e sempre serão divergentes no que diz respeito ao assunto sexo na Bíblia. Um aspecto interessante ressaltado por um comentarista bíblico, é que a ênfase do poema, é o amor conjugal exclusivo entre marido e mulher (4.12), como um jardim fechado e uma fonte selada (metáforas usadas pelo autor para descrever a restrição dessa relação). Para o poeta, cada vida é uma vinha privada para o outro: “Quanto à minha própria vinha, essa está no meu poder” (8.12). Assim como Salomão é dono da vinha dele, também a amada é dona dos atrativos dela para compartilhá-los com quem quiser. Outros exemplos de amor e fidelidade entre casais: (Isaque e Rebeca / Jacó e Raquel / Elcana e Ana ...)
(...) O conteúdo do livro de cantares está acima da descrição apenas do romance entre um homem e uma mulher (Salomão e Sulamita), e muito aquém da opinião de alguns leigos /estudiosos, que insistem em dizer que o livro de Cantares é um livro “erótico” que fala de amor, sexo ou simplesmente só poesias.
Na realidade “O” livro remete outra verdade que poucos reconhecem:
• Interesse e preocupação de Deus pelo aspecto físico do nosso relacionamento;
• Declaração do amor de Deus para com Israel;
• Declaração de um noivo (Cristo) com sua igreja.
Autor e data: O livro declara ser de autoria de Salomão (seu nome é mencionado várias vezes cf. 1.1,5; 3.7,9,11; 8.11,12), e não há porque se duvidar disso. Mesmo assim, alguns estudiosos, com base em características pessoais e linguísticas, sugerem outros autores. Um dos questionamentos diz respeito a Salomão ter tido mil esposas durante a vida, o que certamente o constrangeria de ter escrito um livro cujo tema principal é o amor exclusivo, sendo ele um homem que praticava a poligamia. Uma das hipóteses é que o livro tenha sido escrito no período de sua juventude, antes de tornar-se rei, ou no século X a.C, já durante o seu reinado.
Propósito: O Livro de Cantares de Salomão é um poema ‘lírico’ (forma de poema onde o autor fala diretamente ao leitor sobre seus sentimentos e estado de espírito, pode ser rimado ou não), escrito para exaltar as virtudes do amor entre um marido e sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro espiritualmente, emocionalmente e fisicamente. Este livro combate dois extremos: o ascetismo (a negação de todo o prazer) e hedonismo (busca do prazer somente). Cumprindo o plano de Deus que é o “casamento” entre homem e mulher, o exemplo que temos em Cantares de Salomão é um modelo de atenção, empenho e prazer.
Versículos-chave: Cânticos de Salomão 2:7; 3:5; 8:4 - “...nem desperteis o amor, até que este o queira.”
Cânticos de Salomão 5:1 - “Comei e bebei, amigos; bebei fartamente, ó amados.”
Cânticos de Salomão 8:6-7 - “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.”
Resumo: A poesia toma a forma de um diálogo entre um marido (o rei) e sua esposa ( Sulamita). Podemos dividir o livro em três seções:
o namoro (1:1-3:5), o casamento (3:6-5:1) e a maturidade do casamento (5:2-8:14).
A canção começa antes do casamento, mostrando como a noiva anseia para estar com seu noivo e receber suas carícias íntimas. No entanto, ela aconselha a deixar que o amor se desenvolva naturalmente, em seu próprio tempo. O rei elogia a beleza da sulamita, superando os seus sentimentos de insegurança sobre sua aparência. A sulamita tem um sonho no qual ela perde Salomão e busca por ele em toda a cidade. Com a ajuda dos guardas da cidade, ela encontra o seu amado e fica com ele até levá-lo a um local seguro. Ao acordar, ela repete seu conselho para não forçar o amor.
Na noite de núpcias, o marido novamente elogia a beleza de sua esposa, e em linguagem altamente simbólica, a mulher convida o seu cônjuge para participar de tudo o que ela tem para oferecer. Eles fazem amor e Deus abençoa sua união.
Com a maturação do casamento, o marido e sua mulher passam por um momento difícil, simbolizado em um outro sonho. Neste segundo sonho, a Sulamita repulsa seu marido e ele sai. Sentindo-se culpada, ela procura por ele por toda a cidade; desta vez, no entretanto, ao invés de ajudá-la, os guardas a espancaram -- simbólico de sua consciência pesarosa. As coisas têm um final feliz, com os amantes se encontrando e se reconciliando.
Quando o cântico termina, o marido e a esposa estão confiantes e seguros em seu amor, eles cantam sobre a natureza permanente do amor verdadeiro, e deixam claro que muito querem estar na presença um do outro.
Prenúncios: Alguns intérpretes da Bíblia vêem em Cantares de Salomão uma exata representação simbólica de Cristo e Sua igreja. Cristo é visto como o rei, enquanto que a igreja é representada pela Sulamita. Apesar de acreditarmos que o livro deve ser entendido literalmente como uma representação do casamento, existem alguns elementos que prenunciam a Igreja e seu relacionamento com o rei, o Senhor Jesus. Cantares 2:4 descreve a experiência de cada crente que é procurado e comprado pelo Senhor Jesus. Estamos em um local de grande riqueza espiritual e somos cobertos por Seu amor. O versículo 16 do capítulo 2 diz: "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios." Aqui está uma imagem não só da segurança do crente em Cristo (João 10:28-29), mas do Bom Pastor que conhece as Suas ovelhas – Seus seguidores – e dá a Sua vida por nós (João 10:11). Graças a Ele, não somos mais manchados pelo pecado, tivemos nossas "manchas" removidas pelo Seu sangue (Cantares 4:7, Efésios 5:27).
Aplicação Prática: Nosso mundo está confuso sobre o casamento. A prevalência do divórcio e de tentativas modernas de redefinir o casamento estão em notório contraste com o Livro de Cantares de Salomão. Casamento, diz o poeta bíblico, deve ser comemorado, desfrutado e reverenciado. Este livro fornece algumas orientações práticas para fortalecimento do nosso casamento:
Conclusão:
Conselhos ao (casal)
1) Dê ao seu cônjuge a atenção de que ele ou ela necessita. Tire o tempo necessário para realmente conhecer seu cônjuge.
2) Encorajamentos e elogios, não críticas, são uma parte vital de um relacionamento bem sucedido.
3) Desfrute um ao outro. Planeje viagens especiais. Seja criativo, até mesmo brincalhão, um com o outro. Deleite-se com o dom de Deus do amor conjugal.
4) Faça o que for necessário para reafirmar o seu compromisso com o seu cônjuge. Renove seus votos; resolva problemas e não considere o divórcio como uma solução. Deus quer que vocês dois vivam em um amor profundamente tranquilo e seguro.
Deus se digne de nos abençoar.
ESBOÇO DO LIVRO
I. Título (1.1)
II. Primeiro encontro (1.2 – 2.7)
III. Segundo encontro (2.8 – 3.5)
IV. Terceiro encontro (3.6 – 5.1)
V. Quarto encontro (5.2 – 6.3)
VI. Quinto encontro (6.4 – 8.4)
VII. Ápice literário (8.5-7)
VIII. Conclusão (8.8-14)
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB; Wikipédia / Diversos “Internet”.
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Livro de Eclesiastes – Estudo
Eclesiastes – Estudo
Plano de leitura
Número total capítulos: 12
Total de versículos: 222
Tempo aproximado de leitura: 30min
Data do Livro
Acerca do ano 1000 a.C. Foi escrito no fim da vida de Salomão.
Autor do Livro
Segundo 1:1, 12, 2:9, 12:9, Salomão é o autor do livro de Eclesiastes. Alguns duvidam que Salomão seja o autor deste livro por causa do versículo 1:12. Porque este versículo fala no tempo passado. Mas, há uma explicação adequada para isso. Salomão era o rei de Israel até a morte dele. Salomão escreveu este livro quando era homem já velho e então falou sobre as suas experiências já passadas.
Título do Livro.
Eclesiastes ou “Pregador”. Este nome vem do grego (Septuaginta). Em hebraico é KOHELETH, que significa “aquele que faz uma assembléia”. Portanto o nome pregador, porque o pregador prega para a assembléia (grupo de pessoas reunidas).
Introdução ao Livro de Eclesiastes – Não tá fácil pra ninguém
O livro de Eclesiastes, tal como Jó, recusa-se a dar respostas fáceis às questões difíceis da vida. Tal é o pessimismo em suas páginas que muitos estudiosos questionam a ortodoxia do autor e até mesmo a canonicidade do livro.
O nome Eclesiastes vem da tradução para o grego do nome hebraico que consta no primeiro verso do livro: קֹהֶ֣לֶת (qōheleṯ). O nome qōheleṯ vem da raiz da palavra qahal que significa “aquele que convoca uma assembleia” provavelmente com o intuito de pregar para ela, daí algumas traduções deste livro para “O Pregador”.
A autoria é tradicionalmente atribuída a Salomão em virtude dos dois primeiros versos do livro, mas desde a Reforma, alguns estudiosos protestantes datam Eclesiastes a uma época posterior a Salomão. Além disso, o termo “filho de Davi” pode indicar qualquer descendente do rei Davi e não necessariamente Salomão. Outro aspecto que depõe contra a autora salomônica é a utilização de um pseudônimo, e, a afirmação em 1:16 e 2:9 de que ele ultrapassou todos os reis que governaram Jerusalém antes dele não faria muito sentido se Davi fosse o único antecessor.
A autoria salomônica não é totalmente descartável, entretanto os argumentos contrários são suficientes para termos cautela ao quanto ao autor de Eclesiastes. O uso de qōheleṯ na terceira pessoa pode sugerir que o autor anônimo se refira a Salomão. E, neste caso, sendo qōheleṯ Salomão o autor do livro poderia ter vivido em uma época posterior.
Para Eclesiastes a sabedoria convencional era inadequada à realidade, pois esta tentava predizer um futuro infalível como resultado exclusivo da conduta, seja dos sábios seja dos tolos. A justiça retributiva era o maior expoente desta corrente de pensamento.
Estrutura de Eclesiastes
O livro de Eclesiastes está estruturado da seguinte maneira:
• Introdução – 1:1-11
• Problemas e soluções da satisfação – 1:12 a 3:15
o Problema: a satisfação não pode ser encontrada – 1:12 a 2:23
o Solução: a satisfação não pode ser procurada – 2:24 a 3:15
• Problemas e soluções da frustração – 3:16 a 7:29
o Problema: Frustrações são inevitáveis – 3:16 a 6:12
o Solução: Frustrações não podem ser evitadas – 7:1-29
• Diretrizes para um projeto de vida – 8:1 a 12:8
o Viver sob a autoridade, mas não esperar que o governo resolva todos os seus problemas – 8:1-9
o Viver pelo principio da retribuição, mas não esperar seus resultados nessa vida – 8:10-14
o Não querer todas as respostas – 8:15-17
o Este mundo só oferece a morte – 9:1-6
o Desfrutar a vida que Deus ofereceu – 9:7-10
o Esperar o inesperado – 9:11-12
o A sabedoria é melhor do que a força – 9:13 a 10:20
o Ter prudência sem ficar inerte – 11:1-6
o Não esperar a velhice para saber acerca da visão de vida correta – 12:1-8
• Questões finais – 12:9-14
O objetivo da literatura de sabedoria é orientar a forma de pensar e não o que pensar. Por isso sua estrutura e organização não seguem os padrões dos escritos filosóficos do ocidente.
Na introdução o autor apresenta o problema e sugere que nada debaixo do sol dá sentido à existência. Deus está distante e não influencia. Após apresentar algumas origens de satisfação ele as rejeita apontando outro panorama. No trecho de 2:28 a 3:15 o Pregador diz que não há motivos para se adotar uma visão pessimista, pois pode-se aproveitar a vida como uma dádiva de Deus.
No parágrafo de 3:1-8 Eclesiastes mostra, por meio de antíteses, que o homem não possui o controle das etapas da vida, e a segurança da vida só pode ser firmada em Deus. O texto de 3:16 a 7:29 aborda a facilidade da aplicação da sabedoria em uma vida sossegada, mas como agir quando surgem as adversidades? Neste trecho o Pregador utiliza exemplos comuns que todas as pessoas enfrentam. A abordagem é diferente da do livro de Jó, pois dificilmente conhece-se alguém que sofreu tanto quanto ele. A conclusão é que não é possível evitar as dificuldades e problemas da vida.
O capítulo 7 explica que quando a visão de mundo está fundamentada em Deus é possível aceitar tanto a prosperidade quanto a adversidade procedentes de Deus. O Pregador não está preocupado com a causa, neste caso Deus, mas com o caráter adaptativo que a adversidade gera nos indivíduos cuja cosmovisão está em Deus.
Na última parte o autor sugere um plano de vida abordando, nos capítulos 8 e 9, as expectativas de vida ajustadas para a cosmovisão centralizada em Deus. O capítulo 10 evidencia os resultados de uma atitude insensata. O capítulo 11 destaca a cautela que o indivíduo deve ter na vida e ressalta a responsabilidade que cada um tem sobre suas ações. O capítulo 12, por meio de alegorias e metáforas estimula o leitor à ação imediata.
Propósito e conteúdo
O livro de Eclesiastes aborda os seguintes assuntos:
• Não devemos esperar nenhuma satisfação na vida.
• Todas as etapas da vida devem ser aceitas.
• A vida é repleta de frustrações.
• Só é possível aproveitar a vida tomando como ponto de partida a Deus.
O argumento do livro é mostrar que não existe nada que possa trazer sentido à vida, pois a morte ao final é certa. Os problemas serão inevitáveis e não haverá respostas simples que satisfaçam os mistérios da vida.
A vida deve estar fundamentada em Deus, pois os prazeres são passageiros, embora possam ser aproveitados como dons divinos. A vida não segue um roteiro preestabelecido de acordo com a justiça retributiva, isto é, todos experimentarão bons e maus momentos. As fatalidades, embora desagradáveis, podem ajudar a progredir a fé. Apesar do aparente pessimismo do livro, sua conclusão ressalta a atitude positiva do qōheleṯ ao estabelecer a vida em Deus
O principio da retribuição: quarta parte
Os principais trechos de Eclesiastes que tratam sobre o princípio da retribuição são 3:16-22 e 8:10-14. A ideia aqui é aceitar este princípio na teoria, mas ter a consciência de que ele não pode fornecer uma receita infalível de sucesso nem pode explicar a situação atual de uma pessoa, seja para o bem, seja para o mal.
No livro, o qōheleṯ não teve uma resposta definitiva sobre o destino dos justos e injustos nesta vida, e podemos aplicar o princípio da revelação progressiva. Deus recompensa os justos e pune os injustos definitivamente na eternidade, o que prova que o princípio da retribuição é verdadeiro, mas não pode ser plenamente aplicado nesta vida.
Prazeres e devoção
O princípio de Eclesiastes é mostrar que “debaixo do sol” não há satisfação, mas fala sobre aproveitar a vida e temer a Deus. Entretanto, esta abordagem não sugere que tudo seja abandonado para correr atrás do prazer. E mais, a procura pela satisfação não envolve necessariamente a satisfação pessoal, mas conceber que todas as coisas procedem de Deus
Fonte:
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Livro de Provérbios – Estudo
Provérbios – Estudo
Introdução ao Livro de Provérbios
Plano de leitura
Número total capítulos: 31
Total de versículos: 915
Tempo aproximado de leitura: 45min
Autor:
A autoria do livro de Provérbios não é algo fácil de determinar. Contudo estudiosos apontam que foi Salomão aquele que escreveu a maior parte. Agur e Lemuel contribuíram nas últimas seções.
Data:
A maioria deles nasceu da experiência popular, que foi depois coletada, burilada e editada por sábios profissionais desde o tempo de Salomão (950 AC) até dois séculos depois do exílio (400 AC). Foram atribuídos ao rei Salomão por causa de sua fama de sábio (1Rs 3-5) mas, quando se observa atentamente os vários subtítulos que aparecem no livro, pode-se facilmente distinguir nove coleções, provindas de tempos e mãos diferentes
Resumo - O Livro de Provérbios (Tesouros da Bíblia)
O livro de Provérbios é constituído por lições curtas e práticas proferidas por pessoas sábias dando orientações. Por esta razão, o livro é recheado de frases que parecem desconexas, como um homem ansioso tentando explicar tudo o que aprendeu de uma só vez.
É comum algumas pessoas afirmarem que existem provérbios parecidos nos povos pagãos em volta, interpretando com isso que o povo de Israel sofreu influências pagãs. Porém, em muitos momentos do livro o autor (Salomão na maioria das vezes) aponta para o Senhor como autor da sabedoria e não os pagãos.
Com isso, o autor do livro pode estar querendo mostrar que o material sapiencial “sabedoria” comum aos povos daquela região, naquela época, tinha como origem o Único Sábio, que dá de graça a sua sabedoria até mesmo aos ímpios, como forma de manifestar o que Calvino chamava de Graça Comum, que é o sustento de Deus se manifestando até mesmo entre aqueles que não o temem, como a luz do sol, o alimento e o ar.
O livro de Provérbios não tem um conteúdo teológico histórico como outros livros da Bíblia (Salmos é um exemplo), mas a sua teologia está baseada na prática e nas situações que enfrentamos no dia-a-dia. É um livro do cotidiano, mostrando que reflexões sobre coisas comuns podem influenciar principalmente a nossa vida com Deus, como os versículos abaixo:
“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.”
O autor desse provérbio, Agur, está preocupado em ter uma vida equilibrada porque a motivação da vida dele é estar em comunhão com Deus. Para isso pede que tenha o suficiente para não tomar o nome de Deus em vão ou não negá-Lo em razão de uma falsa sensação de independência que o dinheiro possa transmitir. Como já foi dito, a maior parte do livro foi escrita por Salomão, que foi um autor de provérbios de mão cheia, como um sinal da sabedoria dada por Deus. Outros autores como Agur e Lemuel só são citados neste livro
Introdução ao Livro de Provérbios – A aliança aplicada no cotidiano
O povo hebreu era regido pelo código da Aliança. Embora o livro de Provérbios não cite claramente este tema, isso fica evidente na maneira como o autor aplica os fundamentos da fé em uma grande variedade de situações do dia a dia do israelita. O livro de Provérbios se aplica como um comentário estendido das leis as aliança, cuja ênfase era o amor (Lv. 19:18; Dt. 6:5).
A lei da aliança exigia obediência irrestrita aos seus termos, e Provérbios chama esta obediência de “o temor do Senhor” (Pv. 1:7; 2:5; 9:10). O livro de Provérbios destaca a reverência, a gratidão e o compromisso com Javé nas atitudes corriqueiras do povo hebreu.
O sábio, no antigo oriente médio, e também na sociedade israelita, junto com o Rei, sacerdotes e profetas, formava a corte real. O livro de Provérbios representa o legado destes sábios, produzido pela observação e reflexão das coisas simples da vida.
O termo hebraico para provérbio (מָשַׁל – Mashal) significa, entre outros conceitos, comparação, código de conduta ou descoberta da verdade.
Salomão é tido como o grande autor do livro de Provérbios e isso pode ser atestado pelo relato em I Reis 4:29-34. Ele escreveu por volta de 3 mil provérbios e 1005 cânticos. Porém ele não é o único autor dos adágios que formam o livro de Provérbios, pois são citados também os nomes de Agur e Lemuel. Não se tem muitas informações acerca destes homens, mas é provável que fossem de alguma tribo no norte da Arábia, se traduzirmos o termo massa’ (משא) em Pv. 30:1 como nome próprio do lugar e não como “oráculo”. Esta teoria é plausível, pois reforça a abrangência internacional de Salomão e da sua sabedoria.
A compilação final do livro de Provérbios é datado do século VI a.C., pois o capítulo 25 menciona a edição dos provérbios de Salomão pelos servos do rei Ezequias, que reinou entre os séculos VIII e VII a.C., indicando que o livro não estava pronto neste período.
A composição dos provérbios não sofreram interferência da história hebraica, pois seu valor prático ultrapassa o conceito temporal de história. A função de Israel de ser benção para todas as famílias da Terra dependia de uma liderança obediente à aliança, firmada sobre os pilares da família (ou clã/tribo), a corte real e as escolas de sabedoria. Estes sábios eram os responsáveis por instruírem os jovens a uma conduta de caráter em seu dia a dia.
Os provérbios eram responsáveis também pela manutenção econômico-social da comunidade hebraica, assegurando o direito dos pobres e necessitados (Pv. 31:8-9). Ademais, o rei era desafiado a executar princípios de justiça e integridade (Pv. 20:28; 24:21; 25:2-7).
Estrutura de Provérbios
O livro de Provérbios pode ser dividido da seguinte maneira:
Parte I: A sabedoria deve ser a filosofia de vida do discípulo em virtude de sua essência e excelentes resultados – 1:1 – 9:18
Parte II: Provérbios de Salomão – 10:1 – 22:16
Parte III: Provérbios dos sábios – 22:17 – 24:34
Parte IV: Provérbios de Salomão organizados pelos servos de Ezequias 25:1 – 29:27
Parte V: Provérbios de Agur (organizados por Salomão?) – 30:1-33
Parte VI: Provérbios do rei Lemuel (organizados por Salomão?) – 31:1-8
Parte VII: Personificação dos provérbios na esposa ideal – 31:10-31
Em virtude do livro de Provérbios ser formado por coleções de adágios ao longo de três séculos, não é possível dividir seu conteúdo de forma sistemática. Contudo, podemos identificar ao menos três grandes blocos em Provérbios:
Os discursos de sabedoria – 1 a 9
Coleções de provérbios (Salomão e sábios) – 10 a 29
Apêndice de provérbios de Massá – 30 a 31
A introdução em 1:1-7 serve de chave interpretativa para todo o livro de Provérbios, pois apresenta o objetivo dos ensinamentos contidos em toda compilação. Os discursos, em geral, desenvolvem o tema apresentado na Introdução. Quem deseja a verdadeira sabedoria deve temer a Deus, que está implicitamente relacionada com a aliança de Javé com Israel (6:16-19). Estes discursos utilizam figuras de comparação da conduta do sábio com o destino dos ímpios (4:10-19).
As coleções de provérbios explicam como Javé forma a conduta do justo, ou sábio, a partir de uma exposição da Torá aplicada no cotidiano.
Os apêndices ao fim do livro (capítulos 30 e 31) repetem alguns temas tratados anteriormente e apresenta os resultados do temor do Senhor de forma prática ao mostrar o exemplo da esposa ideal. Além disso, estes adágios apresentam a dimensão social da sabedoria ao destacar o direito dos pobres e marginalizados (31:8-9).
Com relação à forma dos provérbios são elaborados em sua maioria com dois e quatro versos alternando entre as figuras de linguagem comparativa e de oposição, especialmente nas coleções de provérbios (10 a 29). A forma de provérbios numéricos é encontrada na seção 30:18-28 e o livro termina com um poema em forma de acróstico alfabético em 31:10-31.
Propósito e conteúdo
Com relação ao seu conteúdo, o livro de Provérbios trata dos seguintes temas:
A sabedoria vem do temor do Senhor
Os provérbios instruem acerca de preceitos básicos da vida e não se constituem em promessas
O caminho da sabedoria conduz à vida
O livro de Provérbios transmite a ideia de que a sabedoria é mais valiosa do que os tesouros da Terra. E, justamente por esta razão, ela deve ser absorvida pelos ensinos dos mais velhos e dos pais (Pv. 1:8-9). Portanto, a sabedoria se torna hereditária (Pv. 4:1-9). A essência de Provérbios é o desejo de aplicar o “temor do Senhor”, fruto da Aliança, ao dia a dia.
A introdução ao livro de Provérbios expõe, em linhas gerais, seus objetivos conforme quadro abaixo:
Compreensão da sabedoria 1:2
Recebimento da instrução sobre sensatez, integridade, justiça e equidade 1:3
Ajuda ao humilde na obtenção de prudência e ao jovem conhecimento 1:4
Ampliação do aprendizado e habilidade no entendimento 1:5
Entendimento dos provérbios, parábolas e enigmas 1:6
Aprendizado do temor do Senhor 1:7
O temor do Senhor é a submissão reverente aos mandamentos da Aliança ao construir o relacionamento de obediência no dia a dia por meio da conduta e do pensamento corretos.
O temor do Senhor
O livro de Provérbios compara o temor do Senhor com o conhecimento de Deus (Pv. 2:5-6) e o conhecimento de Deus, no Antigo Testamento está aliado ao relacionamento com Javé, o Deus da Aliança (Os. 6:1-3). Apenas aqueles que se relacionam com Javé, por meio da lealdade à Aliança, encontrarão os tesouros da sabedoria.
A ideia de “temor do Senhor” impede que a fé se torne um sistema mecânico de causa e efeito, onde as pessoas simplificam as complexidades da vida dando respostas decoradas a perguntas difíceis. O temor do Senhor preserva o caráter incompreensível de Deus e o mistério profundo da vida.
O principio da retribuição: Terceira Parte
No livro de Provérbios a espera pela recompensa está associada ao indivíduo hebreu que teme ao Senhor. Os benefícios ao andar pela trilha da sabedoria incluem:
A lealdade à Aliança no relacionamento diário com Javé é o padrão de vida.
A prática da justiça e do direito com o próximo como efeitos do caminhar pela trilha da sabedoria.
O padrão de obediência ao trilhar o caminho da sabedoria leva em consideração o pecado humano e a desonestidade do mundo. É importante ressaltar que os adágios de Provérbios não são promessas, mas se tratam de princípios gerais baseados na experiência humana.
O livro de Provérbios também trata do desenvolvimento do caráter ao trilhar o caminho da sabedoria, que é mais vantajoso do que a prosperidade material. Qualidades como prudência, bom senso, boa conduta, justiça e integridade são traduções mais apropriadas do que “prosperidade”, pois o texto original traz a ideia de bem-estar ao invés de progresso material.
A sexualidade humana
O relacionamento entre homem e mulher, e suas complexidades, também é um tema no livro de Provérbios. Por esta razão, os sábios hebreus exaltavam o casamento monogâmico e informam sobre os perigos de uma vida desregrada sexualmente.
A tabela abaixo demonstra os princípios bíblicos para o relacionamento homem- mulher:
A instrução da sabedoria como antídoto contra o pecado sexual 2:16
O amor erótico dentro dos limites conjugais 5:15-23; 18:22
A disciplina dos olhos e boca para evitar a tentação 5:1-6; 7:21-23
O ciúme que brota do adultério 6:20-35
O perigo do ócio 7:6-9
A educação sexual na família 7:1-5, 24-27
A sutileza dos pecados sexuais 23:26-28
A racionalização dos pecados sexuais e o endurecimento do coração 7:14-20;30:20
A escolha do cônjuge pelos padrões de caráter e não da aparência física 31:10-31
A prevenção das discussões e comunicação aberta entre os cônjuges 19:13; 27:15
Fonte:
Bíblias de estudo NVI / Bíblia King James / Bíblia Shedd / Bíblia Thompson / Bíblia de Estudo de Genebra / Bíblia Plenitude – SBB; Wikipédia / Diversos “Internet”.
Escola Bíblica Dominical
Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro
Pr. Ronny Souza
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