terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Livro de Miquéias – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 7 Total de versículos: 105 Tempo aproximado de leitura: 20 min Breve Resumo: O Livro de Miquéias (Sig. = Quem é como o Senhor), é o sexto livro dos doze profetas menores da Bíblia hebraica e cristã, vem depois do Livro de Jonas e antes do Livro de Naum. Este pequeno livro profético do Antigo Testamento se caracteriza pela condenação dos ricos por explorarem os pobres. Denuncia os governantes, chefes e ricos das cidades de Jerusalém e Samaria. Estes estavam roubando o povo através da língua enganosa, com armadilhas, exigiam presentes e subornos. Miquéias também denunciou a cobiça, os ganhos imorais, a maldade planejada, a balança desonesta e o crime organizado. O conteúdo deste livro apesar de ter quase 2.700 anos é bem atual. Miquéias nasceu em Morasti (Moréshet), uma vila no interior do reino de Judá, a oeste de Hebron. Por sua origem camponesa se assemelha à Amós, com quem compartilha uma aversão às grandes cidades e uma linguagem concreta e franca, nas comparações breves e nos jogos de palavras. Ele exerceu sua atividade entre os reinados de Jotão (Iotâm), Acaz, Ezequias eManassés, isto é entre 750 e 680 AC, antes e depois da tomada de Samaria pelos assírios em 721 AC, tendo sido contemporâneo de Oséias e de Isaías. Autor: Miquéias é o autor do Livro, escreveu o livro provavelmente entre 735 e 700 AC. Propósito: A mensagem do Livro de Miquéias é uma mistura complexa de julgamento e esperança. Por um lado, as profecias anunciam o juízo sobre Israel pelos males sociais, liderança corrupta e idolatria. Esperava-se que este julgamento culminaria com a destruição de Samaria e Jerusalém. Por outro lado, o livro proclama não apenas a restauração da nação, mas a transformação e exaltação de Israel e Jerusalém. As mensagens de esperança e castigo não são necessariamente contraditórias, no entanto, já que a restauração e transformação ocorrem somente após o julgamento. Versículos-chave: Miquéias 1:2: “Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra e tudo o que ela contém, e seja o SENHOR Deus testemunha contra vós, o Senhor desde o seu Santo Templo.” Miquéias 5:2: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Miquéias 6:8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Miquéias 7:18-19: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” Resumo: O profeta condena os governantes, sacerdotes e profetas de Israel que exploram e enganam o povo. É por causa de suas obras que Jerusalém será destruída. O profeta Miquéias proclama a libertação das pessoas que vão de Jerusalém para Babilônia, e conclui com uma exortação para Jerusalém destruir as nações que se juntaram contra ela. O governante ideal viria de Belém para defender a nação e o profeta proclama o triunfo do reminiscente de Jacó, prevendo também um dia quando o Senhor iria limpar o país da idolatria e confiança no poder militar. O profeta apresenta um resumo conciso e poderoso da exigência de justiça e lealdade por parte do Senhor e anuncia julgamento sobre aqueles que têm seguido os caminhos de Onri e Acabe. O livro termina com uma liturgia profética e elementos de um lamento. Israel confessa seu pecado e recebe garantia de libertação por meio de atos poderosos do Senhor. Prenúncios: Miquéias 5:2 é uma profecia messiânica citada pelos magos que foram procurar o rei nascido em Belém (Mateus 2:6). Porque estes reis do Oriente eram familiarizados com as Escrituras hebraicas, eles sabiam que, a partir da pequena aldeia de Belém, sairia o Príncipe da Paz, a Luz do mundo. A mensagem de pecado, arrependimento e restauração por parte de Miquéias encontra o seu cumprimento final em Jesus Cristo, pois Ele é a propiciação pelos nossos pecados (Romanos 3:24-25) e o único caminho para Deus (João 14:6). Aplicação Prática: Deus dá avisos para que não tenhamos que sofrer Sua ira. O julgamento é certo se as advertências de Deus não forem ouvidas e Sua provisão ao pecado através do sacrifício de Seu Filho for rejeitado. Para o seguidor de Cristo, Deus nos disciplinará – não por ódio – mas porque Ele nos ama. Ele sabe que o pecado destrói e Ele quer que sejamos completos. Essa totalidade da promessa de restauração aguarda aqueles que permanecerem obedientes a Ele. ESBOÇO DE MIQUÉIAS Tema: Quem é como o Senhor? I. A dramática vinda do Senhor em Julgamento 1.1-2.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2.1-11 Sobre todos, exceto um restante liberto pelo Senhor 2.12-13 II. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3.1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3.1-4 Sobre os profetas, exceto Miquéias 3.5-8 Sobre os oficiais: chefes, sacerdotes e profetas 3.9-12 III. A vinda do reino universal do Senhor 4.1-5.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4.6-13 O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.7-15 IV. A apresentação da contenda do Senhor 6.1-7.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.9-7.6 V. A salvação do Senhor como esperança do povo 7.7-20 Apesar do julgamento temporário 7.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.18-20 Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza ☎.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 ✉: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @Pronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Jonas – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 4 Total de versículos: 48 Tempo aproximado de leitura: 20 min Jonas é o nome de um livro bíblico do Antigo Testamento, vem depois do Livro de Obadias e antes do Livro de Miqueias.[1] [2] Segundo a interpretação tradicional seria um relato biográfico do profeta Jonas, na qual o Deus de Israel o terá mandado profetizar ao povo de Nínive, grande capital do Império Assírio, para persuadi-los a se arrependerem ou seriam destruídos dentro de 40 dias. O Livro de Jonas fala foi tido como o profeta Jonas, filho de Amitai, que profetizou no Reino de Israel Setentrional, no 7.º Século A.C., no reinado de Jeroboão II. (Jonas 1:1; II Reis 14:25). O livro de Jonas difere dos demais profetas em razão do seu conteúdo narrativo em vez de oracular. Desta forma podemos dizer que a mensagem do profeta não é um conjunto de palavras dirigidas às nações, antes trata-se da própria experiência de Jonas. Além disso, o profeta não recebe a palavra de Deus em forma de sonho ou visão, formas típicas do recebimento oracular. O profeta Jonas também é mencionado em 2 Reis 14:25. Nesta época Jeroboão II reinava em Israel no século VIII a.C. Isto o coloca no momento da recuperação econômica e política do Reino do Norte. Portanto Jonas é contemporâneo de Amós e Oseias. A atividade profética de Jonas não ficou restrita apenas a Nínive, pois, ainda de acordo com o texto de 2 Reis 14:25, ele também havia falado sobre a recuperação político-econômica de Israel; portanto, uma profecia de cunho nacionalista. Esta recuperação foi possível em virtude do declínio da dominação Assíria (Nínive era a capital assíria), que deu espaço para Jeroboão II repatriar os territórios que pertenceram a Israel nos tempos de Davi e Salomão. Posteriormente, no final do século VIII a.C., a Assíria retomaria seu poderio militar e levaria o Reino do Norte ao fim. Em relação à autoria, o livro de Jonas é contestado em razão dos seguintes fatores: • o autor não é apontado no livro • a redação em terceira pessoa O livro é também contestado em relação à sua veracidade. Os relatos do grande peixe e o crescimento acelerado da planta que abrigou Jonas levam muitos eruditos a considerá-lo uma alegoria ou parábola, isto é, os fatos históricos não existiram de fato, mas foram redigidos a fim de ensinarem uma moral. Entretanto, esta conclusão não se sustenta em virtude principalmente da citação do profeta por Jesus em Mateus 12:40-41; portanto, se a historicidade da narrativa de Jonas for lendária, a ressurreição de Jesus também o é. Estrutura de Jonas O livro de Jonas pode ser dividido literariamente da seguinte forma: • O chamado de Deus e a fuga de Jonas – 1:1-16 • A graça de Deus aplicada a Jonas – 1:17 – 2:10 • O chamado de Deus e a pregação de Jonas – 3:1-9 • A graça de Deus aplicada à cidade de Nínive – 3:10 – 4:5 • O direito de Deus à compaixão – 4:6-11 A história contida em Jonas está dividida em duas partes em forma de paralelos, isto é, os capítulos 1 e 2 formam paralelos com os capítulos 3 e 4, conforme abaixo; Chamado de Deus e resposta de Jonas 1:1-3 e 3:1-3 Pagãos cogitando a influência de Javé 1:4-11 e 3:4-10 Jonas enfrenta Deus por causa de suas atitudes 1:12-17 e 4:1-9 Deus mostra e aplica sua misericórdia 2:1-9 e 4:10-12 A primeira parte da narrativa prepara o leitor para o desfecho da história na segunda parte do livro. Na primeira metade (capítulos 1 e 2) Deus demonstra sua misericórdia para com Jonas e os marinheiros. A graça de Deus revelada aos marinheiros deixa o leitor na expectativa com relação à possibilidade da graça para o povo de Nínive. A reação dos marinheiros leva o leitor a imaginar qual seria o comportamento dos ninivitas diante da graça revelada de Javé. Jonas assume uma perspectiva negativa nessa primeira parte do livro, que leva o leitor a opor-se a ela na segunda metade. No capítulo 2, a oração de Jonas introduz conceitos importantes sobre a graça de Deus que serão demonstrados na segunda metade da narrativa. Ao contrário do senso comum, a oração de Jonas não é um lamento, mas um agradecimento por Deus tê-lo livrado da morte. Neste ponto Jonas demonstra sua indignidade diante da graça de Deus. Aqui temos um contraponto com a oração paralela no capítulo 4, onde Jonas reclama com Deus sobre sua misericórdia demonstrada para com os ninivitas, a mesma que havia salvado sua vida da morte. O capítulo 3 mostra que o arrependimento de Nínive cessa a ira de Deus, tal qual a oração dos marinheiros interrompeu a tempestade que os castigava. No capítulo 4 Jonas não aceita a misericórdia de Deus estendida aos ninivitas, pois considerava isso injusto, uma vez que eles mereciam a punição de acordo com a justiça retributiva, cosmovisão na qual Jonas se fundamentava. Propósito e conteúdo Com relação ao seu propósito e conteúdo, o livro de Jonas aborda os seguintes temas: • Deus tem a prerrogativa de realizar atos de bondade e misericórdia • A longanimidade de Deus oferece uma nova chance • Os pequenos acertos do homem produz o prazer de Deus O livro de Jonas trata sobre o relacionamento de Javé com a humanidade, e não somente com o povo hebreu. Jonas evoca sobre si a antipatia do leitor por alguns motivos: • seus objetivos são opostos aos de Deus • era um profeta nacionalista e previu a recuperação político-econômica de um dos piores reis de Israel, Jeroboão II. Ele teve um posicionamento contrário a Amós, que apenas criticou seu governo. • fala com muita raiva dos pagãos O livro de Jonas procura mostrar que a situação do profeta era idêntica a dos moradores de Nínive, isto é, carentes da misericórdia de Deus. Esta distinção é importante para que não confundamos a mensagem do livro comparando Jonas com Israel. O livro compara a situação de Jonas com Nínive ao empregar o mesmo termo nos versículos 3:10 e 4:6. No primeiro, o termo hebraico râ`âh é traduzido na NVI como “destruiu” e no segundo é traduzido como “calor”. Tanto Jonas como Nínive receberam a misericórdia divina ao livrá-los do mal (râ`âh) que sofriam; Jonas o calor e Nínive a destruição iminente. Contudo, em dado momento, a situação de Jonas não encontra mais paralelo com Nínive quando Deus soberanamente destrói a planta que trazia alívio para Jonas ao permitir que um verme devorasse a planta. Aqui Deus trata Jonas da mesma maneira que ele queria que os ninivitas fossem tratados, e remove sua graça de Jonas. Portanto a narrativa tem o objetivo de demonstrar que Deus tem o direito de ter compaixão de quem ele quiser. Embora o senso comum aponte a evangelização como ponto principal no livro de Jonas, o exame cuidadoso do livro não apoia esta ideia, pois Jonas não apresentou um convite de conversão à fé monoteísta em Javé, mas sim um oráculo de juízo. A crença que os ninivitas apresentaram no verso 3:5 é com relação à realidade do juízo, isto é, eles acreditaram na mensagem que Jonas levou acerca da destruição da cidade. Assim, o ponto focal da narrativa não é a reação dos ninivitas, pois eles estavam acostumados a praticar rituais para apaziguar a ira dos deuses. Além disso, esse arrependimento de Nínive não deve ter sido profundo ou duradouro, pois ainda no final do século VIII eles foram o instrumento de Javé para castigar Israel. A essência do livro está em demonstrar que Jonas, Israel e Nínive eram alvos da misericórdia divina. Esses acontecimentos narrados em Jonas aconteceram pouco tempo antes da profecia clássica se tornar o padrão profético na Palestina, e guardam muitas semelhanças com textos dos profetas posteriores. O núcleo da mensagem dos profetas clássicos era a ira de Deus para com seu povo e o castigo seria a destruição e o exílio iminentes, ou seja, Israel recebe o mesmo tratamento que Nínive. Assim como Deus agira com Nínive, retardando o justo juízo, ele agiu com Israel a cada passo que davam na direção certa conforme visto em 2 Reis 22, no reinado de Josias. Compaixão Como demonstrado a compaixão de Deus é o foco principal do livro. Mesmo a menção de Jonas no livro de Reis foi uma antecipação a este tema quando Javé demonstra sua misericórdia imerecida ao permitir que um rei tão mal quanto Jeroboão II prosperasse. Ira O juízo para Nínive era decorrente da ira Deus, mesmo que Jonas tenha dito que ele era muito paciente (4:2). De acordo com Jonas Deus não parecia irado suficiente com os ninivitas que mereciam sua ira. A ira é equilibrada pela compaixão fundamentada na soberania divina. Teodicéia Teodiceia é a tentativa de justificar os atos de Deus, e é um assunto bastante abordado na Teologia do Antigo Testamento. Entretanto, o caminho mais comum da teodiceia é com relação ao sofrimento do justo, mas em Jonas este sentido se inverte. Na visão de Jonas os ninivitas mereciam o juízo, que não foi aplicado na ocasião, demonstrando o direito de Deus em irar-se tardiamente. Porém, sua justiça não é anulada em virtude da aplicação contínua da misericórdia, sendo este um tema explorado pela teologia do Novo Testamento (cf. Romanos 3:25), pois Deus não está condicionado a ofertar misericórdia indefinidamente; e no final Deus executará seu justo juízo (Jr. 13:14; Ez. 7:1-9) Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Obadias – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 1 Total de versículos: 21 Tempo aproximado de leitura: 5 min Breve Resumo: O Livro de Obadias ou Abdias faz parte da Bíblia hebraica, da qual é o menor livro, com apenas um capítulo (21 versículos), vem depois do Livro de Amós e antes do Livro de Jonas. Sua autoria geralmente é atribuída a um indivíduo chamado Obadias, significa (servo do Senhor), classificado como um "profeta menor" na Bíblia cristã, devido à brevidade de seu texto e do seu conteúdo (material profético). Um profeta, no Antigo Testamento, não era apenas uma pessoa tida como capaz de ter visões divinas dos eventos futuros, mas também uma pessoa que Deus utilizava para declarar sua palavra. A biografia de Obadias ainda é um tema discutido entre os estudiosos, pois quase nada se sabe sobre o profeta. A tradição judaica diz que o autor do livro foi o mordomo do rei Acabe. O assunto principal do livro de Obadias é a sua reação diante do crime e oportunismo de Edom para com Judá, seu irmão. Os crimes descritos por Obadias podem ser situados em dois períodos entre 850 a.C e 400 a.C: A segunda opção parece ser mais plausível do ponto de vista do verso 11. Portanto, as profecias de julgamento contra Jerusalém se cumpriram. A Babilônia invadiu a terra, levando cativo o rei, devastando o templo, levando milhares de hebreus para o exílio. Embora o castigo de Judá fosse merecido, as nações ao redor, especialmente Edom, aproveitaram-se da fragilidade momentânea de Judá para promover saques e o massacre étnico contra os seus habitantes. O termo visão que Obadias usa pode se referir ao processo de comunicação entre Deus e o profeta bem como ao método propriamente dito. A brevidade da mensagem de Obadias pode ser explicada pela visão que o Senhor lhe dera; desta maneira, o destino de Edom, visto com antecedência, pouparam-lhe as palavras. Propósito e conteúdo O profeta Obadias trata dos seguintes assuntos: • A soberania de Javé sobre as nações • A restauração de Israel • O conceito de retribuição Obadias, como mensageiro de Javé, tratou sobre a restauração de Israel e o julgamento de todas as nações que cometeram crimes contra a humanidade. Obadias utilizou-se do tema do Dia do Senhor, comum aos profetas, para predizer o livramento de Jerusalém e declarar o domínio universal do Senhor sobre todos os povos. A punição de Edom serviria de aviso a todas as demais nações acerca da retribuição que teriam pela maneira injusta à qual submeteram os israelitas. Mais importante do que a punição a Edom o livro de Obadias mostra o amor e cuidado do Senhor pelo povo da Aliança. Orgulho O orgulho foi uma das grandes tragédias do povo edomita. Sua confiança se baseava inteiramente em seus sábios e guerreiros. Obadias demonstra que esses mesmos sábios não livrariam Edom da pilhagem de sua colheita e tesouro (Ob. 5-6). Esse orgulho transformou-se em crueldade e impediu a compaixão, por isso o Senhor condena os orgulhosos (Pv. 16:18). Enfim, toda a sabedoria de Edom foi inútil diante do julgamento pelo qual passou. O Novo Testamento confirma esse conceito afirmado que isso acontecerá com todos aqueles que usarem da sabedoria humana em confronto com Deus (1 Co. 1:18-31). O dia do Senhor A partir do verso 15 há a mudança de ênfase do julgamento individual de Edom para todas as nações. Esta mudança pode ter dois objetivos básicos à luz da teologia do Antigo Testamento: • atender à expectativa de Israel com relação à sua vindicação por justiça naquele momento • renovar a esperança de Israel em relação ao triunfo final de Javé sobre as nações com o estabelecimento de seu Reino. Este é um tema recorrente no Antigo Testamento que foi trabalhado por outros profetas (Is. 24 – 27; Jr. 29 – 33; Ez. 33 – 35; Os. 13 – 14; Am. 9). O tema do dia do Senhor traz o ensinamento de que Javé é um Deus que exige justiça; não apenas em um futuro escatológico, mas também nesta era. Embora seja misericordioso, que estende sua paciência, fica claro que ele não tolera a injustiça para sempre. Ele pune a desobediência. Restauração de Israel Seguindo a tendência teológica de outros profetas, Obadias também trata sobre a restauração do remanescente de Israel (Jl. 3:17-21; Am. 9:11-15; Mq. 7:8-20). Obadias cita os nomes dos patriarcas para promover a esperança de que os exilados veriam as promessas cumpridas, reforçando, desta maneira, a fé do povo judeu em Javé como um Deus fiel à sua Palavra (Sl. 115; Mq. 7:20). Este ensino é intensificado por outros profetas que trabalham o tema do domínio eterno de Javé por meio do Messias vindo no Dia do Senhor (Ez. 37:24-28; Dn. 2:44,45; Zc. 12:3 – 13:6). Estrutura de Obadias - Obadias pode ser esboçado da seguinte forma: • Cabeçalho – 1a • Oráculo contra Edom – 1b – 14 o O julgamento é anunciado – 1b – 9 o Acusação de crueldade contra seu irmão Judá – 10 – 14 • A descrição dia do Senhor – 15 – 21 o O julgamento de todas as nações – 15 e 16 o O livramento de Judá – 17 e 18 o O estabelecimento do Reino de Javé – 19 – 21 Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Amós – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 9 Total de versículos: 146 Tempo aproximado de leitura: 45 min O livro de Amós pertence ao Antigo testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Joel e antes do Livro de Obadias. A profecia deste livro da Bíblia hebraica foi dirigida primariamente ao reino setentrional de Israel. Pelo que parece, foi primeiro proferida oralmente, durante os reinados de Jeroboão II e de Uzias, respectivamente reis de Israel e Judá, cujos reinados coincidiram entre 829 e cerca de 804 a.C. (Am 1:1) Por volta de 804 a.C. foi assentada por escrito, presumivelmente após o profeta voltar a Judá. Quem era o Profeta Amós ? Seu nome do hebraico significa carregador de fardos (aquele que carrega cargas pesadas). Era natural de Técoa,, um povoado nas regiões montanhosas, próximo a Jerusalém. (Am. 01 v. 01 a). Era pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor, cultivava sicômoros (espécie de figo). (Am. 07 v. 14). Seu livro foi escrito aproximadamente em 760 a.C. Profetizou para o Reino Norte (Israel), 40 anos antes do cativeiro Assírio. Profetizou na mesma época que Jonas e Oséias (no reino Norte - Israel) e Isaías e Miquéias (no reino Sul - Judá). Profetizou nos reinados de Uzias em Judá e Jeroboão II em Israel. Não tinha nenhuma ligação com profetas ou com profecias. Peculiaridade de Amós: recusou-se a ser chamado de profeta evidenciando a sua ruptura com as instituições formais de seu tempo: o palácio real e o templo (7:14-15). Essa independência institucional permitiu a Amós proclamar a Palavra de Deus livremente sem nenhuma preocupação com a opinião pública ou interesses escusos (Que se encontra escondido; que incita a desconfiança; que é ilícito). Nada mais se sabe sobre Amós. Alguns eruditos presumem que, após o pronunciamento de seus oráculos, tenha voltado para Tecoa, editado e redigido suas palavras tal como as temos hoje. Outros ainda afirmam que discípulos que o tenham seguido registraram seus oráculos. Autor: Amós 1:1 identifica o autor desse livro como sendo o profeta Amós, foi provavelmente escrito entre 760 e 753 AC. Propósito: Amós é um pastor e apanhador de frutas da aldeia judaica de Tecoa quando Deus o chama, embora não tenha uma educação ou conhecimento sacerdotal. A missão de Amós foi direcionada para o seu vizinho do norte, Israel. Suas mensagens de iminente ruína e cativeiro para a nação por causa de seus pecados foram amplamente impopulares e ignoradas, no entanto, porque estavam vivendo os melhores tempos desde os dias de Salomão. O ministério de Amós ocorre enquanto Jeroboão II reina sobre Israel e Uzias reina sobre Judá. Versículos-chave: Amós 2:4: "Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Judá e por quatro, não sustarei o castigo, porque rejeitaram a lei do SENHOR e não guardaram os seus estatutos; antes, as suas próprias mentiras os enganaram, e após elas andaram seus pais." Amós 3:7: "Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas." Amós 9:14: "Mudarei a sorte do meu povo de Israel; reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto." Resumo: Amós pode ver que por trás do poder e prosperidade externa de Israel, a nação é completamente corrupta internamente. Os pecados pelos quais Amós castiga as pessoas são extensos: negligência da Palavra de Deus, idolatria, culto pagão, ganância, liderança corrupta e opressão dos pobres. Amós começa pronunciando um julgamento sobre todas as nações vizinhas, em seguida, sobre sua própria nação de Judá e, finalmente, a mais dura sentença é dada a Israel. Suas visões de Deus revelam a mesma mensagem enfática: o julgamento está próximo. O livro termina com a promessa de Deus a Amós de futura restauração do remanescente. Prenúncios: O livro de Amós termina com uma gloriosa promessa para o futuro. "Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o SENHOR, teu Deus" (9:15). O cumprimento final da promessa de terra por parte de Deus para Abraão (Gn 12:7; 15:7; 17:8) ocorrerá durante o reino milenar de Cristo na terra (ver Joel 2:26,27). Apocalipse 20 descreve o reinado de mil anos de Cristo sobre a terra, um tempo de paz e alegria sob o governo perfeito do próprio Salvador. Naquela época, crédula Israel e os Cristãos gentios serão combinados na Igreja e viverão e reinarão com Cristo. Aplicação Prática: Às vezes pensamos que somos um "apenas"! Somos apenas um vendedor, apenas um agricultor, apenas uma dona de casa. Amós seria considerado um "apenas". Ele não era um profeta, um sacerdote ou um filho de um dos dois. Ele era apenas um pastor, um pequeno empresário em Judá. Quem iria escutá-lo? No entanto, ao invés de inventar desculpas, Amós obedeceu e tornou-se a voz poderosa de Deus para mudança. Deus tem usado vários "apenas" como pastores, carpinteiros e pescadores em toda a Bíblia. Independente do que você seja nesta vida, Deus pode usar você. Amós não era muito. Ele era um "apenas". "Apenas" um servo de Deus. É bom ser um "apenas" de Deus. ESBOÇO DE AMÓS (1) Os juízos vindouros sobre as nações vizinhas, 1.3-15; 2.1,3. (2) Discursos ameaçadores, contra Judá, 2.4-5 e contra Israel, 2.6-16. (3) O chamado de Israel para que busque a Deus com sinceridade, cap. 5 (4) A condenação da vida na opulência, 6.4-14. (5) Uma série de cinco visões: A visão dos gafanhotos, 7.1-3. / A visão do fogo, 7.4-5. / A visão do prumo, 7.7-9. / A visão de um cesto de frutos de verão, 8.1-3. / A visão do santuário derrubado, 9.1-10. (6) As visões são interrompidas pela intenção de intimidar o profeta, 7.10-13 (7) A predição da dispersão e da restauração de Israel, 9.9-15. Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Joel – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 3 Total de versículos: 73 Tempo aproximado de leitura: 20 min Breve Resumo: O Livro de Joel faz parte do Antigo Testamento, vem depois do Livro de Oseias e antes do Livro de Amós. Segundo a tradição, foi escrito pelo profeta Joel. Alguns sustentam que foi escrito no final da era monárquica, mas maioria dos exegetas sustenta que foi escrito após o Exílio na Babilônia e após a reconstrução do Templo, ou seja, aproximadamente em 400 AC, pois o livro não se refere a nenhum rei, nem ao Exílio. A mensagem do livro fala sobre o "julgamento que Deus fará contra os inimigos de Israel e, de uma perspectiva escatológica, a vitória final do povo de Deus". Joel é considerado por alguns, como um dos mais antigos profetas, cujos escritos chegaram até nós. Segundo esses estudiosos, é possível que quando jovem Joel tenha conhecido tanto Elias como Eliseu. Sua história pessoal aparece num versículo: “Palavra do Senhor, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel” (1.1). Seu nome significa “Jeová é meu Deus”. Seu ministério foi para Judá. Joel costuma ser chamado “o profeta do avivamento religioso”. Apesar de não haver informações diretas sobre a localização geográfica em que vivia Joel, sabe-se que era de Judá. O interesse aguçado por Jerusalém e pelos que trabalhavam no Templo, sugere que ele tenha vivido em Jerusalém e tenha ministrado como um profeta do Templo. Embora nada indique que ele tenha sido sacerdote, Joel orava em favor do povo (1.19,20). As dúvidas sobre a época em que o profeta Joel viveu dificultam a interpretação do que ele escreveu. Pode-se dividir o livro em duas partes: • Os dois primeiros capítulos narram uma terrível invasão de gafanhotos que devasta a plantação do país. Diante disso, Joel pede a participação de todos (profetas, sacerdotes e povo), numa grande manifestação de penitência e jejum, para suplicar a Deus que afaste a catástrofe; esta liturgia penitencial permite caracterizar Joel como um profeta cultual, ligado ao serviço do Templo; Deus mostra a sua misericórdia e anuncia a libertação da praga e as bênçãos para uma nova plantação. Como o profeta compara esses gafanhotos a um exército, talvez se possa pensar que ele esteja falando de uma invasão inimiga; • Os dois últimos capítulos descrevem o julgamento de Deus sobre as nações e a vitória final; a efusão do espírito profético sobre todo o povo na era escatológica (3:1-5) responde ao anseio de Moisés em Nm 11:29. Parece que a primeira parte não tem nada a ver com a segunda. Mas, uma expressão une o livro todo: o Dia de Javé, isto é, o Juízo final. Então, o que na primeira parte eram gafanhotos ou exército inimigo, na segunda se transforma em exército de Deus; a praga se torna apenas uma comparação para exemplificar o Grande Dia em que a humanidade prestará contas a Deus. Assim como afastou ele os gafanhotos, também a misericórdia de Deus, alcançada pela penitência e jejum, transforma o julgamento em dia de libertação e salvação: arrasada a plantação, ela surge nova e viçosa. Desse modo, uma praga de gafanhotos observada atentamente serviu para que Joel anunciasse o Juízo final. Autor: O Livro de Joel afirma que o seu autor foi o profeta Joel (Joel 1:1), foi provavelmente escrito entre 835 e 800 AC. Propósito: A nação de Judá, o cenário para o livro, é devastada por uma vasta horda de gafanhotos. Essa invasão de gafanhotos destrói tudo — os campos de trigo, as vinhas, os jardins e as árvores. Joel descreve simbolicamente os gafanhotos como um exército humano marchando e enxerga tudo isso como julgamento divino sobre a nação por seus pecados. O livro é destacado por dois grandes eventos. Um deles é a invasão de gafanhotos e o outro é a efusão do Espírito. A realização inicial deste evento é citado por Pedro em Atos 2 como tendo acontecido no dia de Pentecostes. Versículos-chave: Joel 1:4: “O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.” Joel 2:25: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.” Joel 2:28: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões.” Resumo: Uma terrível praga de gafanhotos é seguida por uma grande fome em toda a terra. Joel usa esses acontecimentos como o catalisador para enviar palavras de aviso a Judá. A menos que o povo se arrependa rapidamente e completamente, os exércitos inimigos devorarão a terra assim como fizeram os elementos naturais. Joel apela a todo o povo e os sacerdotes da terra para que jejuem e se humilhem enquanto buscam o perdão de Deus. Se eles responderem, haverá novas bênçãos materiais e espirituais para a nação. No entanto, o Dia do Senhor está chegando. Neste momento, os gafanhotos temidos vão parecer como mosquitos, em comparação, pois todas as nações receberão Seu julgamento. O tema principal do livro de Joel é o Dia do Senhor, um dia da ira e do juízo de Deus. Este é o dia em que Deus revela os Seus atributos de poder, ira e santidade, e é um dia terrível para Seus inimigos. No primeiro capítulo, o Dia do Senhor é vivido historicamente pela praga de gafanhotos sobre a terra. Capítulo 2:1-17 é um capítulo de transição em que Joel usa a metáfora da praga de gafanhotos e da seca para renovar um apelo ao arrependimento. Capítulos 2:18-3:21 descreve o Dia do Senhor em termos escatológicos e atende à chamada ao arrependimento com as profecias de restauração física (2:21-27), restauração espiritual (2:28-32) e restauração nacional (3:1-21). Prenúncios: Sempre que o Antigo Testamento fala de julgamento sobre o pecado, seja este o pecado individual ou nacional, o advento de Jesus Cristo é prenunciado. Os profetas do Antigo Testamento continuamente advertiram Israel a arrepender-se, mas mesmo quando o fizeram, o seu arrependimento era limitado à obediência da lei e obras. Os seus sacrifícios no templo eram apenas um vestígio do grande sacrifício por vir, o qual seria oferecido de uma vez por todas na cruz (Hebreus 10:10). Joel nos diz que o juízo final de Deus, que cai no Dia do Senhor, será “mui terrível! Quem o poderá suportar?” (Joel 2:11). A resposta é que nós, por nossa própria conta, nunca poderemos aguentar esse momento. Mas se tivermos colocado nossa fé em Cristo pela expiação dos nossos pecados, não temos nada a temer do Dia do Juízo. Aplicação Prática: Sem arrependimento, o julgamento será severo, rigoroso e certo. Nossa confiança não deve estar em nossas posses, mas no Senhor nosso Deus. Deus às vezes pode usar a natureza, o sofrimento ou outras ocorrências comuns para nos aproximar dEle. Entretanto, em Sua misericórdia e graça, Ele tem providenciado o plano definitivo para a nossa salvação, Jesus Cristo. Ele foi crucificado por nossos pecados e trocou o nosso pecado pela Sua perfeita justiça (2 Coríntios 5:21). Não há tempo a perder. O julgamento de Deus virá rapidamente, como um ladrão na noite (1 Tessalonicenses 5:2), e devemos estar prontos. Hoje é o dia da salvação (2 Coríntios 6:2). “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55:6-7). Somente ao apropriar-nos da salvação de Deus é que podemos escapar de Sua ira no Dia do Senhor. Conclusão: Os gafanhotos foram realmente insetos que devastaram as plantações dos judeus. A destruição literal é realçada pela descrição que Joel faz dos gafanhotos a partir de 1:4. A ênfase não está nos vários tipos de gafanhotos, pois não é intensão de Joel fazer um tratado biológico, mas sim demonstrar a gravidade da destruição que acontecera. Esta destruição foi tão terrível que Joel não pôde evitar uma comparação com o terrível dia do Senhor que se aproximava. O pentecoste O oráculo de Joel acerca do derramamento do Espírito do Senhor teve um cumprimento muito além dos ouvintes originais. O apóstolo Pedro não hesita em afirmar este cumprimento no dia de Pentecostes, na origem da igreja cristã. Na verdade, este cumprimento vai ao encontro do antigo desejo de Moisés descrito em Números 11:29: “Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito”. Quando o Espírito Santo encheu todos os presentes na reunião no cenáculo, Pedro explicou que o acontecimento cumpria a profecia de Joel, descrita em 2:28-32. Os aspectos do derramamento do Espírito e a invocação do Senhor para a salvação foram suficientes para Pedro estabelecer a relação, embora alguns aspectos como sangue, fogo e nuvens de fumaça não tenham se concretizado naquele dia. Neste episódio a Igreja é alistada para anunciar a mensagem escatológica do dia do Senhor que vem chegando Estrutura de Joel O livro de Joel segue o esboço abaixo: • Introdução – 1:1 o A praga de gafanhotos e a crise o A descrição da praga – 1:2-12 o O julgamento representado pela praga – 1:15-20 • A iminência do Dia do Senhor o A descrição do exército de gafanhotos – 2:1-11 o Um apelo ao arrependimento – 2:12-17 o Restauração após a praga – 2:18-27 • O dia do Senhor o A descrição do dia do Senhor – 2:28-32 o O julgamento dos povos – 3:1-17 o A restauração de Judá – 3:18-20 Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Oséias – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 14 Total de versículos: 197 Tempo aproximado de leitura: 40 min Breve Resumo: O Livro de Oseias (FO 1943: Oséias) é um dos livros proféticos do Antigo testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Daniel e antes do Livro de Joel.[1] [2] Possui 14 capítulos. O profeta Oséias exerceu sua atividade no Reino de Israel Setentrional, entre o final do reinado de Jeroboão II e a queda de Samaria[3] (750-722 AC). Este foi um período sombrio para Israel: conquistas assírias entre 734 e 732 AC, quatro reis assassinados, corrupção religiosa e moral. O nome "Oséias" quer dizer "salvação". Oséias condena os pecados do povo, mas apresenta uma mensagem de esperança e perdão. Oséias escreveu no oitavo século a.C. (segundo as datas dos reinados dos reis mencionados em 1:1), durante a mesma época do trabalho de Amós (Amós 1:1), Isaías (Isaías 1:1) e Miquéias (Miquéias 1:1). Ele fala sobre o povo que se achava bom e próspero, mas estava se apodrecendo por causa da idolatria, a imoralidade e a injustiça. Destes quatro, Amós e Oséias profetizaram principalmente para Israel, e Isaías e Miquéias pregaram mais para Judá. Oséias viveu nos últimos dias do reino de Israel. Devido a séculos de pecado, o povo estava chegando ao fim. A infidelidade espiritual do povo é comparada ao pecado de adultério. Para conhecer mais esse período da história, leia 2 Reis 14-17 e 2 Crônicas 26-29. O livro de Oséias, talvez mais do que qualquer outro livro do Velho Testamento, expõe o coração de Deus. Oséias vive no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel. Os primeiros três capítulos descrevem a vida de Oséias. Ele se casa, mas a mulher (Gomer) dele se torna adúltera. Ele sofre com a infidelidade dela, mas ainda mostra a misericórdia para tomá-la de volta. Assim Deus viu a sua noiva, o povo de Israel, se envolvendo com "outros deuses", ou seja, cometendo adultério espiritual. Mesmo depois de tudo que Israel havia feito, Deus teria graça e misericórdia para reconciliar com esta esposa adúltera e estabelecer uma nova aliança com ela. Autor: Oséias 1:1 identifica o autor do livro como sendo o profeta Oséias. Essa obra é uma narrativa pessoal de Oséias sobre suas mensagens proféticas para os filhos de Deus e para o mundo. Oséias é o único profeta de Israel que deixou um conjunto de profecias registradas durante os últimos anos de sua vida. Quando foi escrito: Oséias, filho de Beeri, profetizou por um bom tempo, de 785 a 725 AC. O Livro de Oséias foi provavelmente escrito entre 755 e 725 AC. Propósito: Oséias escreveu este livro para lembrar aos israelitas - e a nós – de que o nosso é um Deus amoroso, cuja lealdade ao povo de Sua aliança é constante. Embora Israel tenha continuado a recorrer a falsos deuses, o amor inabalável de Deus é retratado no marido sofredor da esposa infiel. A mensagem de Oséias é também uma de advertência àqueles que dariam as costas ao amor de Deus. Através da representação simbólica do casamento de Oséias e Gomer, o amor de Deus pela nação idólatra de Israel é exibido em uma rica metáfora com temas de pecado, juízo e amor perdoador. Versículos-chave: Oséias 1:2: "Quando, pela primeira vez, falou o SENHOR por intermédio de Oséias, então, o SENHOR lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR." Oséias 2:23: “Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!” Oséias 6:6: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” Oséias 14:2-4: “Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniquidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios. A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos e não mais diremos à obra das nossas mãos: tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia. Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles.” Resumo: O Livro de Oséias pode ser dividido em duas partes: (1) Oséias 1:1 - 3:5 é uma descrição de uma mulher adúltera e um marido fiel, simbólico da infidelidade de Israel a Deus através da idolatria, e (2) Oséias 3:6-14:9 contém a condenação de Israel, especialmente Samaria pela adoração de ídolos, e sua eventual restauração. A primeira seção do livro contém três poemas distintos que ilustram como os filhos de Deus continuavam se apegando à idolatria. Deus manda Oséias se casar com Gomer, mas depois de dar-lhe três filhos, ela o abandona pelos seus amantes. A ênfase simbólica pode ser vista claramente no primeiro capítulo quando Oséias compara as ações de Israel com o abandono de um casamento em busca de uma vida como prostituta. A segunda seção contém a repreensão dos israelitas por parte de Oséias, seguida pelas promessas e misericórdias de Deus. O Livro de Oséias é uma narração profética do amor incansável de Deus pelos Seus filhos. Desde o início dos tempos, a criação ingrata e indigna de Deus tem aceito o Seu amor, graça e misericórdia, enquanto ainda não podendo abster-se de sua maldade. A última parte de Oséias mostra como o amor de Deus mais uma vez restaura os Seus filhos à medida que Ele se esquece de seus erros quando se aproximam de Deus com um coração arrependido. A mensagem profética de Oséias prediz a vinda do Messias de Israel 700 anos no futuro. Oséias é citado frequentemente no Novo Testamento. Prenúncios: Oséias 2:23 é a maravilhosa mensagem profética de Deus para incluir os gentios [não-judeus] como Seus filhos, assim como registrado também em Romanos 9:25 e 1 Pedro 2:10. Os gentios não são originalmente "o povo de Deus", mas através da Sua misericórdia e graça, Ele providenciou Jesus Cristo, e pela fé nEle somos enxertados na árvore do Seu povo (Romanos 11:11-18). Esta é uma verdade surpreendente sobre a Igreja, uma que é chamada de "mistério" porque, antes de Cristo, apenas os judeus eram considerados o povo de Deus. Quando Cristo veio, os judeus foram temporariamente deixados de lado "até que haja entrado a plenitude dos gentios" (Romanos 11:25). Aplicação Prática: O livro de Oséias nos assegura do amor incondicional de Deus por Seu povo. No entanto, ele também é um retrato de como Deus é desonrado e irritado pelas ações de Seus filhos. Como pode uma criança que recebe uma abundância de amor, misericórdia e graça tratar um Pai com tanto desrespeito? No entanto, temos feito isso há séculos. Ao considerarmos como os israelitas voltaram as costas para Deus, não precisamos olhar mais longe do que o espelho à nossa frente para ver um reflexo desses mesmos israelitas. Apenas ao lembrar-nos de quanto Deus tem feito por cada um nós é que seremos capazes de evitar a rejeição do Único que pode nos dar a vida eterna na Glória, em vez do inferno que merecemos. É essencial que aprendamos a respeitar o nosso Criador. Oséias tem nos mostrado que quando cometemos um erro, se temos um coração triste e uma promessa de arrependimento, Deus vai – novamente - demostrar o seu amor eterno por nós (1 João 1:9). Esboço de Daniel I. Oséias e Gomer 1.1-3.5 O casamento de Oséias e Gomer 1.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1.10-2.23 A volta de Gomer para Oséias 3.1-5 II. O SENHOR e Israel 4.1-14.9 Amor e restauração 11.1-14.9 Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

Livro de Daniel – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 12 Total de versículos: 357 Tempo aproximado de leitura: 60 min Breve Resumo: O livro de Daniel é formado por duas partes, a primeira parte é essencialmente narrativa e tem um propósito didático, orientado a demonstrar que a sabedoria e o poder de Deus estão infinitamente acima de toda possibilidade e compreensão humanas. Daniel, um dos jovens judeus levados para a Babilônia, uma vez na Babilônia, Daniel e os seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias (chamados por Nabucodonosor de Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego), são educados de maneira especial, Daniel aprende o idioma e a literatura do Império Neobabilônico e logo se destaca pela sua sabedoria extraordinária e pela firmeza das suas convicções. Ele e os seus amigos, fiéis ao Deus de Israel, se negam a aceitar qualquer tipo de favor que os leve a quebrar as prescrições rituais do Judaísmo. Essa estrita fidelidade aos seus princípios religiosos os obrigam a enfrentar riscos de morte, dos quais são livrados pela mão do Senhor. Quanto à sabedoria de Daniel, esta se evidencia quando Deus lhe concede que descubra e interprete os sonhos de Nabucodonosor e também que, na presença de outro rei, Belsazar, decifre o escrito feito na parede por uma mão misteriosa. A segunda parte contém uma série de visões simbólicas em linguagem apocalíptica que ampliam e desenvolvem certas noções já esboçadas na primeira seção. A primeira visão, de quatro animais monstruosos que sobem do mar representam os grandes impérios que sucessivamente dominam o mundo, mas o Senhor, posteriormente, os deixará sem poder e destruirá por completo. Conforme João Calvino, estas visões de Daniel devem ser interpretadas em relação a um futuro recente, que termina com a destruição do templo de Jerusalém pelos romanos no ano 70 d.C. 1 - Histórias de Daniel e dos seus companheiros: Daniel 1,3-4: “Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus”. Daniel 2,1: “No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono”. Daniel 2,19: “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu”. Daniel 4,34-35: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” Daniel 5,25-28: “Esta, pois, é a escritura que se traçou: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas”. 2 - Visões apocalípticas (conforme comentários de João Calvino): a - Os quatro animais: Daniel 7,2-3: “Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar”. Os quatro animais simbolizam quatro impérios, o primeiro é o babilônico, o segundo os persas, o terceiro o império macedônico e o quarto o império romano. Este quarto animal, que simboliza o império romano, tinha dez chifres: estes chifres simbolizam a divisão em províncias, cada uma com um governador e muito poder. O chifre pequeno: este chifre pequeno são os césares romanos, começando com Júlio César, pois antes disto os imperadores eram cônsules totalmente sujeitos ao senado. A destruição do império romano - 7,11: “Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado”. A visão do Filho do Homem – 7,13-14: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído”. b - O carneiro e o bode: 8,3-4: “Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia”. O carneiro é o império persa, e os dois chifres os impérios babilônicos e persa que se uniram em um só reino. As marradas do carneiro eram os países conquistados em todas as direções e nenhum deles podia resistir ao império persa. 8,5-6: “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder”. O bode é Alexandre, que derrotou o império babilônico/persa rápida e furiosamente. O chifre único do bode é o império grego, do qual Alexandre foi feito General Supremo. Após sua morte – “o grande chifre foi arrancado” – surgiram em seu lugar quatro outros chifres, que são os quatro generais de Alexandre que dividiram entre si o seu império. O chifre pequeno que teve origem nos quatro chifres é Antíoco Epifânio, este chifre é chamado de pequeno não por causa do poder de Antíoco, mas pelo seu caráter desprezível. Antíoco perseguiu duramente a igreja de Israel com arrogância inusitada e com todas as forças e artifícios ao seu alcance para perverter a religião. 3 - Oração de Daniel: 9,18: “Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias”. Nesta oração pelo povo de Israel, Daniel reconhece a todos como pecadores que não merecem o amor de Deus, e pede pela misericórdia de Deus sem consideração da justiça própria do povo e de cada um deles, incluindo a si mesmo nesta situação. 4 - O mensageiro do céu: 9,24: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”. Esta promessa refere-se a algo mais excelente do que tudo o que havia até então, segundo Calvino a previsão aqui referida é o advento de Cristo. 9,25-26: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”. Desde a saída da ordem para restaurar... até ao Ungido, refere-se ao período do édito de libertação dos judeus da babilônia até o batismo de Cristo. As sete semanas: Ciro permitiu aos judeus reconstruir o templo, os fundamentos foram lançados, mas quando Ciro saiu para guerrear contra a Citia, os judeus tiveram que paralisar a construção por 46 anos, somados aos três anos em que foram lançados os fundamentos temos 49 anos, as sete semanas. As sessenta e duas semanas: Ao final do reinado de Ciro até o batismo de Cristo decorreram 480 anos, as sessenta e duas semanas, com alguma aproximação, que Calvino considera normal nas profecias. No capítulo onze as profecias anteriores são repetidas de forma abreviada. 7 – Deus preserva sua igreja: 12,1: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”. Ainda segundo Calvino, esta profecia refere-se à perseguição que a igreja de Deus sofre em todos os tempos, e o segundo período refere-se à salvação dos eleitos de Deus. 12,2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”. Aqui o anjo estende a preservação dos filhos de Deus, desde o início da pregação do evangelho até a ressurreição final. 6 - O tempo do fim: 12:7 “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”. Um tempo, dois tempos e meio tempo, estas palavras se referem a um longo tempo, indefinido e a finalidade é que o povo de Deus tenha paciência e esperança na tribulação que fatalmente virá sobre a igreja de Deus. 12,10: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. Aqui vemos novamente a separação dos eleitos, que serão purificados, e dos réprobos, que procederão perversamente. 12,11: “Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias”. O tempo em que o sacrifício for tirado: o início da pregação do evangelho, a partir deste período não haveria mais necessidade do sacrifício diário, pois o sacrifício de Cristo é único e eterno. 1290 dias é também tomado por Calvino como um tempo metafórico, um longo período de perseguição e tribulação que deve ser suportado com paciência. 12,12: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”. Novamente conforme Calvino, este período de tempo se refere ao mesmo período do verso anterior, também exortando os cristãos a terem paciência na tribulação e confiar unicamente em Cristo para a salvação e perseverança na fé. Autor O livro apresenta O profeta Daniel como autor em vários trechos, como 9.2 e 10.2. O livro foi provavelmente finalizado em 530 a.C., poucos anos depois de Ciro conquistar a Babilônia, em 539. Quem era Daniel Sábio, interprete de sonhos e visões, que viveu entre os exilados judeus na Babilônia. Daniel era jovem quando foi levado para a Babilônia, talvez logo no início do domínio de Nabucodonosor sobre Jerusalém, em 605 a.C. (contemporâneo a Ezequiel, pouco mais jovem). Sabe-se pouco sobre ele, mas pelos conhecimentos que demonstrava devia fazer parte das camadas dominantes e dirigentes de Jerusalém. Ele era reconhecidamente um homem de ciência. Nada se sabe a respeito da sua família. A sua piedade diante de Deus e sua integridade nos negócios de Estado (Dn 2.14-23) nos levam a pensar nas instruções do ambiente familiar. Ele ascendeu rapidamente, tornando-se um dos oficiais mais respeitados do governo. Sua reputação se manteve mesmo com o colapso do Império Babilônico. Já em idade avançada foi um dos homens poderosos do Império Medo-Persa sendo subordinado apenas ao rei. Um livro polêmico Daniel é um dos livros mais polêmicos e complexos do Antigo Testamento. Na Bíblia Hebraica aparece entre os “Escritos” e, no cânon cristão das Escrituras, entre os “Proféticos”. O livro de Daniel é o único livro apocalíptico do Antigo Testamento. Por essa razão, de forma rigorosa, para os hebreus, o livro não cabe no cânon dos profetas. Daniel enfatiza o controle divino sobre as potencias mundiais, e destina-se a animar os judeus na fé e esperança em Deus diante das perseguições de Antíoco Epífanes (Dn 8.23-25). Daniel pode ser considerado companheiro do livro de Apocalipse; ambos contêm uma linguagem figurada de difícil interpretação. A tentativa de adaptar as profecias de Daniel e Apocalipse aos fatos da história humana tem produzido ilimitados conflitos de opiniões. A verdadeira interpretação dos detalhes das visões nem sempre é clara. Dois fatos são geralmente reconhecidos pela maioria dos eruditos (pessoas com conhecimento / domínio vasto de um determinado assunto): 1- As profecias representam uma revelação parcialmente velada de eventos futuros da história secular e sagrada. 2- As visões assinalam o triunfo final do Reino de Deus sobre todos os poderes e do mundo. No Capítulo 7, muitos comentaristas vêem as quatro bestas como representando os quatro grandes impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma (....ruíram, restando apenas 1)), seguidos por uma visão do Messias. No capítulo 8, aparece outro período da história medo-persa e grega sob a figura de uma besta. O capítulo 9, a oração de Daniel é uma profecia velada do tempo da vinda do Messias. Os capítulos 10, 11 e 12, contêm predições adicionais de longo alcance e revelações de acontecimentos futuros. Estes três capítulos tem sido campo de batalha de controvérsia teológica com muitas variadas interpretações. Data e composição Os argumentos apresentados para datar o livro no tempo de Antíoco IV Epifânio envolvem três pontos básicos: 1 – A natureza da profecia do Antigo Testamento; 2 – Problemas históricos; 3 – As línguas hebraica e aramaica do livro. Em termos gerais, os profetas de Israel estavam preocupados, em primeiro lugar, com as circunstâncias religiosas e sócias nas quais viviam os seus contemporâneos, ao invés de ficar fazendo predições a respeito de acontecimentos futuros. Quando efetivamente prediziam o futuro, tratava-se normalmente de eventos em curto prazo, como as profecias de Jeremias sobre a queda iminente de Jerusalém diante dos babilônios. A visão de Daniel referente ao “rei do Norte” e ao “rei do Sul” traça um paralelo exato à história das relações existentes entre os impérios selêucida e ptolemaico no tempo de Antíoco IV Epifânio (11.2-39). Por outro lado a descrição das circunstâncias que cercam a morte do rei (11.40 – 12.3) não corresponde ao que se conhece sobre o falecimento de Antíoco. Com base nesses dados, alguns estudiosos argumentam que o livro de Daniel foi escrito no tempo de Antíoco, um pouco antes de sua morte. Contudo, a ideia de que os profetas de Israel não predisseram acontecimentos num futuro mais distante depende do pressuposto de que as profecias de Daniel são tardias, como também as de Isaías que se referem a Ciro (Is 44.28; 45.1). Isso também pode significar uma rejeição à profecia em geral. Os acontecimentos do livro de Daniel situam-se no contexto do século VI a.C. No entanto, muitos estudiosos atuais atribuem a composição do livro a um autor do século II a.C., especificamente entre os anos 168 e 164. O motivo da escolha dessa data e sua precisão derivam-se do capitulo 11 deste livro. Ali Daniel fala acerca de vários reis cujos nomes não são citados, mas, os denomina como já foi citados acima: “Rei do Norte” e "Rei do Sul”. Entretanto os detalhes deste capítulo coincidem com a história do Oriente Médio do período de Alexandre, o Grande, no século IV a.C. ao período de Antíoco Epifânio, no século II a.C. A realidade de tudo isso é que não temos evidencias que impeçam a datação do século VI a.C. Além disso, as provas linguísticas (com relação ao hebraico e aramaico de Daniel) indicam um período anterior ao II século. O fato de Daniel escrever na primeira pessoa a partir do capitulo 7 até o fim do livro, sugere naturalmente que ele seja o autor, embora o uso da terceira pessoa na primeira parte possa indicar que outra pessoa tenha determinado a estrutura e organização do livro. No tocante a datação do idioma utilizado por Daniel, deve-se notar em primeiro lugar, que um grande bloco do texto (2.4 a 7.28) está escrito em aramaico, não em hebraico. A razão para mudança de idioma é desconhecida. Alguns estudiosos têm argumentado que o aramaico utilizado é tardio. Uma outra evidência de data posterior do texto seria o uso de diversos vocábulos emprestados da língua grega ao referir-se a instrumentos musicais (3.5). No entanto, nenhum dos argumentos é realmente convincente. Há inúmeras evidências de contatos entre gregos e o Oriente Próximo, anteriores ao tempo de Alexandre, o Grande. Esses contatos são suficientes para justificar o aparecimento de vocábulos emprestados da língua grega. O aramaico e o hebraico de Daniel podem ser datados em qualquer ocasião situada entre o final do século VI e o início do século II a.C. Em outras palavras, o argumento da língua não tem peso significativo para determinação duma data anterior ou posterior. Contexto histórico Em 626 a.C., Nabopolassar foi entronizado na Babilônia quando os babilônios declararam independência do Império Assírio em declínio. Aliando-se aos medos no leste, começaram a testar a força dos assírios. Em 612, a capital Nínive caiu e, com o colapso do governo após queda da Carquêmis em 605, os assírios antigamente poderosos só ficaram na lembrança do povo do Oriente Médio ao qual aterrorizaram durante quase 150 anos. Com a morte de Nabopolassar, o trono foi ocupado com habilidade por seu filho, o General Nabucodonosor, em 605. Na época, ele assumiu o controle de todos os territórios perdidos pela Assíria, incluindo Judá. Os filhos de Josias que ocupavam o trono de Judá se mostraram incapazes de aceitar o papel de vassalo, pois nas duas décadas seguintes se envolveram constantemente em conspiração contra os babilônios. Isso resultou em várias deportações e, por fim na destruição de Jerusalém e do templo em 586 a.C., pelos exércitos de Nabucodonosor. Durante esse período, Daniel servia na corte babilônica, pois se encontrava no primeiro grupo de deportados levados para a Babilônia em 605 a.C. Tema O tema teológico do livro é a soberania de Deus: “o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens” (5.21). As visões de Daniel sempre demonstram Deus triunfando (7.11,26,27; 8.25; 9.27; 11.45; 12.13). O apogeu de sua soberania é descrito em Apocalipse: “O reino do mundo se tornou de Nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15; Dn 2.44; 7.27). Dificuldades de interpretação (não é um livro de fácil leitura) A autoria e data do livro de Daniel não são as únicas dificuldades do texto. Há divergências significativas na abordagem do livro. Essas divergências se dividem em três categorias principais. A primeira abordagem é feita por aqueles que concluem que o livro foi escrito no tempo de Antíoco Epifânio. De acordo com esse ponto de vista, todas as referências a eventos anteriores a Antíoco são mera história, escritas em ocasião posterior aos acontecimentos. Para eles a única predição genuína no livro seria a morte de Antíoco e a esperada intervenção de Deus para estabelecer seu Reino (11.36 a 12.3). Um segundo e mais tradicional ponto de vista atribui à ênfase principal das predições contidas no livro ao primeiro advento de Cristo. Essa abordagem está geralmente associada a uma compreensão escatológica amilenista ou pós-milenista. Um terceiro ponto de vista considera que Antíoco Epifânio e a perseguição ao povo de Deus durante o seu reinado se constituem o primeiro enfoque do livro. O segundo é a intervenção divina no curso da história da humanidade ao final dos tempos, quando Deus estabelecerá seu Reino. A ênfase do livro não se acha no primeiro advento de Cristo (Cap. 9), mas sim em Antíoco e na segunda posição escatológica pré-milenista. Nessa compreensão, há grandes divergências entre os comentaristas quando se trata da interpretação dos detalhes do texto. Propósito e mensagem A soberania de Deus é o centro deste livro e pode ser vista em ação nos âmbitos espirituais e políticos. No relato dos acontecimentos da vida de Daniel e de seus amigos, a ênfase está na vida de fé em um mundo cada vez mais hostil. A soberania de Deus é vista pela ótica da capacidade de fazer prosperar ou livrar os fiéis. A soberania de Deus nas questões políticas é demonstrada nas visões do livro. O propósito era lidar com as expectativas da comunidade exílica e pós-exílica. Com base na leitura de profetas anteriores, o povo de Israel acreditava que o Reino de Deus seria estabelecido com o retorno a Jerusalém depois de setenta anos de exílio. As visões de Daniel diziam que ainda haveria quatro reinos antes da chegada do Reino de Deus e que, apesar do retorno do exílio acontecer após setenta anos, conforme profecia de Jeremias, isso não podia ser confundido com a restauração total. Em vez de setenta anos, o período necessário seria de setenta semanas de anos. Enquanto isso, os israelitas deviam ser fiéis no mundo dos gentios sob circunstâncias cada vez mais difíceis de suportar. Deviam depender da soberania divina para resistir geração após geração, crise após crise. Também deviam confiar no poder de Deus de controlar a ascensão e declínio de impérios mundiais que viriam para dominá-los. Eles deveriam estar preparados para uma resposta de Deus que não viria de imediato. O fato de o Reino de Deus ser o auge do programa divino para Israel e o mundo é transmitido claramente no livro de Daniel. O conceito é introduzido no capitulo 2 como Reino que jamais será destruído (2.44), embora de certa forma, Deus já governe em seu Reino Eterno (4.3,34,35). No capítulo 7 versículos de 9 a 14, apresenta-se alguém denominado como “Filho do Homem” ao qual o Reino de Deus foi dado. Do nosso ponto de vista, podemos certamente identificá-lo como Jesus, mesmo que isso não estivesse claro para os povos da época de Daniel. Os capítulos 9 e 11 dizem respeito à época que precederá o estabelecimento do Reino de Deus. Os reinos das nações são descritos como temporários e de domínio limitado. O Império Babilônico é o tema dos capítulos 4 e 5; o Medo-Persa e o Grego estão retratados explicitamente no capítulo 8; O Grego, em especial a Dinastia Selêucida é sem dúvida o comentado no capítulo 11. Os quatro reinos apresentados nos capítulos 2 e 7 é o tema principal. A identificação dos quatro reinos não é feita no livro, apesar de Nabucodonosor ser identificado como o primeiro reino (2.38) e entendermos que os outros dois reinos mencionados em outras passagens, Medo-Persa e Grego, sejam os dois dos três restantes. Mas esse conhecimento não tem grande importância. O que realmente é importante no contexto do livro de Daniel é o contraste entre impérios humanos e o Reino de Deus. Além desses temas abrangentes de Daniel, alguns conceitos-chave são relevantes para o estudo do livro. Um deles é o “tempo de angustia” (12.1), geralmente denominado de “grande tribulação” (Mt 24.21; Lc 21.23; Ap 2.22). Mateus relaciona essa grande tribulação com o “abominável da desolação” (Mt 24.15) predito por Daniel (Dn 9.27; 12.11). O “anticristo” pode ser incluído na teologia de Daniel (Dn 7.8,20-22.24-27). Embora essa palavra só apareça nas epístolas de João (1Jo 2.18,22; 4.3; 2Jo 7), porém referências de uma pessoa de ódio satânico que surgirá no fim dos tempos da história humana, antes da segunda vinda de Cristo, são encontradas em vários textos bíblicos. A idéia do milênio também ocorre no livro de Daniel. O termo milênio é derivado da palavra latina que significa “mil” e designa o período de mil anos descrito em Apocalipse 20. O caráter desses mil anos é interpretado pelos estudiosos, de três maneiras distintas, como se segue: 1- Os pré-milenistas acreditam que o milênio é um reino mundial de paz e justiça sobre a terra, que se iniciará após a segunda vinda de Cristo (Is 2.1-5; 11.1-10). 2- Os pós-milenistas acreditam que o milênio é um período de paz e justiça que será estabelecido pela pregação do Evangelho em todo mundo, resultando nas condições descritas em passagens como Isaías 2.1-5; 11.1-10. 3- Os amilenistas acreditam que o milênio é uma referencia figurada ao tempo presente do Evangelho. Desta forma o milênio não é visto como uma ordem política futura, mas como o reino espiritual do governo de Cristo sobre a Igreja. Na interpretação dos pós-milenistas e amilenistas, o número “mil” é geralmente considerado como uma forma figurativa de representar um longo período de tempo, em lugar de mil anos literais. As 70 semanas (9.24-27) A interpretação desses versículos é discutida em muitos pontos particulares. Há duas abordagens fundamentais quanto à interpretação das “sete semanas”. Seriam períodos simbólicos ou períodos literais de tempo. No ponto de vista simbólico, os setenta anos de punição à Israel foram multiplicados por sete vezes em consonância com as maldições da aliança (Lv 26.18,21,24,28). Os defensores do ponto de vista literal, são de três categorias. Tal como outras profecias de Daniel, alguns estudiosos interpretam estes versículos como se eles se reportassem aos tempos de Antíoco IV. Outros interpretes podem ser divididos em dois grupos: 1 – Os que interpretam a passagem como se o enfoque primário sobre os acontecimentos estivessem associados ao advento de Cristo. 2 – Há os que interpretam a passagem como tendo referencia aos acontecimentos associados tanto com o primeiro como o segundo advento de Cristo, com um intervalo não declarado entre os dois adventos. Obs.: Dentro de cada uma dessas interpretações há diferenças individuais quanto a detalhes. A maioria dos intérpretes, vêem as unidades de setenta semanas como se representassem 490 anos (9.24-27). Essas setenta semanas de anos são então divididas em três subunidades de 49 anos (sete semanas). Os intérpretes diferem somente acerca da pergunta se essas subunidades devem ser vistas como uma seqüência contínua ou se há intervalos entre elas. O Ungido Há compreensão entre grande parte dos estudiosos que o “Ungido” é uma clara referencia a Jesus. Ligando as “sete semanas” (49 anos) e as “sessenta e duas semanas” (434 anos) como uma seqüência contínua, resulta em 483 anos, a partir de 457 a.C. até 27 d.C., ou seja, até aproximadamente o começo dos três anos do ministério público de Jesus. Mas há os que entendem que os 483 anos começam com a “ordem” de Artaxerxes no ano vigésimo de seu reinado, para a reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 2), ou seja, no ano 444 a.C., em lugar de sétimo ano de seu governo (Ed 7.12-26). Em 457 a.C. tomando-se por base o ano lunar de 360 dias (como acontece com o calendário judaico), essa aproximação atinge a data da crucificação de Jesus em 33 d.C. Essa data da crucificação é possível, embora discutível. Há os que defendem que o “Ungido” é Ciro, usando como base Isaías 45.1. Esse ponto de vista separa as “sete semanas” e as “sessenta e duas semanas”. “As sete semanas” se passaram entre a destruição de Jerusalém, em 586 a.C., e o decreto de Ciro em 538 a.C. E “sessenta e duas semanas” (434 anos) seria o tempo durante o qual a cidade seria reconstruída, mais ou menos 538 a.C. e 70 d.C., quando Jerusalém foi destruída pelos romanos sob o comando do general Tito. O certo que todos esses cálculos, não podem ser usados para uma datação da vinda de Cristo, com o fazem algumas seitas. Conclusão O livro de Daniel serviu para lembrar ao povo judeu que suas angústias não terminariam quando voltassem do exílio. Por isso as expectativas ficariam de lado por um tempo e a angústia continuaria. Contudo Deus sempre dá esperanças a seu povo, eles ressuscitariam (12.2). Deus os incentivou a perseverarem em meio a este período importante de purificação (12.10-13). O cativeiro deveria servir para os deportados e os que ficaram na Jerusalém destruída, como um período de purificação e arrependimento. Não havia motivo para revolta ou cobranças ao Senhor Deus, e sim humilhação e reconhecimento de que os culpados pela desolação de sua pátria era sua desobediência à aliança entre eles e o Senhor, conforme reconhece Daniel em sua oração no capitulo 9. Esboço de Daniel I. As convicções religiosas de Deus 1.1-21 O exílio de Judá 1.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.3-21 II. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.1-49 O sonho esquecido 2.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2.46-49 III. A libertação da fornalha de fogo 3.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.26-30 IV. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.1-37 A Interpretação da Daniel 4.19-27 O cumprimento do sonho 4.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4.34-37 V. A festa blasfema de Belsazar 5.1-31 A escrita manual na parede 5.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.10-31 VI. Daniel na cova dos leões 6.1-28 Complô contra Daniel 6.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.10-17 Daniel é liberado 6.18-28 VII. A primeira visão de Daniel 7.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-14 A Interpretação de Daniel 7.15-28 VIII. A segunda visão de Daniel 8.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro, um bode e sobre os chifres 8.1-14 A interpretação de Gabriel 8.15-27 IX. A profecia das setentas semana 9.1-17 A oração de Daniel 9.1-19 A Visão da Daniel 9.20-27 X. A visão final de Daniel 10.1-12.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-9 A visita de um anjo 10.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.2-45 O tempo da tribulação 12.1-1 Fonte: Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida; Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil; Bíblia de estudo King James; Bíbla Plenitude - Editora SBB; Bíblia de Estudo Thompson; Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida; Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista; Módulo de Teologia da Faculdade Teológica Betesda; Wikipédia; (Diversos: artigos “Internet”). Escola Bíblica Dominical Igreja Batista Getsêmani – Missão Bernardo Monteiro Pr. Ronny Souza Tel.: (31) 8682-9332 / 9299-8056 email: ronisouza2003@gmail.com Follow us: @ronnysouza on Twitter | ronnysouza.37 on Facebook Este e outros estudos você encontra no endereço abaixo: Blog.: http://www.vivendoemplenitude.blogspot.com.br/ Ministério “Abençoando vidas”

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