segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Livro dos Juízes - Estudo

Juízes é um livro dos Neviim judaico e do Velho Testamento cristão (2º Livro histórico), que segue o Livro de Josué e antecede o Livro de Rute que trata da história dos israelitas entre a conquista da terra de Canaã no final da vida de Josué até o estabelecimento do primeiro reinado. Autor: O Livro de Juízes não revela especificamente o nome do seu autor. A tradição é que o profeta Samuel foi o autor de Juízes. Evidência interna indica que o autor viveu logo após o período dos juízes. Samuel se encaixa nessa qualificação. O livro de Juízes foi provavelmente escrito entre 1045 e 1000 AC. Tema principal: A história de Israel durante os tempos dos quatorze juízes (14 JUIZES). Conteúdo: O livro descreve a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da monarquia, era um tempo de democracia tribal (Jz 17,6; Jz 21,25) e cheio de dificuldades. As tribos eram governadas por chefes que tinham um cargo vitalício (juízes menores); nos momentos de grande dificuldade surgiam chefes carismáticos (juízes maiores), que uniam e lideravam as tribos na luta contra os inimigos. Os israelitas, que se encontravam na terra prometida, desviavam-se dos mandamentos divinos praticando a idolatria e por isso eram derrotados pelas nações vizinhas ou próximas que passavam a oprimir o povo. Então arrependiam-se e pediam a ajuda de Deus. Surgiam assim líderes, enviados por Ele, para resgatarem o povo de Israel dos inimigos e restabelecerem a obediência à lei mosaica. Os Juízes eram então suscitados por Deus para libertar o seu povo eleito da opressão dos inimigos, devolver-lhe a paz e a posse de suas terras. Estes líderes agiam em nome Justiça divina e, movidos por profundo senso de fidelidade a Deus. Eles tinham poder de reis, mas eram escolhidos por Deus. Também tinham dons de profecia, dirigindo o povo segundo a vontade do Altíssimo. O primeiro juiz foi Otniel (Otoniel em algumas traduções), o qual libertou os israelitas do rei Cusã-Risataim. O penúltimo juiz da história do livro de juízes foi Sansão, o qual possuía uma força excepcional e teria liderado o povo contra os filisteus, mas foi traído por Dalila ao lhe revelar que o perderia sua força se cortassem seus cabelos. Após Sansão houve também como Juiz o profeta Samuel (1Sm 1-7), fechando assim o ciclo dos juízes sobre Israel. Entre alguns juízes durante essa época que mais se destacam no livro estão Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Porém, os judeus se cansaram deles e pediram a Samuel, último Juiz, que lhes desse reis como os tinham os países vizinhos. Embora o pedido o tivesse desagradado enormemente a ele e a Deus, concedeu-lhes o solicitado, fazendo-lhes contudo profeticamente saber tudo o que haveriam de sofrer por causa desse pedido. O livro termina relatando a decadência moral dos israelitas, assim concluindo no verso 6 do capítulo 17: "Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto." Lista dos juízes e suas tribos • Moisés (Levi) Ex 2:1-2 • Josué (Efraim) - Js 1:1-9 • Otniel (Judá) sobrinho de Calebe- Jz 1:11-15; Jz 3:7-11 • Eúde (Benjamim) - Jz 3:12-30; Jz 4:1 • Sangar (desconhecido a origem) - Jz 3:31; Jz 5:6 • Débora (Efraim) - Jz 4:1; Jz 5:31 • Gideão (Manassés) - Jz 6:1-8; Jz 6:32 • Tola (Issacar) - Jz 10:1-2 • Jair (Manassés) - Jz 10:3-5 • Jefté (Manassés) - Jz 10:6-12; Jz 7 • Ibsã (Judá ou Zebulom) - Jz 12:8-9 • Elom (Zebulom) - Jz 12:11-12 • Abdon (Efraim) - Jz 12:13-15 • Sansão (Dã) - Jz 13-16 • Eli - I Samuel 4:18 • Samuel (Efraim) - I Samuel 1-25 Propósito: O livro de Juízes pode ser dividido em duas seções: 1) Capítulos 1-16 narram as guerras de libertação que começam com a derrota dos cananeus e terminam com a derrota dos filisteus e a morte de Sansão; 2) Capítulos 17-21 são conhecidos como um apêndice e não se referem aos capítulos anteriores. Esses capítulos são enxergados como um tempo quando “não havia rei em Israel” (Juízes 17:6; 18:1, 19:1, 21:25). O Livro de Rute era originalmente uma parte do Livro dos Juízes, mas em 450 DC foi removido para tornar-se um livro próprio. Versículos-chave: Juízes 2:16-19: “Suscitou o SENHOR juízes, que os livraram da mão dos que os pilharam. Contudo, não obedeceram aos seus juízes; antes, se prostituíram após outros deuses e os adoraram. Depressa se desviaram do caminho por onde andaram seus pais na obediência dos mandamentos do SENHOR; e não fizeram como eles. Quando o SENHOR lhes suscitava juízes, o SENHOR era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que os apertavam e oprimiam. Sucedia, porém, que, falecendo o juiz, reincidiam e se tornavam piores do que seus pais, seguindo após outros deuses, servindo-os e adorando-os eles; nada deixavam das suas obras, nem da obstinação dos seus caminhos.” Juízes 10:15: “Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR: Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.” Juízes 21:25: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.” Resumo: O livro de Juízes é um relato trágico de como Yahweh [Deus] foi “tido como certo” pelos Seus filhos ano após ano, século após século. Juízes é um triste contraste do livro de Josué, pois Josué narra as bênçãos que Deus concedeu aos israelitas pela sua obediência a Deus na conquista da terra. Em Juízes os israelitas foram desobedientes e idólatras, o que causou suas muitas derrotas. Contudo, Deus nunca deixou de abrir os Seus braços de amor ao Seu povo sempre que se arrependeram dos seus maus caminhos e invocaram o Seu nome (Juízes 2:18). Através dos 15 juízes de Israel, Deus honrou a Sua promessa a Abraão de proteger e abençoar a sua descendência (Gênesis 12:2-3). Após a morte de Josué e seus contemporâneos, os israelitas voltaram a servir a Baal e Astarote. Deus permitiu que os israelitas sofressem as consequências de adorar a falsos deuses. Foi então que o povo de Deus clamou a Yahweh por ajuda. Deus enviou juízes aos Seus filhos para guiá-los em uma vida justa. Entretanto, eles repetidamente continuavam a virar as costas para Deus e a voltar-se às suas vidas perversas. No entanto, para manter a Sua parte da aliança com Abraão, Deus sempre salvou o Seu povo de seus opressores durante todo o período de 480 anos do Livro de Juízes. Provavelmente o juiz mais notável foi o 12º juiz, Sansão, o qual chegou a liderar os israelitas após um cativeiro de 40 anos sob o domínio dos filisteus cruéis. Sansão liderou o povo de Deus à vitória sobre os filisteus, onde perdeu sua própria vida depois de 20 anos como juiz de Israel. Prenúncios: O anúncio para a mãe de Sansão de que ela teria um filho para liderar Israel é um prenúncio do anúncio à Maria sobre o nascimento do Messias. Deus enviou o Seu Anjo a ambas mulheres e lhes disse: “Eis que tu conceberás e darás à luz um filho” (Juízes 13:7, Lucas 1:31) que conduziria o povo de Deus. A libertação compassiva de Deus do Seu povo, apesar dos seus pecados e rejeição dEle, apresenta um retrato de Cristo na cruz. Jesus morreu para libertar o Seu povo – todos aqueles que chegariam a crer nEle – dos seus pecados. Embora a maioria das pessoas que seguiam a Jesus durante o Seu ministério iriam eventualmente cair e rejeitá-Lo, ainda assim Ele permaneceu fiel à sua promessa e foi para a cruz para morrer por nós. Aplicação Prática: A desobediência sempre traz julgamento. Os israelitas apresentam um perfeito exemplo do que não devemos fazer. Em vez de aprender com essa experiência de que Deus sempre vai punir a rebelião contra Ele, eles continuaram a desobedecer e sofrer com o desgosto e a disciplina de Deus. Se continuarmos na desobediência, nós convidamos a disciplina de Deus, não porque o Senhor se regozija em sofrimento, mas porque “o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12:6). O Livro de Juízes é um testemunho da fidelidade de Deus. Mesmo “se somos infiéis, ele permanece fiel” (2 Timóteo 2:13). Embora possamos ser infiéis a Ele, como os israelitas foram, ainda assim Ele é fiel para nos salvar e preservar (1 Tessalonicenses 5:24) e para nos perdoar quando buscamos o perdão (1 João 1:9). “… o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:8-9). Conclusão: O livro descreve uma série de quedas do povo de Deus na idolatria, seguidas por invasões da Terra Prometida e servidões a seus inimigos. Tendo como centro a personalidade dos juizes levantados como libertadores de Israel, a narrativa ressalta especialmente o lado obscuro do panorama. Um estudo das datas parece mostrar que o povo manteve uma lealdade exterior ao Senhor durante um período de tempo maior do que poderia indicar uma leitura casual do livro. Mensagens Espirituais: (1) O fracasso humano, a misericórdia e a libertação divinas. (2) O poder da oração que, nas emergências, se converte num verdadeiro clamor a Deus. Note no livro a repetida declaração de que Israel chamou ao Senhor. LIVRO COMPANHEIRO, Gálatas. Compare a nova queda de Israel na idolatria com a reincidência da igreja da Galácia no cerimonialismo. ESTUDOS DE PERSONAGENS. Débora, a patriota. Gideão, o valente poderoso. Jefté, o homem do voto precipitado. Sansão, o forte fraco. UM LIVRO TRISTE (1) O livro de Juízes, (assim chamado porque é a história dos 14 juízes que reinaram e libertaram Israel), abrange o período que vai da conquista da terra e morte de Josué, até o tempo da magistratura de Samuel e a implantação da monarquia em Israel. (2) É a história divina dos repetidos desvios de Israel, da triste decadência nacional, um dos mais negros períodos da história de Israel. (3) O livro de Números é triste ao narrar os 40 anos de jornadas errantes por causa do pecado, mas, o livro de Juízes é muito mais acabrunhador, porque expõe o pecado de Israel durante não 40 anos, mas, quase 10 vezes 40. NOTÁVEL O livro é notável por muitos motivos: (1) Tem dois inícios, 1:1 e 2:6. (2) Contém a parábola mais antiga do mundo, 9:8-15. (3) Contém o maior e mais notável hino guerreiro do mundo, Capítulo 5. (4) Recorda a história da história da investidura da primeira mulher na magistratura da nação, Capítulo 4. Provavelmente era viúva. ANÁLISE A primeira vista, o livro nos parece sem ordem. Certamente, seu relato não está em ordem cronológica. Mas, a ordem é a primeira lei do céu, e houve razão divina para não ser escrito cronologicamente. O esboço demonstra-o. Na primeira seção, Israel depende do Senhor; na segunda, Israel deixa o Senhor, e colhe os resultados amargos; e na última seção, vemos os abismos profundos para os quais Israel resvalara. (1) INTRODUÇÃO - Caps. 1 - 2:5 Chave 1:1 DEPENDÊNCIA do Senhor Israel principiou bem mas, não perseverou. • Deus consultado e os resultados, 1:1-10 • Judá principiou em casa, 1:3-4 • A captura de Adoní-Bezeque, 1:5-7 • Vitórias imperfeitas, 1:8-36 • Repreensão do Senhor, 2:1-5 (2) HISTÓRIA DAS QUEDAS, SEUS RESULTADOS E RESTAURAÇÕES - Cap. 2:6 - Cap. 16 DESVIANDO do Senhor e alguns resultados Verso-chave desta seção: 2:12 Logo Israel se desviou e 2:6-23 é um sumário de sua história subsequente. A Ordem das 7 apostasias Escrituras Conquistador Duração Libertador e Juiz Apostasia 1ª Apostasia 2ª Apostasia 3ª Apostasia 4ª Apostasia 5ª Apostasia 6ª Apostasia 7ª 3:1-11 3:12-31 4 - 5 6, 7 - 8:32 8:33-9-10:5 10:6-12 13, 14, 15, 16 Cusã-Risataim Rei de Mesopotânia Rei de Moade e Filisteus Jabim, rei de Canaã Midianitas Guerra Civil Anonitas Filisteus 8 anos 18 anos 20 anos 7 anos 18 anos 40 anos Otniel Eude e Sangar Débora e Baraque Gideão Abimeleque, Toia e Jair Jeftá, Ibzá, Elom e Abdom Sansão (3) APÊNDICE - Caps. 17 - 21 ANARQUIA resultado final Verso-chave 17:6 Confusão e anarquia • Na igreja ou na vida religiosa da nação, 17 e 18 • Na família ou na moral da nação, 19 • No país ou na vida política da nação, 20 e 21 NOTAR: 18:30 - O primeiro sacerdote idólatra foi o neto de Moisés.

Livro de Josué - Estudo

Autor: O Livro de Josué não revela explicitamente o nome do seu autor. É muito provável que Josué escreveu boa parte deste livro. Sabemos, no entanto, que a última parte do livro foi escrita por pelo menos mais uma outra pessoa após a morte de Josué. Também é possível que várias seções foram editadas/compiladas após sua morte. Josué, chamado originalmente de Oséias (Nm 13.8; Dt 32.44), entretanto, seu nome fora mudado por Moisés em Cades Barnea (Nm 13.16). Oséias significa “salvação”, todavia, seguindo a prática hebréia e semítica de mudar o nome a fim de ratificar a mudança de posição ou destino, Moisés, influenciado pelo Espírito de Deus, muda o nome do primogênito da tribo de Efraim para Yehōshuāh. Com a mudança do nome, altera-se também a função e a responsabilidade do indivíduo diante de Deus e do povo israelita. No cânon hebraico, o livro de Josué é o primeiro rolo dos “Livros dos Profetas”; de acordo com a tradição judaico-cristã, é o nome do líder de Israel, sucessor do profeta Moisés. Filho de Num, da tribo de Efraim; nasceu no Egito, por volta do ano 1.405 a.C., quando o seu povo ainda era escravo ali (Êx 1:12-14); cresceu nutrindo a esperança de que o Deus de seus antepassados os libertaria da mão opressora do terrível Faraó. Ainda moço, teve o privilégio de ver este sonho se realizar. Ele presenciou e participou de todos os acontecimentos relacionados ao Êxodo. Todavia, aparece de forma mais notável na primeira batalha que Israel precisou enfrentar, num lugar chamado Refidim, contra os amalequitas, que eram um grupo de nômades ferozes e vorazes. Neste conflito, enquanto Moisés, no monte, com o apoio de Arão e Hur, intercedia a Deus, ininterruptamente, pelo povo, Josué combatia os inimigos no vale. Como resultado, Josué derrotou completamente os amalequitas (Êx 17:8-16). Este é o primeiro registro bíblico sobre Josué. Na caminhada pelo deserto, Josué logo se tornou assistente direto de Moisés, com quem aprendeu a amar a Deus, de modo leal e fiel. Ele foi a única pessoa autorizada a subir com Moisés ao Monte Sinai, para receber os dez mandamentos (Êx 24:13, 32:17 ). Na Tenda da Aliança, enquanto o líder conversava com Deus, para transmitir a mensagem ao povo, Josué, ainda jovem, ficava à porta, montando guarda (Êx 33:11 ). De acordo com o dicionarista bíblico J. D. Douglas, este período de proximidade e convivência com Moisés foi extremamente importante para a formação do caráter de Josué, pois ele “aprendeu a esperar no Senhor e nos anos que se seguiram, algo da paciência e da mansidão de Moisés certamente foi também adicionado ao seu valor pessoal”. Depois da morte de Moisés, Josué liderou o povo de Israel na conquista das cidades-estados da terra de Canaã. E foi responsável por conduzir os israelitas à Terra Prometida. A escolha de Josué como substituto de Moisés ocorreu no livro de Números (Senso), Moisés pede a Deus um sucessor. Números 27 18 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele. 19 - E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos deles, 20 - e põe sobre ele da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. 21 - E se porá perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o SENHOR; conforme o seu dito, sairão, e conforme o seu dito, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação. 22 - E fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; porque tomou a Josué e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; 23 - e sobre ele pôs as mãos e lhe deu mandamentos, como o SENHOR ordenara pela mão de Moisés. (Núm. 27). Êx 17.8-14 Traços biográficos de Josué Em Dt 31.7 se Concretiza o chamado “E chamou Moisés a Josué e lhe disse aos olhos de todo o Israel: Esforça-te e anima-te, porque com este povo entrarás na terra que o SENHOR jurou a teus pais lhes dar; e tu os farás herdá-la” (Dt 31.7). Quando foi escrito: O livro de Josué foi provavelmente escrito entre 1400 e 1370 AC. Propósito: O livro de Josué fornece uma visão geral das campanhas militares para conquistar a área de terra que Deus havia prometido. Seguindo o êxodo do Egito e os quarenta anos subsequentes de peregrinação no deserto, a nação recém-formada está agora pronta para entrar na Terra Prometida, conquistar seus habitantes e ocupar o território. A visão que temos aqui nos dá detalhes abreviados e seletivos de muitas das batalhas e das condições nas quais a terra não apenas foi conquistada, mas também dividida em áreas tribais. Versículos-chave: Josué 1:6-9: “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” Josué 24:14-15: “Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” Resumo: O Livro de Josué continua a história dos israelitas após o êxodo do Egito. O livro narra cerca de 20 anos de liderança de Josué sobre o povo depois que Moisés o ungiu no final do Deuteronômio. Os 24 capítulos do livro de Josué podem ser resumidos da seguinte forma: Capítulos 1-12: Introdução e conquista da Terra Prometida 1 - E sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: 2 - Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Capítulos 13-22: Instruções para a distribuição das porções da Terra Prometida Capítulos 23-24: Discurso de despedida de Josué Prenúncios: A história da prostituta Raabe e a sua grande fé no Deus dos israelitas dá-lhe um lugar com os homenageados pela fé em Hebreus 11:31. Dela é uma história da graça de Deus para os pecadores e a salvação somente pela fé. Mais importante ainda, pela graça de Deus ela fez parte da linhagem messiânica (Mateus 1:15). Um dos rituais cerimoniais de Josué 5 encontra o seu perfeito cumprimento no Novo Testamento. Os versículos 1-9 descrevem o mandamento de Deus de que aqueles que nasceram no deserto eram para ser circuncidados quando viessem para a Terra Prometida. Ao fazê-lo, Deus removeu “de vós o opróbrio do Egito”, quer dizer, Deus os limpou dos pecados da sua vida anterior. Colossenses 2:10-12 descreve os crentes como tendo sido circuncidados em seus corações pelo próprio Cristo, por Quem temos nos despojado da natureza pecadora de nossas vidas anteriores a Ele. Deus estabeleceu as cidades de refúgio, onde aqueles que acidentalmente mataram alguém poderiam viver sem medo de represálias. Cristo é Aquele para quem “corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta” (Hebreus 6:18). O livro de Josué tem um tema teológico predominante de descanso. Os israelitas, depois de vagarem pelo deserto por 40 anos, finalmente entraram no descanso que Deus tinha preparado para eles na terra de Canaã. O escritor de Hebreus usa este incidente como uma advertência para não deixarmos que descrença nos impeça de entrar no repouso de Deus em Cristo (Hebreus 3:7-12). Aplicação Prática: Um dos versículos-chave do livro de Josué é 1:8: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” O Antigo Testamento está repleto de histórias de como as pessoas “esqueceram” de Deus e de Sua Palavra e sofreram terríveis consequências. Para o Cristão, a Palavra de Deus é a nossa força vital. Se a negligenciarmos, nossas vidas irão sofrer em conformidade. Mas se levarmos a sério o princípio do versículo 1:8, seremos completos e úteis ao reino de Deus (2 Timóteo 3:16-17). Além disso, veremos também que as promessas de Deus em Josué 1:8 – 9 serão nossas também. Josué é um ótimo exemplo dos benefícios de um mentor digno. Durante anos ele se manteve próximo a Moisés. Ele observou Moisés seguindo a Deus de uma forma quase perfeita. Ele aprendeu de Moisés a orar de uma maneira pessoal. Ele aprendeu a obedecer através do exemplo de Moisés. Josué aparentemente também aprendeu com o exemplo negativo que custou Moisés a alegria de poder entrar na Terra Prometida. Se você está vivo, você é um mentor. Alguém, em algum lugar, está te observando. Alguém mais jovem ou alguém que você está influenciando está observando como você vive e reage. Alguém está aprendendo com você. Alguém vai seguir o seu exemplo. Ser um mentor é muito mais do que as palavras que saem da sua boca. Sua vida inteira está em exibição. Orações de Josué: Orou e o Sol parou; Muralhas de jericó vieram ao chão.

Livro de Deuterônomio – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 34 Total de versículos: 959 Tempo aproximado de leitura: 130 min Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia, vem depois do Livro dos Números e antes do Livro de Josué, também faz parte do Pentateuco e é o último dos 5 livros. cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés (aproximadamente 1400 a.C.), logo após a saída do Egito com o povo ainda atribulado com a escravidão, perseguição e a forte influência da cultura religiosa seguida pelos egípcios. Contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo do Egito à Terra Prometida por Deus. O nome é de origem grega e quer dizer segunda lei ou repetição da lei (Dt 17,18) . Os discursos contidos nesse livro, em geral, reforçam a idéia de que servir a Deus não é apenas seguir sua lei. Moisés enfatiza a obediência em consequência do amor: "Amarás a Javé teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e com todo o teu entendimento". Também é enfatizado o "caminho da bênção e da maldição", no qual Deus previne o povo a seguir seus mandamentos, pelos quais o povo ou seria abençoado, ou receberia maldições (porém, caso se arrependesse e voltasse a seguir de coração a Deus, Ele se arrependeria e perdoaria o povo, ou então exigiria um sacrifício de sangue, em geral a morte de quem "pecou" contra Ele ou Israel, e em seguida, após tal sacrifício, o restante do povo seria perdoado. Conforme várias passagens da "ira de Deus" contra os "rebeldes" demonstradas no Levítico, Êxodo e Números). O livro procura mostrar as bênçãos da obediência e as consequências da desobediência (v. 28 e 29). Podemos afirmar se tratar de um livro de recordações e acima de tudo de exortação. Na realidade, não se trata de uma segunda Lei, mas de uma segunda cópia da Lei. A maior parte do livro é formada por leis que repetem muitas vezes as apresentadas em Ex e Lv. Na Bíblia Hebraica, esse livro é denominado Palavras, com referência aos discursos de Moisés nele contidos. Sua colocação no final do Pentateuco se deve à sua geografia e cronologia. É situado na região de Moabe, no último ano da peregrinação pelo deserto, pouco antes da entrada na terra prometida. O livro é formado por três discursos de Moisés, pronunciados em Moabe pouco antes de sua morte. O objetivo dos discursos é confirmar a aliança do Sinai: primeiro discurso de Moisés – Dt 1, 1-4, 40. segundo discurso de Moisés (primeira parte) Dt 4, 41-11,32. segundo discurso de Moisés (segunda parte) Dt 26, 16-28, 69 terceiro discurso de Moisés – Dt 29, 1-30, 20 apêndice histórico – Dt 31-34. Os dois grandes protagonistas do Livro são Deus e Israel. O Deus de Abraão, Isaac e Jacó que se revelou a Moisés no Monte Sinai, escolhendo para si um povo dentre todos os povos da terra. Esta escolha amorosa exige de Israel uma resposta amorosa. Os homens se unem por meio de pactos e alianças. Deus aceitou este modo dos homens se relacionarem e uniu-se a eles através da aliança. Este importante tema perpassa todo o Pentateuco. Os escribas que fizeram a última redação dos cinco livros estruturaram todo o texto com base na teologia da aliança divididos em quatro períodos: – A criação até Noé; – De Noé a Abraão; – De Abraão a Moisés; – De Moisés a Josué. A primeira é descrita em Gn 9,1-17, o arco-íris no céu é o seu sinal. A aliança com Abraão foi depois renovada com Isaac e Jacó. A aliança do Sinai é a mais importante de todas. Ela determina o nascimento do Povo de Deus. Enquanto as alianças com Noé e Abraão eram muito mais uma promessa gratuita de Deus, a do Sinai requer maior participação humana. A aliança de Siquém marca o quarto período. Josué propõe ao povo servir a Javé ou a outros deuses, o povo se compromete a servir exclusivamente a Javé. ESTRUTURA I. O primeiro discurso de Moisés 1.1-4.43 Introdução 1.1-5 O passado recordado 1.6-3.29 Um chamado à obediência 4.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.41-43 II. O segundo discurso de Moisés 4.44-26.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4.44- 11.32 Exposição das leis cerimoniais 12.1-16.17 Exposição da lei civil 16.18-18.22 Exposição das leis criminais 19.1-21.9 Exposição das leis sociais 21.10- 26.19 III. O terceiro discurso de Moisés 27.1- 30.20 Cerimônia de retificação 27.1-26 Sanções do concerto 28.1-68 O juramento do concerto 29.1-30.20 IV. As palavras finais e a morte de Moisés 31.1- 34.12 Perpetuação do concerto 31.1-29 O cântico do testemunho 31.30-32.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.48-33.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34.1-12

Livro de Levítico – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 27 Total de versículos: 859 Tempo aproximado de leitura: 105 min Levítico é o terceiro livro da Bíblia, vem depois do livro de Livro do Êxodo e antes de Números .1 2 Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés. Recebe essa denominação porque contém a Lei dos sacerdotes da Tribo de Levi3, a tribo de Israel que foi escolhida para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo4 . É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia e possui 27 capítulos. Os judeus chamam-no Vayikrá ou Vaicrá. Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possuí, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião. Terceiro livro do Pentateuco, contendo as leis de Deus sobre sacrifícios, pureza e outros assuntos relacionados com a adoração e santificação YHVH. Autor: Moisés foi o autor do livro de Levítico. Foi escrito entre 1440 e 1400 AC. Propósito: Porque os israelitas haviam sido mantidos em cativeiro no Egito durante 400 anos, o conceito de Deus tinha sido distorcido pelos egípcios pagãos e politeístas. O objetivo de Levítico é fornecer instruções e leis para orientar um povo pecador, mas redimido, em seu relacionamento com um Deus santo. Há uma ênfase em Levítico na necessidade de santidade pessoal em resposta a um Deus santo. O pecado deve ser expiado através da oferta de sacrifícios próprios (capítulos 8-10). Outros temas abordados no livro são dietas (alimentos puros e impuros), o parto e doenças que são cuidadosamente regulamentadas (capítulos 11-15). O capítulo 16 descreve o Dia da Expiação, neste dia um sacrifício anual é feito pelo pecado cumulativo de todas as pessoas. Além disso, o povo de Deus deve ser discreto na sua vida pessoal, moral e social, em contraste com as práticas atuais e pagãs ao seu redor (capítulos 17-22). Versículos-chave: Levítico 1:4: “E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.” Levítico 17:11: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” Levítico 19:18: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.” Resumo: Os capítulos 1-7 esboçam as ofertas exigidas, tanto dos leigos como dos sacerdotes. Os capítulos 8-10 descrevem a consagração de Arão e seus filhos para o sacerdócio. Os capítulos 11-16 são as instruções para os vários tipos de impureza. Nos 10 capítulos finais encontramos as orientações de Deus ao Seu povo para a santidade prática. Várias festas foram instituídas como adoração do povo ao Deus Jeová, reunidas e praticadas de acordo com as leis de Deus. Bênçãos ou maldições acompanhariam tanto a obediência quanto o abandono dos mandamentos de Deus (capítulo 26). Os votos para o Senhor são abordados no capítulo 27. O tema principal de Levítico é a santidade. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa. Um tema correspondente é o de expiação. A santidade deve ser mantida diante de Deus, e ela só pode ser alcançada através de uma adequada expiação. Prenúncios: Grande parte das práticas ritualísticas de adoração retratam de muitas maneiras a pessoa e a obra do nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Hebreus 10 nos diz que a Lei Mosaica é “a sombra dos bens vindouros”, pelo qual se entende que os sacrifícios diários oferecidos pelos sacerdotes como substituição pelo pecado do povo eram uma representação do sacrifício final -- Jesus Cristo, cujo sacrifício seria oferecido de uma vez por todas a favor daqueles que nEle creem. A santidade concedida temporariamente pela Lei seria um dia substituída pela obtenção permanente dessa santidade, quando os Cristãos trocariam o seu pecado pela justiça de Cristo (2 Coríntios 5:21). Aplicação Prática: Deus leva a Sua santidade muito a sério e por isso devemos também. A tendência na igreja pós-moderna é criar Deus em nossa própria imagem, dando-Lhe os atributos que gostaríamos que Ele tivesse em vez daqueles que a Sua Palavra descreve. A santidade absoluta de Deus, o Seu esplendor transcendente e a sua “luz inacessível” (1 Timóteo 6:16) são conceitos estranhos para muitos Cristãos. Somos chamados a caminhar na luz e repudiar a escuridão nas nossas vidas para que possamos ser agradáveis aos Seus olhos. Um Deus santo não pode tolerar o pecado flagrante e desavergonhado em Seu povo e a Sua santidade exige que essa transgressão seja punida. Não devemos de forma alguma ser impertinentes em nossas atitudes para com o pecado ou o ódio de Deus para com ele, nem devemos minimizá-lo de forma alguma. Louvado seja o Senhor que por causa da morte de Jesus a nosso favor não mais temos que oferecer sacrifícios de animais. O tema predominante de Levítico é substituição. A morte dos animais era uma penalidade de substituição para aqueles que pecaram. Da mesma forma, mas infinitamente melhor, o sacrifício de Jesus na cruz foi o substituto perfeito e final pelos nossos pecados. Agora podemos estar sem medo diante de um Deus de santidade absoluta porque Ele vê em nós a justiça de Cristo. 1. INTRODUÇÃO Acredito que todo cristão tem o desejo de ler a Bíblia inteira, de Genesis a Apocalipse. É muito comum ouvirmos pessoas relatando o seu empenho nesta tarefa. E mais comum ainda é o relato desta jornada quando deparada com a “muralha” chamada Levítico. Por causa desta suposta dificuldade, o livro de Levítico é, sem sombra de dúvida, um dos mais poucos explorados textos por todos os cristãos. Conhecemos as riquezas de Salmos, as histórias de Davi e Salomão, os milagres de Jesus nos Evangelhos, entre outros, mas não conhecemos uma das principais fontes de diretrizes dada por Deus, chamada Levítico. Acredito, porém, que conhecendo um pouco dos pontos principais de Levítico, a sua leitura se torna até agradável. Certamente, já lhe ocorreu de não gostar de uma determinada pessoa que cruzou a sua vida, por causa de algum hábito ou coisa parecida. Entretanto, depois de você conhecê-la, passou até a gostar dela. Tenho fé que da mesma maneira, o livro de Levítico terá o conceito mudado depois deste estudo. 2. ANTES DE QUALQUER COISA A primeira coisa que devemos ter em mente antes da leitura de Levítico é que ele é um livro basicamente formado por normas, mandamentos. É um dos livros da Lei de Deus. E como é um livro normativo, deve ser lido como tal. Não há mensagens simbólicas em Levítico, por mais que alguns pregadores tentem “espiritualizá-lo”. É um livro que fala de normas, conduta, ação e reação, cerimonial e etc. (talvez sua dificuldade esteja aí) Outra questão importante para ser observada antes da leitura é a temática central de Levítico. Se pudéssemos reunir em um único versículo o principal conceito do livro, sem dúvidas seria este: Lv 11:44ª Pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Deus chama a atenção do homem para importância da santificação. O termo hebraico (qadash) e suas flexões aparecem mais de 80 vezes em todo o livro de Levítico. Qadash quer dizer “SANTO”. O texto de Levítico mostra como um pecador pode ter acesso ao Deus que é santo, e a importância de buscar santidade por pertencer a um Deus santo. Em terceiro plano, vem a questão de como deve ser a leitura de Levítico. Certamente ele é um livro de leitura desafiadora, por ser um livro repleto de ritos de culto. Um dos grandes segredos para uma leitura prazerosa de Levítico é usar a imaginação. Um bom caminho é ir criando mentalmente os rituais conforme vamos lendo, exagerando nos detalhes. Por último, entender que o livro de Levítico faz parte de um conjunto, de uma obra completa, que conhecemos por Pentateuco. Para tal elucidação, faremos um apanhado geral e muito breve do que é o Pentateuco. 3. O PENTATEUCO E SUA RELAÇÃO COM LEVÍTICO O Pentateuco são os cinco primeiros livros da Bíblia. Formam o Pentateuco os livros de Genesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. São conhecidos também como os livros da Lei, ou a Torah hebraica. Apesar de serem cinco livros em abordagens e assuntos distintos, conseguem transmitir uma unidade sem igual nos seus textos. O Pentateuco compreende o período histórico da criação do mundo por Deus até a morte de Moisés no Monte Nebo, nas campinas de Moabe. Os assuntos relevantes em cada livro são: • Gênesis – Formação do mundo e dos patriarcas de Israel. • Êxodo – Chamado de Moisés, libertação e a Lei Geral. • Levítico – Lei Sacerdotal. Manual litúrgico. • Números – O povo no deserto. Exortação para não perder a fé. • Deuteronômio – Segunda leitura da Lei Levítico, neste contexto, funciona em alguns casos como uma regulamentação da Lei expressa nos outros livros, como o do Êxodo. É em Levítico 1-9 que os rituais do Tabernáculo são normatizados. A instituição ocorre em Ex 25-40. O sacerdócio descrito em Ex 29 tem em Lv 8-10 a liturgia de ordenação sacerdotal. Citamos acima que o livro de Levítico é um livro da Lei, mas não é um livro de lei simplesmente. Ele é um grande manual de liturgia para o povo hebreu. Algumas pessoas se confundem e afirmam que a Lei está toda em Levítico. Isto é um grande equívoco. Basta analisarmos alguns exemplos para verificarmos que tais fatos são infundados. A lei da circuncisão está em Gn 17.9-14. A pena capital pela quebra do Shabbat (Sábado) está em Nm 15.32-36. O maior exemplo, porém, são os Dez Mandamentos que se encontram em Ex 20.2-17 e é repetido em Dt 5.6-21. 4. INFORMAÇÕES BÁSICAS DE LEVÍTICO Nome do Livro – O nome Levítico é herança do título do mesmo livro na Septuaginta (Antigo Testamento traduzido para o grego) e quer dizer levitas. Os levitas eram os descendentes de Levi, filho de Jacó e Lia, que foram separados por Deus para o cuidado com trabalho religioso (culto) da nação de Israel. Existe muita confusão em relação aos levitas e ao sacerdócio. O sacerdócio foi incumbido a Arão e seus descendentes e não a todos os levitas. A confusão se dá porque Arão é descendente de Levi, mas isto não inclui os seus irmãos levitas na herança do sacerdócio. O interessante é observarmos o nome hebraico do livro de Levítico. Em todo Pentateuco, os israelitas colocavam como nome do livro as primeiras palavras do mesmo. No caso de Levítico é “chamou o Senhor”. E é impressionante a riqueza de entendimento que podemos ter apenas observando o nome em hebraico. Levítico é a chamada do Senhor para a santidade, serviço e adoração, base de qualquer relacionamento com Deus. O senhor chama para a santidade que só provem Dele (Lv 11.44-45) Data – A data exata da compilação de Levítico é um tanto incerta (como os outros livros). O certo é que ela deva ter ocorrido durante a peregrinação o povo de Israel pelo deserto, nas últimas décadas dos anos de 1.400 a.C. A confiança que temos é que foi dada a Moisés, pelo próprio Deus, na Monte Sinai, quando o povo provavelmente acampou na região por nove meses. Autor – Como todo o Pentateuco, é comumente aceito a autoria de Moisés. O maior indicativo desta tese é a própria Palavra de Deus. Em Neemias 8.1 há a menção ao “Livro da Lei de Moisés”. Em Ne 13.1 e 2Cr 25.4, por exemplo, temos a citação de “Livro de Moisés”. No NT apresentam citações similares em Mt12.5; Mc 12.26; Lc 16.16; Jo 7.19 e Gl 3.10). Personagem Central; A figura central do texto recai sobre a figura do Sumo Sacerdote, pois é sobre ele que incide as obrigações referentes ao culto de Israel. A relação do Sumo Sacerdote com Levítico é fundamental por se tratar de um livro que expõe de maneira muito explícita o conceito de pecado, sacrifício e expiação. 5. OS TRÊS GRANDES TEMAS DE LEVÍTICO Já falamos acima que Levítico tem um tema central. A Santidade, de maneira geral, é o ponto chave deste livro. No entanto esta abordagem pode ser entendida através de três pilares que a sustenta. Neste sentido, podemos observar que Deus deixa bem claro que ele se fez presente no meio do seu povo. Da mesma maneira que Ele está presente, Deus é santo e porque Ele o é, exige que o povo busque um estado de santidade. De sobremaneira, Deus mostra que apesar do homem ter a possibilidade desta busca de santidade, ele é pecador. A presença de Deus é incompatível com a presença do pecado, não há como estas duas facetas, Deus e o pecado, coexistirem em um mesmo lugar. Para solucionar tal impasse, Deus cria um sistema de expiação para este pecado. Vamos ver esta dinâmica de maneira detalhada. a. Deus está presente. O Senhor está presente. Ele está no meio do povo. No cap. 1.1 Ele chama Moisés na tenda da congregação. Um Deus que habita no meio do povo é algo único. É certamente uma grande dádiva. Muitos deuses da antiguidade sempre se mostraram de forma distante e cruel para com os seus adoradores. O Senhor, Iavé, concede ao seu povo estar junto deles, no Tabernáculos, na nuvem que dá sombra e na coluna de fogo que ilumina (Ex 13.21) e no maná (Ex 16.11-35). Algumas coisas são inerentes a essa presença divina no arraial dos hebreus. A primeira delas é que existirá a necessidade de se cultuar Deus (Lv1. 2). A outra é que Deus estará presente no Santos dos Santos, local dentro do Tabernáculo para a sua habitação. O Santo dos Santos era separado do resto do Tabernáculos por um véu, que só poderia ser transposto pelo Sumo Sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação (Lv 16.17). Por último, Deus manifestava a Sua Glória no arraial através de vários atos. O principal está descrito no cap. 9.23-24, quando da ordenação do sacerdote. b. Santidade. Com bem já falamos anteriormente, o ponto central de Levítico está nos versículos 44 e 45 do capítulo 11, que diz assim: 44Pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros com qualquer animal que se move rente ao chão. 45Eu sou o Senhor que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus; por isso, sejam santos, porque eu sou santo. A grande mensagem está na expressão “…sejam santos, porque eu sou santo.”, que aparece igualmente nos dois versículos. Deus chama o povo à santidade. Ele mostra que será vital a vontade do povo em buscar esta santidade. O texto é explícito em dizer que o alvo do povo israelita, nesta busca de santidade, deveria ser o comportamento de Deus. O padrão de santidade não é humano, mas sim aquele (padrão) que se manifesta na pessoa de Deus. O caráter de Deus tem que ser imitado. Para a busca de santidade, Deus mostra ao povo a necessidade de se abolir falhas. Veja o texto: Lv 1:3 Se o holocausto for de gado, oferecerá um macho sem defeito. Ele o apresentará à entrada da Tenda do Encontro, para que seja aceito pelo Senhor, A perfeição é a exigência de Deus para o seu culto. De igual maneira ao holocausto, o sacerdote que apresentaria aquele ato de culto deveria ser livre de defeitos, não só pecados, mas físicos também. Veja: Lv 21.17-23 17″Diga a Arão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento. 18Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se: ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado; 19ninguém que tenha o pé ou a mão defeituosos, 20ou que seja corcunda ou anão, ou que tenha qualquer defeito na vista, ou que esteja com feridas purulentas ou com fluxo, ou que tenha testículos defeituosos. 21Nenhum descendente do sacerdote Arão que tenha qualquer defeito poderá aproximar-se para apresentar ao Senhor ofertas preparadas no fogo. Tem defeito; não poderá aproximar-se para trazê-las ao seu Deus. 22Poderá comer o alimento santíssimo de seu Deus, e também o alimento santo; 23contudo, por causa do seu defeito, não se aproximará do véu nem do altar, para que não profane o meu santuário. Eu sou o Senhor, que os santifico”. Além da perfeição física, era exigida a mais importante característica da santidade exigida ao hebreu. A santidade moral. Várias normas de conduta são estabelecidas por Deus. Destaque aqui para o código de pureza sexual em Lv 18. Na lista de comportamento condenáveis estão o incesto (v.6-18), adultério (v.20), a homossexualidade (v.22) e a bestialidade, ou zoofilia (sexo com animais – v.23). Um romper de águas na época de Levítico foi o código de ética em Lv 19.18. c. Expiação. Deus não habita onde existe pecado. Ele ama o pecador, mas é intolerante ao pecado. Imbuído de promover santidade para o povo, Deus estabelece uma série de maneira de livrar o povo do fruto do pecado (Rm 6.23) através de sacrifícios. Existem basicamente cinco tipos de sacrifícios descritos no livro de Levítico, que estão distribuídos nos sete primeiros capítulos. São eles : 1º. HOLOCAUSTO Levítico 1 – Era a típica oferta hebraica, predominante ao longo de toda a história do Antigo Testamento e provavelmente a forma mais antiga de sacrifício de compensação. O termo descreve uma “oferta de ascensão” ou uma oferta que sobe. O animal era completamente queimado no altar, e a fumaça subia em direção aos céus. Levítico exigia que o animal fosse um macho sem manchas. Vários animais eram permitidos, de acordo com as possibilidades financeiras. 2º. OFERTA DE CEREAL Levítico 2 – Originalmente, é possível que fosse um “presente”, pois exatamente isso que o termo significa. Nas regras de Levítico, o cereal tinha um significado compensatório. Ele freqüentemente acompanhava os sacrifícios queimados e as ofertas pacíficas. Provavelmente servia como um tipo mais barato de sacrifício queimado para aqueles que não podiam dispor de um animal 3º. OFERTA PACIFICA Levítico 3 – Era a forma básica de sacrifício trazida nos dias de festa. Era uma oferta comemorativa, consumida pelas pessoas. Era freqüentemente apresentada junto aos sacrifícios queimados, que eram consumidos por Deus. Ao que parece, não era compensatória, mas estava ligada a restauração e reconciliação. Tinha três subtipos: sacrifício de ação de graças, sacrifício prometido e sacrifício de espontânea vontade. 4º. SACRIFÍCÍO DE PECADO Levítico 4.1-5.13 – Era compensatório por uma ofensa contra Deus. Enfatizava o ato de purificação. Envolvia profanação cerimonial, engano, apropriação indevida e sedução. Variava de acordo com quatro classes de indivíduos: sacerdote, congregação, governante ou individuo do povo. 5º. SACRIFÍCIO DE CULPA Levítico 5.14-6.7 – Era uma subcategoria do sacrifício de pecado. Compensatório, porem dedicado a restituição e reparação. Geralmente tratava de profanação de artigos sagrados e violações de natureza social. Neste contexto, temos um personagem principal. O sacerdote. Vemos nos capítulos de 8-10 e 21-22 as disposições referentes ao seu ofício. O sacrifício só poderia ser realizado através deles, na maioria dos casos através do Sumo Sacerdote. Outro ponto fundamental na expiação são as festas, como veremos mais a frente. 6. OS QUATRO GRANDES BLOCOS DE LEVÍTICO De uma maneira sistemática, o livro de Levítico pode ser dividido em quatro grandes bl ocos de observação. Estes grupos podem ser observados no decorrer do texto de uma maneira contínua. Cada tópico irá representar uma intenção de Deus na compilação deste texto. Esta sistematização é muito útil no momento da leitura do texto. É muito útil observarmos esta divisão quando da leitura corrida do texto. O ideal é fazer a leitura de Levítico como se fosse de quatro livros separados. Abaixo apresentamos um excelente quadro extraído das notas da Bíblia Thompson . Observe as divisões, conflite com o que você já conhece do texto. Acrescente as informações passadas até agora pelo nosso estudo e você poderá notar que muitas coisas irão clarear na sua compreensão do texto de Levítico. I. A VIDA DE ACESSO A DEUS. (1) Por meio de sacrifícios e ofertas. (a) Holocaustos, que significavam expiação e consagração, 1:2-9. (b) Oblações, que significavam ação de graças, 2:1-2. (c) Ofertas pelo pecado, que significavam reconciliação, cap. 4. (d) Ofertas pela transgressão, que significavam limpeza de culpa, 6:2-7. (e) Ofertas de paz, 7:11-15. (2) Através da mediação sacerdotal. O sacerdócio humano: (a) seu chamado, 8: 1-5; (b) sua limpeza, 8:6; (c) seus ornamentos, 8:7-13; (d) sua expiação, 8: 14-34; (e) exemplos de sua vida pecaminosa, cap. 10. II. LEIS ESPECIAIS QUE GOVERNAM A ISRAEL. (1) Quanta ao alimento, cap. 11. (2) Quanta Ii limpeza, higiene, costumes, moral, etc., todas enfatizavam a pureza de vida como condição para obter 0 favor divino, caps. 12-20. (3) Pureza dos sacerdotes e das ofertas, caps. 21-22. III. AS CINCO FESTAS ANUAIS. (1) A Festa da Páscoa, 23:5. (2) A Festa do Pentecoste (ou das semanas), 23: 15. (3) A Festa das Trombetas, 23:23-25. (4) O Dia da Expiação, cap. 16, e 23:26-32. (5) A Festa dos Tabernáculos, 23:39-43. IV. LEIS E INSTRUÇÕES GERAIS (1) O ano sabático. Um ano em cada sete a terra era deixada sem cultivo, 25:2-7. (2) O Ano do Jubileu. Um ano em cada cinqüenta era designado para que os escravos fossem libertados, as dividas perdoadas e uma restituição geral tivesse lugar. 25:8-16. (3) Condições para as bênçãos e advertências acerca do castigo, cap. 26. 7. AS FESTAS DO POVO DE DEUS As festas no cenário de Levítico representa uma moção do Senhor a fim de atender objetivos religiosos e sociais. Em termos religiosos os sacrifícios tinham posição central. Já em termos sociais, a assistência aos pobres e necessitados da nação tinham ações práticas ao seu favor. No entanto, o maior objetivo dos festas era que Deus e seus estatutos estivessem sempre presentes na mente e no cotidiano do povo escolhido. Um ponto a se destacar é quanto à questão da “Santa Convocação” (Lv. 23.2), que consistia no chamado compulsório de Deus para as festas. Nos dias de santa convocação não era permitido realizar nenhum tipo de trabalho, salvo os de preparação da comida, como pode ser visto no texto em Êxodo: Ex 12:16 Convoquem uma reunião santa no primeiro dia e outra no sétimo. Não façam nenhum trabalho nesses dias, exceto o da preparação da comida para todos. É só o que poderão fazer. Eram sete as festas instituídas em Levítico, sendo que destas mesmas três eram obrigatórias a todos os do sexo masculino: Páscoa (e conseqüentemente a dos Pães Asmos), Pentecoste e Tabernáculos. ∟Páscoa/Pães Asmos – Era comemorada para lembrança do sofrimento e da libertação da escravidão no Egito. As duas festas estavam intimamente ligadas. ∟Pentecoste – Também era conhecida como festa das Semanas ou da Colheita. Na verdade, o nome Pentecoste só veio ser comumente usado por volta de 300 a.C., devido ao domínio e influência do império Grego e sua cultura. Pentecoste quer dizer “50 dias depois”, pois a festa ocorria 50 dias passados da Páscoa. Eram ao todo sete semanas de celebração, começando com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10). ∟Tabernáculos – Ocorria no sétimo mês e durava sete dias, fazendo jus ao reconhecimento do número sete como o representante da perfeição nas Escrituras. A festa tinha como objetivo lembrar os 40 anos de peregrinação no deserto. O povo devia habitar sete dias em cabanas para que se lembrasse que o Senhor os fez habitar em cabanas quando do êxodo (Lv 23.42-43). Por isso também era conhecida como a festa das Cabanas. ∟ Trombetas – Comemorava o início do ano civil dos hebreus. O toque de uma trombeta no 1º dia do mês tisri (7º mês) anunciava a festa. Provavelmente esta trombeta era feita de chifre de carneiro, que era própria para as cerimônias solenes do antigo Israel. ∟Dia da Expiação – Era o dia mais solene do ano. O povo devia cessar o seu trabalho e “afligir a sua alma” (Lv. 23.27). Neste dia (10º dia do mês de tisri) o Sumo Sacerdote entrava no Lugar Santíssimo do Tabernáculo, a fim de fazer a expiação do pecado de todo o povo. Este era o único dia permitido por Deus para que alguém, e neste caso somente o Sumo Sacerdote, entrasse no lugar mais sagrado do Tabernáculo. ∟Primícias – Ocorria nas festas dos Pães Asmos e no Pentecoste, e consistia da oferta dos primeiros frutos da colheita. Representava a benção o Senhor sobre a fartura da Terra Prometida. 8. CURIOSIDADES 1. Bode Expiatório – Uma das maiores curiosidades encontradas nos livro de Levítico é certamente o da figura do bode expiatório (Lv 16.20-22). A curiosidade é pelo fato de muitas pessoas, hoje e de muito tempo, usarem esta terminologia para designar alguém que sofreu algum tipo de punição em lugar de alguém, sem ter tido culpa. O bode expiatório é um mandamento cerimonial de Deus. No Dia da Expiação, o sacerdote colocava sua mão sobre a cabeça de um bode, e lhe imputava, ou seja, transferia através de confissão, os pecados de todo o Israel. Depois, este bode, que já levava sobre si os pecados que não eram seus, era conduzido para o deserto a fim de que as iniqüidades não estivessem mais na presença do Senhor. 2. Sementes para os Pobres – Os Israelitas não tinham, certamente, um programa de assistência social para ajudar os pobres nos tempos do Antigo Testamento, mas Deus se mostra meticuloso ao cuidar dos pobres. Os agricultores deviam deixar sementes de cereais da borda do campo e as que ficassem para trás na colheita para que as pessoas pobres e viajantes pudessem ter algo para comer. Veja o texto: Levítico 19.9-10. 9″Quando fizerem a colheita da sua terra, não colham até as extremidades da sua lavoura, nem ajuntem as espigas caídas de sua colheita. 10Não passem duas vezes pela sua vinha, nem apanhem as uvas que tiverem caído. Deixem-nas para o necessitado e para o estrangeiro. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. A história que encontramos em Rute 2.2-9 mostra como o cumprimento dessa lei foi fundamental para a provisão alimento para os forasteiros. 3. A Morte de Nadabe e Abiú – O Sumo Sacerdote Arão tinha quatro filhos, que foram consagrados ao sacerdócio (Nm 3.2). Os dois mais velhos, Nadabe e Abiú foram consumidos pelo fogo do Senhor (Lv 10.2), por apresentarem “fogo estranho” perante Deus. Ninguém sabe ao certo o que é este “fogo estranho”. O mais provável é que as instruções para a oferta do incenso não foram seguidas a risca. Alguns comentaristas acreditam que os dois estavam embriagados no momento da oferta, mas tudo é especulação. Não há nada de concreto. 4. Purificação Depois do Parto – No capítulo 12 é descrito algo semelhante com a dieta, que se recomenda a toda gestante do nossos dias, faça depois do parto. O interessante da história é que a purificação variava conforme o sexo da criança. Se o fruto do parto fosse um menino, a purificação duraria sete mais trinta e três dias. Porém, se fosse uma menina a purificação duraria duas semanas mais sessenta e seis dias. Outra fato importante é que a mulher nesse período não podia ter contato com nada que fosse santo. 9. O LIVRO DE LEVÍTICO E OS NOSSO DIAS Muitos dos interpretes críticos das Escrituras, senão a maioria, não vê aplicabilidade nos textos do AT, principalmente os do livro de Levítico. Isto é um tremendo equivoco e perda de uma chance muito grande de edificação pessoal. Além de que o texto de Levítico traz muitas fundamentações teológicas que se baseia o cristianismo. Como todo o AT, Levítico é um pano de fundo, um cenário para o desenrolar da fé cristã. Como em uma peça de teatro, o cenário (neste caso Levítico) tem por função ambientar a ação dos protagonistas. O que pretendemos fazer aqui é entender por que este “pano de fundo” é importante para a Igreja de Cristo nos dias atuais. A primeira grande contribuição de Levítico é quanto à conscientização da gravidade que o pecado tem para Deus. O capítulo 10 é rico em descrever tal fato. Deus nos mostra em Levítico que o pecado é algo que impede o seu relacionamento conosco, que é intolerável, mas que pode ser apagado através da expiação. E mais, quando Deus indica que esta expiação deveria ser feito inclusive pelos pecados dos Sumo Sacerdote, revela que o pecado é algo universal, inerente a toda a humanidade(Mt 7.21-23; Rm 3.23). Através do rigor da Lei litúrgica de Levítico, temos noção do poder que envolve a pessoa de Cristo. O Sumo Sacerdote era o único que tinha acesso direto a Deus. E isto só ocorria uma vez ao ano. Jesus é o sacerdote por excelência. É o sacerdote perfeito (Hb 7.28) que nos dá acesso direto ao Pai, por meio do Seu sangue, não uma vez, mas constantemente. Por isso a sua morte rompeu o véu do Templo (Mt 27.51 – Hb 10.19-20). Parar finalizar ressaltamos Deus como fonte de vida e que habitou no meio de nós, em Levítico no Tabernáculo e nas suas manifestações miraculosas, e na Nova Aliança na pessoa de Jesus Cristo como relata o texto na tradução Almeida revista e atualizada: Jo 1:14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Jesus, o Deus encarnado, refletiu em sua vida aquilo que Deus prefigurava quando exortava o povo à santidade. Jesus refletia esta santidade e por causa dela pode ser o sacrifício perfeito e definitivo: 2 Co 5:21 Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus. Graças a estes paralelos podemos entender a profundidade do ministério de Jesus Cristo. 10. CONCLUSÃO A partir do estudo mais aprofundado de Levítico temos noção de muito que Deus espera da nossa vida, e o que tem a oferecer a ela. Através deste estudo, acredito que possamos entender um pouco mais que a Graça do Senhor é melhor que tudo, é “melhor que a vida”. Tendo a busca por santidade, o crescer em graça, na fé, como objetivo maior descrito em Levítico, mas nos moldes da Nova Aliança em Jesus Cristo, o crente certamente terá a verdadeira alegria e vida abundante que só vem de Deus.

Livro de Êxodo – Estudo

Plano de leitura Número total capítulos: 40 Total de versículos: 1.213 Tempo aproximado de leitura: 140 min Êxodo (do latim tardio exŏdus do grego ἔξοδος, composto de ἐξ "fora" e ὁδός "via, caminho", significando partida) é o segundo livro do Antigo Testamento e do Pentateuco/Torá, vem depois do livro de Gênesis e antes do livro de Levítico.[1] [2] . Na tradição hebraica, chama-se Sh'moth (em hebraico: שמות, literalmente "nomes", hebreu moderno: Shmot). A sua autoria foi tradicionalmente atribuída ao profeta Moisés pela tradição judaico-cristã.[3] A crítica acadêmica moderna descreve o livro do êxodo com um copilado de textos distintos, tendo recebido sua redação final no período posterior ao exílio babilônico entre os séculos 6 e 5 A.C.[3] .[4] O Livro do Êxodo dá continuidade ao livro da Gênesis, relata como Moisés conduz os israelitas do Egito pelo deserto até oMonte Sinai Bíblico, onde Javé (vide YHWH) se revela e oferece uma aliança: os israelitas devem manter a leie, em retorno, receberiam a proteção de Javé que lhes daria Canaã (a Terra Prometida). Há muitas relatos bem conhecidos no Êxodo, como a passagem pelo Mar Vermelho (possivelmente, Mar dos Juncos), a revelação no Sinai, a entrega das tabuletas da lei, Bezerro de ouro e o aparecimento de maná no desertoNa Bíblia hebraica, esse livro se chama Nomes, porque começa relatando os nomes dos filhos de Jacó que desceram, para o Egito. Na Bíblia grega recebeu o titulo de Êxodo, que significa saída. O livro do Êxodo conta a história do nascimento de Israel, a partir da promessa dada a Abraão e confirmada aos seus descendentes (como lemos em Gênesis). As datações variam, mas José morreu no século 19 a.C. Passaram-se entre dois e três séculos. A data do êxodo é fixada ou no século 15 ou no século 13. Esse titulo resume o conteúdo do livro, a saída ou libertação dos israelitas do Egito. Porém, o livro não narra apenas a saída do Egito, mas sobretudo, a manifestação de Deus na montanha do Sinai e a Aliança. A libertação é narrada nos 15 primeiros capítulos. O livro é a continuação do Gênesis, após descrever rapidamente a situação humilhante dos israelitas no Egito, o livro começa a narrar a história do libertador, Moisés. Descreve a travessia entre o Egito e o monte Sinai, termina narrando a construção da Tenda ou Tabernáculo, onde Deus habitará. O livro está assim dividido: Libertação do Egito Caminho pelo deserto do Sinai. A Aliança do Sinai. A historicidade dos fatos narrados são aceitos unanimemente. Mas trata-se de uma história religiosa e de caráter popular, redigida muito tempo depois dos acontecimentos. O livro procura ressaltar a intervenção providencial de Deus na libertação e formação do povo eleito. Por isso, o autor sagrado deixa de lado as causas naturais dos acontecimentos e descreve tudo com ação milagrosa de Deus. Não se pode negar a ação divina na libertação de Israel da opressão do Egito, mas não se pode dizer que tudo aconteceu por uma série de intervenções milagrosas durante quarenta anos. Podemos dizer que este livro é ponto central do AT, é o Evangelho do AT. Como os Evangelhos este livro contém a Boa Nova da libertação. A experiência fundamental do povo de Israel é a experiência do deus Libertador. Por isso, as narrações do Êxodo tornaram-se o protótipo de todas as outras libertações. Ainda hoje, estas narrações exercem grande influência. O faraó tornou-se símbolo de todas as opressões e alienações atuais; Israel representa os oprimidos e marginalizados. O próprio NT serve-se muitas vezes da temática do Êxodo. O Concilio Vaticano II definiu a Igreja como “povo peregrino” em busca da Pátria Celeste. Autor: Moisés foi o autor do Livro de Êxodo, foi escrito entre 1440 e 1400 AC. Propósito: A palavra “êxodo” significa partida. No tempo definido por Deus, o êxodo dos israelitas do Egito marcou o fim de um período de opressão para os descendentes de Abraão (Gênesis 15:13), e o início do cumprimento da promessa da aliança com Abraão que seus descendentes não só viveriam na Terra Prometida, mas também se multiplicariam e se tornariam uma grande nação (Gênesis 12:1-3, 7). O objetivo desse livro pode ser definido como delinear o crescimento rápido dos descendentes de Jacó, do Egito ao estabelecimento da nação teocrática em sua Terra Prometida. Versículos-chave: Êxodo 1:8: “Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José.” Êxodo 2:24-25: “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição.” Êxodo 12:27: “Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou.” Êxodo 20:2-3: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Resumo: Êxodo começa onde Gênesis terminou: com Deus lidando com o Seu povo escolhido, os judeus. Esse livro traça os eventos de quando Israel entrou no Egito como convidados de José, que era poderoso no Egito, até quando acabaram sendo libertados da escravidão cruel à qual tinham sido forçados por ... “novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (Êxodo 1:8). Os capítulos 1-14 descrevem as condições de opressão dos judeus sob Faraó, a elevação de Moisés como o seu libertador, as pragas que Deus trouxe sobre o Egito devido à recusa de seu líder de se submeter a Ele e a saída do Egito. A mão soberana e poderosa de Deus é vista nos milagres das pragas - terminando com a praga da morte dos primogênitos e a instituição da primeira Páscoa - na libertação dos israelitas, na abertura do Mar Vermelho e na destruição do exército egípcio. A parte do meio do livro de Êxodo é dedicada à peregrinação no deserto e à provisão milagrosa de Deus para o Seu povo. Mas apesar de Deus ter providenciado o pão do céu, água doce da amarga, água de uma rocha, vitória sobre aqueles que iriam destruí-los, Sua Lei escrita em tábuas de pedra por Sua própria mão e a Sua presença na forma de nuvem e colunas de fogo, as pessoas continuamente resmungavam e se rebelaram contra Ele. A terceira parte do livro descreve a construção da Arca da Aliança e o plano para o Tabernáculo com seus vários sacrifícios, altares, mobília, cerimônias e formas de adoração. Prenúncios: Os numerosos sacrifícios exigidos dos israelitas eram um retrato do último sacrifício, o Cordeiro Pascal de Deus, Jesus Cristo. Na noite da última praga sobre o Egito, um cordeiro sem defeito foi morto e seu sangue aplicado nas ombreiras das casas do povo de Deus, protegendo-os contra o anjo da morte. Este comportamento aponta para Jesus, o Cordeiro de Deus sem mancha ou defeito (1 Pedro 1:19), cujo sangue aplicado a nós garante a vida eterna. Entre as apresentações simbólicas de Cristo no livro do Êxodo está a história da água da rocha em Êxodo 17:6. Assim como Moisés bateu na rocha para fornecer água que dá vida para o povo beber, assim Deus fez sofrer a Rocha da nossa salvação, crucificando-o pelo nosso pecado para que essa Rocha pudesse fornecer o dom da água viva (João 4:10). A provisão do maná no deserto é uma imagem perfeita de Cristo, o Pão da Vida (João 6:48) providenciado por Deus para nos dar a vida eterna. Aplicação Prática: A Lei Mosaica foi dada em parte para mostrar à humanidade que eram incapazes de segui-la. Somos incapazes de agradar a Deus através do mantimento da lei; por isso, Paulo nos exorta: “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gálatas 2:16). A provisão de Deus para os Israelitas, da libertação do cativeiro ao maná e peregrinação no deserto, são indícios claros de Sua graciosa provisão para o Seu povo. Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9). Devemos confiar no Senhor pois Ele pode nos livrar de qualquer coisa. Entretanto, Deus não permite que o pecado continue impune para sempre. Como resultado, podemos confiar nEle e na Sua vingança e justiça. Quando Deus nos tira de uma situação ruim, não devemos tentar voltar atrás. Quando Deus faz exigências de nós, Ele espera que as obedeçamos, mas ao mesmo tempo Ele dá graça e misericórdia por saber que, sozinhos, não seremos capazes de obedecer totalmente. ESTRUTURA O livro tem duas partes bem claras. A primeira está nos capítulos 1 a 18 e narra o êxodo do Egito em direção a Canaã, história que continuará nos livros seguintes. A segunda parte (capítulos 19 a 40) trata da legislação para a vida. Na primeira parte, lemos: A preparação de Moisés (Êxodo 1-6.16) O "diálogo" de Moisés e Araçao com o Faraó (Êxodo 7.17-11.10) O êxodo propriamente dito (Êxodo 17.11-18.27) Na segunda parte, temos: A legislação para a vida, inclusive os Dez Mandamentos (Êxodo 19-24) A legislação para o culto (Êxodo 25-30) A organização do culto (Êxodo 31-40) Síntese Teológica Quatro frases podem ser usadas para definir a teologia do livro de Êxodo: . Deus age. O Êxodo é o livro das ações extroardinarias de Deus, mais que qualquer outro livro da Bíblia. . Deus se revela. Deus diz inclusive como é o seu nome: EU SOU ou EU SOU O QUE SOU..Ele fala ao povo, através do seu profeta (Moisés) e através dos fenômenos naturais, como ventos e trovões. . Deus é fiel ao pacto que firma com o homem. O pacto firmado com Abraão é renovado, mesmo que tenha que ser repetido (como no caso da quebra das tábuas da lei). . Deus ensina seu povo a viver. A legislação apresentada e reunida visa precisamente dar ao povo um roteiro para a sua vida durante a caminhada (fuga) e durante o estabelecimento em Canaã como uma nação. Para memorizar Entre tantos versículos, três vales guardar na memória: 1 - "O Senhor é a minha força e a minha canção; ele é a minha salvação! Ele é o meu Deus e eu o louvarei, é o Deus de meu pai, e eu o exaltarei!" (Êxodo 15.2) 2 - "Moisés disse ao povo: 'Não tenham medo! Deus veio prová-los, para que o temor de Deus esteja em vocês e os livre de pecar'”. (Êxodo 20.20) 3- "O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se”. (Êxodo 14.14)

Estudo - Livro de Gênesis

Livro de Gênesis – Estudo Plano de leitura Número total capítulos: 50 Total de versículos: 1.533 Tempo aproximado de leitura: 180 min O primeiro livro da Bíblia da Bíblia e compõe o chamado Pentateuco (os 5 primeiros livros – escrito por Moisés). Recebeu o nome de Gênesis porque narra a gênese, isto é, a origem do mundo, dos seres humanos, do pecado, do ódio, das raças humanas e do povo de Israel. Seus escritos datam entre os séculos IX e VI aC, sua redação final aconteceu no séc. V aC. Os hebreus deram ao livro de Genesis o título "Bereshith", devido a sua primeira frase no original hebraico: "No princípio". Os tradutores da Septuaginta chamaram-no de "Gênesis" (Origem), em virtude de ele relatar a origem do Universo e do homem na obra criativa de Deus. Gênesis foi provavelmente redigido durante a primeira parte da perseguição pelo deserto, enquanto procurava instruir Israel sobre as verdades fundamentais divinas e o programa da aliança de Deus para com a nação. Neste sentido, o livro pode ser datado com aproximação em 1446 a.C. A tradição afirma que Moisés é o autor do livro. Está dividido: Gn 1-11 é a história das origens da humanidade. Gn 12-25 é a história dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e José ( um dos filhos de Jacó). O livro começa narrando a história da criação do mundo e de todos os seres vivos. A criação não é mero capricho de Deus, mas um gesto de amor. A semana é apenas um artifício literário para ensinar que tudo o que existe é obra de Deus e quer reforçar o descanso sabático. O ápice desta criação e portanto desta narração é a criação do homem e mulher à imagem e semelhança de Deus. Ser imagem e semelhança de Deus significa ser dotado de vontade e liberdade. Depois mostra a entrada e evolução do pecado atingindo a família com o assassinato de Abel. Para conter o avanço do pecado vem o dilúvio. Com a historia da Torre de Babel, o autor sagrado mostra como os homens novamente tentam ocupar o lugar de Deus e são espalhados por toda a terra. A seguir o texto apresenta Abraão, um pastor seminômade de Ur da Caldéia, que por inspiração divina deixa sua terra e sua família e vai a procura da terra prometida. O objetivo do redator não descrever os fatos em si mesmos, mas descobrir neles a presença divina. O livro traz uma série de ensinamentos importantes. Estão apenas alguns elencados: – Tudo o que existe foi criado por Deus criado com sabedoria e amor, portanto todas as criações são boas. – Deus existe antes de todo tempo, é eterno, não foi criado. – Homem e mulher são imagem e semelhança de Deus e , como tal, são os senhores de toda criação. – A mulher é companheira do homem, ambos são uma só carne. – Todo mal que existe no mundo é conseqüência da desobediência de todos nós seres humanos. – Apesar do pecado, Deus não abandona a sua criatura., mas estabelece uma ralação amorosa. – Assim, Deus não está longe e alheio à vida humana, mas participa de nossa história. ESTRUTURA A estrutura, a seguir demonstrada, facilitará a sua leitura. Você visualizará os capítulos e os seus acontecimentos, de modo que, a sua memorização de todo livro será possível. I. A HISTÓRIA PRIMITIVA DA RAÇA HUMANA (1 - 11) a. A Narrativa da Criação (1 - 2) 1. Narrativa de toda a criação (1) 2. Narrativa especial da criação do homem (2) b. A Narrativa da Queda (3 - 6) 1. Entrada do pecado (3) 2. Avanço do pecado (4 - 6) c. A Narrativa do Dilúvio (6 - 8) 1. Causa do dilúvio (6) 2. Vinda do dilúvio (7) 3. Conseqüência do dilúvio (8) d. A Narrativa da Nova Geração (9 - 11) 1. Novo começo com Noé (9 - 10) 2. Nova rebelião em Babel (11) II. A HISTÓRIA PATRIACAL DA RAÇA HUMANA (12 - 50) a. A Vida de Abraão - Aliança Prometida (12 - 24) 1. Princípio da fé na aliança (12 - 14) 2. Teste da fé na aliança (15 - 21) 3. Aperfeiçoamento da fé (22 - 24) b. A Vida de Isaque - Aliança transmitida (21 - 26) 1. Nascimento e casamento (21 - 24) 2. Benção concedida (25 - 26) c. A Vida de Jacó - Aliança prosseguida (27 - 36) 1. Bênçãos materiais conseguidas (27 - 30) 2. Bênçãos espirituais malogradas (31 - 36) d. A Vida de José - Aliança exercitada (37 - 50) 1. Treinamento por provações (37 - 40) 2. Triunfo pela confiança (41 - 50) PROPÓSITO DO LIVRO 1. Tem o propósito de mostrar a singularidade histórica da narrativa sobre a criação do homem ao ser criado por Deus. Relata a importância da criação (natureza) aos olhos de Deus. Descreve a queda e as suas conseqüências. Por sua vez, aponta para a introdução do Reino de Deus. É planejada a redenção de toda a criação. 2. Este propósito, por sua vez, tem o cunho teológico. Salienta a soberania de Deus sobre toda a criação. Destaca a responsabilidade do homem para com Deus, o próximo e a criação. 3. Outra leitura é que o livro mostra os dois caminhos: graça e desgraça. Graça para com aquele que obedece e tem o livramento. Desgraça é para aquele que sofrerá o julgamento por sua rebeldia. SÍNTESE TEOLÓGICA Desde que um estudioso chamado Baruch Spinoza insinuou em 1671 a possibilidade de seu autor ter sido Esdras, muitas teorias apareceram sobre o assunto. A questão toda gira em torno da pluralidade de empregos diferentes ao nome de Deus, dos estilos literários e a enumeração de diferentes fases do desenvolvimento do culto. Os estudos realizados não colocam sob hipótese alguma a autoridade do texto bíblico. A sua inspiração divina permanece inalterada. Cristo e os escritores do Novo Testamento afirmam ser Moisés o autor dos cinco livros conhecidos como "A Lei" (João 1:17; 5:47; 7:10; Romanos 10:5, 19). O reconhecimento de que Moisés usou no processo seletivo vários documentos antigos disponíveis é compatível com a inspiração divina, pois outros autores bíblicos procederam da mesma forma (Lucas 1:1-3). A MENSAGEM DE GÊNESIS A CRIAÇÃO DO MUNDO, o reconhecimento do mundo como criação e como dom de Deus suscita no ser humano crente a oração de graças e de louvor. Este reconhecimento da criação como dom de Deus traz consigo a experiência de uma profunda comunhão com as criaturas qualitativamente diferente do conhecimento meramente objetivante a serviço da posse e do domínio. Nesta experiência, o ser humano descobre uma dimensão básica da sua vida, a saber, o seu caráter "eucarístico" (palavra que se refere a agradecer): o ser humano é chamado a agradecer e louvar a Deus, certamente em nome próprio, mas também como representante das criaturas. É mediante o ser humano, sacerdote da criação, que os seres criados expressam o agradecimento e o louvor ao Criador. O ser humano, na qualidade de imagem de Deus que cria, mas também repousa, caracteriza-se não só pelo trabalho, mas igualmente pelo descanso e pela celebração da criação como dom de Deus. O DRAMA HUMANO - Gênesis demonstra claramente que o Criador não criou o pecado. A causa não estava na serpente, no ambiente ou no fruto. A causa estava no uso egoísta da vontade humana de rejeitar a proposta de vida de Deus. A descrição tem uma lista imensa das distorções que a queda gerou na vida de toda a criação: a relação homem-mulher que deveria ser vivida na solidariedade e na mútua reciprocidade fica deturpada em dominação e sujeição de um pelo outro. A alegria de dar à luz uma nova vida humana vem acompanhada de sofrimentos. A relação entre o homem, por sua parte, e a terra e os animais, por outra, que deveria ser harmoniosa, não é de fato. O trabalho que deveria estar a serviço da alegre realização do homem, freqüentemente se torna um esforço duro e penoso. O desejo de viver existente no homem corresponde à amarga certeza da própria morte. Até a relação com Deus que deveria estar penetrada de profunda esperança e da resposta jubilosa e agradecida do homem acaba sendo vivenciada como encolhimento mentiroso e medroso. PARA LER DEVAGAR Requer um processo de ruminação. Para tanto, indico que você gaste tempo nas seguintes passagens: Gênesis 1.31 -- "Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom (...)". Isto significa duas coisas para nós. A obra de Deus é boa como a manifestação incomparável da vontade de Deus. Mas é boa apenas no sentido de que, como criatura, pode ser boa porque o Criador a vê, a reconhece como sua e diz dela: É boa. Gênesis 9.12 -- "Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós, e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações". Esta aliança não estava sendo estabelecida entre Deus e o homem somente, mas entre Deus e toda a criatura vivente. O TEXTO MAIS PROFUNDO O livro de Gênesis é uma lição de vida. Nele encontramos as quatro grandes palavras do cristianismo: criação, queda, redenção e restauração. Por isso, é praticamente impossível que nenhum texto fale ao coração. O coração, porém, se desarma diante do texto que diz: "Enoque andou com Deus 300 anos" (5.22). Isto mostra a fidelidade na comunhão com o Senhor. No tempo de Enoque havia pecado, miséria, sofrimento e desordem. Mas sobretudo Enoque permaneceu no prazer que há na companhia de Deus. Outro texto é 9.1-17. Destaco os versículos 13-15. Deus revela o poder da sua aliança. Graciosamente esta aliança não é bilateral, mas unilateral. Não depende de mim a sua durabilidade. Deus é o mantenedor e sustentador da aliança. José nos ensina a maior lição do perdão humano em toda a Bíblia (45.1-15). José derramou lágrimas de ternura e forte afeto. CONTEXTOS E TEXTOS DIFÍCEIS A ORDEM DA CRIAÇÃO, Agostinho não defendia os seis dias. Para ele Deus criou, isto basta. Não importa o "como", mas sim a informação bíblica de que Deus criou. Para Agostinho, Deus criou todas as coisas simultaneamente, e as criou todas num único dia, que se repetiu por sete vezes. A necessidade desta revelação em dias é para se ajustar àqueles que não conseguem compreender a criação simultânea. Isto significa, em outras palavras, que Deus acomodou-se a capacidade dos intelectualmente mais fracos e revelou a criação como se fosse um processo. Sendo assim, a ordem da criação em seis dias não apresenta intervalos de tempos, mas conexão de causas. RESHIT - O autor do texto, ao escolher o termo "reshit" para iniciar a narrativa de Gênesis ao povo no período da caminhada do deserto, se refere a um momento único, um princípio de segundos, décimos de segundo, ou a um período indeterminado de tempo que pode durar um segundo, ou um minuto, um dia, um ano, enfim, qualquer período de tempo? A resposta se torna difícil uma vez que o uso do termo não é abundante na literatura do Pentateuco. PRESSUPOSIÇÃO DO CAOS - A palavra grega "aoratos" é utilizada para traduzir o hebraico "tohu" ("sem forma"). Ora, "aoratos" significa "invisível", algo que ainda não se vê. Esta idéia está fortemente presente na cosmogonia platônica, na qual o ideal é criado na mente e depois executado. Filon de Alexandria (25 a.C. - c. 50) explica dessa forma Gênesis 1.2: a palavra "bohu" ("vazia") é traduzida como "akataskeuastos" e significa "não formado". Esse invisível não formado é interpretado como "caos", algo imperfeito. VIVENDO OS ENSINOS DE GÊNESIS O livro de Gênesis mostra a liberdade do homem nas suas escolhas. O ser humano optou pelo pecado. O autor de Gênesis aponta para a responsabilidade do homem e a sua conseqüência. O homem é um ser de decisões. Gênesis mostra que em todo momento o homem é chamado a se decidir. A primeira declaração de Deus ao homem e a mulher (1.26-28) é o tema central de Gênesis. Deus deixa claro que criou o homem e a mulher para abençoá-los e a fim de que pudessem exercer domínio em lugar dele sobre a criação. A desobediência humana ameaçou o propósito de Deus para a humanidade expresso na criação. Deus respondeu chamando a Abraão, por meio de quem a benção divina triunfaria por fim. É preciso admitir que essa interpretação do tema deriva não apenas, se é que em alguma medida de Gênesis, mas da teologia bíblica como um todo. O autor do livro quer ensinar que Deus é o Senhor de toda a história da criação e da vida humana. Não somente da macro, mas da micro-história. Cada detalhe da vida lhe é conhecido. Deus intervém na vida, nos acontecimentos e no destino de indivíduos (Abraão, José). Isto nos ensina a descansar na providência divina. Gênesis é um convite de Deus ao homem. Deus cria e chama o homem para um relacionamento. O destaque está na intervenção de Deus na história do homem. É o Deus que cria, mas que interage na criação. Ele participa da história humana e de todos os seus dilemas e revezes. A presença e a atuação de Deus são experimentadas em todo tempo e em todo lugar: Deus está no centro da realidade toda. PARA MEMORIZAR "Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça" (Gênesis 15:6). "Abraão deu aquele lugar o nome de 'O Senhor Proverá'. Por isso até hoje se diz: No monte do Senhor se proverá" (Gênesis 22:14)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Chamada ao Arrependimento

Zacarias 1No oitavo mês do segundo ano de Dario como rei da Pérsia, o SENHOR Deus falou com o profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido. O Deus Todo-Poderoso mandou que ele dissesse ao povo o seguinte: 2Eu, o SENHOR, fiquei muito irado com os seus antepassados. 3Portanto, agora eu digo a vocês: Voltem para mim, e eu, o SENHOR Todo-Poderoso, voltarei para vocês. 4Não sejam como os seus antepassados, que não deram atenção aos profetas antigos quando eles anunciaram esta minha mensagem: “O SENHORTodo-Poderoso ordena que vocês deixem de ser maus e que abandonem as suas maldades.” Mas eles não me obedeceram. 5E agora onde estão os seus antepassados? E será que aqueles profetas ainda estão vivos? 6Por meio dos meus servos, os profetas, eu mandei mensagens e avisos aos antepassados de vocês. Mas eles não deram atenção e por isso foram castigados. Então eles se arrependeram e disseram: “O SENHOR Todo-Poderoso fez o que tinha decidido fazer e nos castigou por causa dos nossos pecados. Ele fez o que merecíamos.” Introdução Neste texto Deus nos mostra que trabalha de maneiras diferentes que muitas vezes não entendemos. Deus nos faz uma chamada ao arrependimento. Um convite para aprender com o passado. Existem algumas lições importantes que precisamos aprender para caminhar com Deus: 1º. Não há benção sem voltar para o Senhor (vers. 2 e 3) A grande missão não é voltar para Jerusalém e reconstruir o templo e sim voltar para o Senhor e Ele habitar o verdadeiro templo que é você. Como podemos colocar nossos compromissos de acordo com a vontade de Deus? 2º Necessidade de ouvir a voz dos profetas (vers. 4) Perceba a voz de Deus que tem tocado o seu coração. Deus fala a nós através de vários instrumentos, como: sua palavra, pregações, circunstâncias, pessoas e a voz do Espírito Santo confirmando no seu coração. 3º Voltar para o Senhor e ouvir o seu chamado exige atitudes práticas de mudança de vida. Às vezes podemos estar cheios de boas intenções, mas distantes do objetivo, do propósito de Deus. 4º Aproveitem a oportunidade, pois ela passa (vers. 5) O grande problema de não percebermos que a oportunidade esta passando é porque o temor do Senhor não está em nosso coração. Há um tempo em que Deus para de falar e espera que vejamos as consequências de nossas decisões como uma mensagem de quem ele é. Quando imaginamos que nunca teremos de enfrentar a justiça de Deus, ou que somos fortes o bastante para vivermos sem a bênção de Deus, deixamos a oportunidade passar. Peça para que dois participantes da célula compartilhem de uma experiência onde viram uma oportunidade passar e o que aprenderam com esta lição. 5º A verdade de Deus não morre. Rendam-se à verdade. (vers. 6) As promessas de Deus se cumprem. Render-se à verdade é crer, confiar e saber que a palavra de Deus vai se cumprir, simplesmente porque Ele é Deus. CORPO - Mensagem Atos 3.19-20 Deus está sempre interessado que tenhamos comunhão com ELE. Ele é o maior interessado que produzimos o arrependimento dentro de nós. O ser humano vive cercado de necessidades. Mas a necessidade mais urgente é de arrependimento. Arrependimento tem sua origem na palavra Grega "metanóia" que quer dizer mudança de rumo, conversão. Esta metanóia leva a pessoa a uma radical mudança de vida, ou seja, passa a obedecer somente à vontade de Deus. 01. PORQUE O ARREPENDIMENTO? Sem o arrependimento as pessoas se tornam duras de coração, se acham perfeitas e corretas em tudo, tornam-se falsos deuses. Você já viu alguém assim? Porque o arrependimento? É uma ordem: Arrependei-vos - Atos 3.19 - - Mateus 4:17 Jesus disse: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. É necessário para a conversão a Deus: Convertei-vos - Atos 3.19. No transito precisamos fazer conversões senão entramos na contramão, assim acontece no mundo espiritual se não houver conversão ficamos na contramão de Deus. Jesus veio nos chamar ao arrependimento: - Mateus 9:13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. - Atos 17.30 Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam. 02. BENEFÍCIOS DO ARREPENDIMENTO O arrependimento conduz a vida abundante: - Jo 10.9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. 10. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. É condição para receber o perdão dos pecados: - Atos 3.19 - Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados. Livramento dos tropeços: - Ezequiel 18:30 - Portanto, eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. 31.Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? - Atos 3.20 Recebemos refrigério (frescor, consolação, alívio). Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. - Efésios 4.25-29 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que ajudar ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. 03. A IMPORTÂNCIA DO ARREPENDIMENTO Arrependimento é a consciência de que o pecado é rebeldia a Deus e conduz à morte, é importante porque Deus é puro e não aceita impuros na Sua comunhão. É uma radical mudança de direção, abandona o caminho do inferno e retorna para o caminho do Céu. Arrependimento é livramento para a salvação: - 2 Coríntios 7:10 - Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Livramento da morte: - Lucas 13:3 - ... se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. O arrependimento é reconhecido pelas atitudes do pecador: - Mateus 3:8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento - Filho pródigo. Irmãos, por causa do arrependimento há júbilo no céu: - Lucas 15: 9 E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. 10 Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. CONCLUSÃO João Batista foi o precursor de Jesus, para preparar o caminho de sua chegada. Brandindo a espada do Espírito, conclamou o povo a arrepender-se e a produzir frutos de arrependimento. Não se trata de arrepender e novamente se arrepender, mas de arrepender e dar frutos de arrependimento. Arrependimento significa mudar de mente e de direção. Implica em mudança. Exige transformação. Impõe um novo rumo com novas atitudes. Aqueles que permanecem no erro, mesmo que se desmanchem em lágrimas, não dão provas de arrependimento nem demonstram seus frutos (testemunho). Infelizmente “Arrependimento” é um tema ausente na maioria dos púlpitos contemporâneos. Nossa geração prefere entreter os pecadores a chamá-los ao arrependimento. Prefere mantê-los sorrindo caminhando para a morte, do que levá-los ao choro do arrependimento para a vida. É necessário arrepender-se, abandonar o pecado, retornar à presença de Deus e desfrutar os tempos de refrigério, consolação. Arrependimento de pecados conduz a confissão: 1 João 1:9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 2 Pedro 3:9 Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Qual a promessa de Deus para a sua vida? O que você precisa deixar/entregar para estar no centro da vontade de Deus? Vamos orar? Voltemos ao primeiro amor, ao sonho da fé a crer que Deus está no controle!

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